domingo, 28 de agosto de 2016

[RIP] Aquele desabafo que ninguém lê

O objetivo deste blog sempre foi fazer resenhas e tecer comentários sobre os mais variados tipos. Dar pitacos e regurgitar opiniões, era isso o que eu queria fazer nas postagens. Compartilhar com o mundo tudo o que ficava entalado na garganta ou preso no peito após uma bela leitura, por exemplo.
A verdade é que eu mudei. Mudei muito. Quando criei esse blog, tinha uma vontade grande de falar sobre os livros que eu lia, filmes que eu via, musicas que eu ouvia. Tinha vontade de passar horas fazendo resenhas, pesquisando livros e filmes em outros blogs. Hoje, já não tenho mais esse tesão de fazer resenhas. Além disso, eu me importava demais se as pessoas estavam gostando do que eu escrevia, se eu estava tendo acessos e comentários. Hoje eu não me importo mais. Agradeço a cada um, de coração, que leu, curtiu e comentou as minhas postagens, mas o fato é que eu mudei e não quero mais um blog em que eu escreva para os outros e sim, para mim. Por isso, declaro que hoje, o blog Os Dragões de Fogo veio a óbito.
Apesar de ter mudado, continuo a usar a escrita para libertar meus demônios e por isso criei um novo blog, com um novo formato, onde eu irei escrever sobre coisas aleatórias e talvez sem sentido. Será desorganizado, sem padrão e sem compromisso, mas esse sim será de coração. Caso queiram acompanhar, clique aqui. Perdoem-me se pareço egocêntrico ou sem educação, mas é que é difícil a constatação do fim.
Conheci muita coisa boa nesses dois anos e meio de blog, novamente agradeço a todos que fizeram parte disso e com muita tristeza despeço-me, mas com a certeza no coração de que a vida é essa sucessão de mudanças. As vezes é necessário deixar as coisas para trás, para que as novas te encontrem.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

[Livro] Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra - Sérgio Rossoni

Olá, pessoas!
O papo de hoje é livro!

Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra:

Autor: Sérgio Rossoni
Série: Birman Flint #1
Edição: 1
Editora: Chiado Editora
Ano: 2015
Páginas: 383
Sinopse: Após mergulhar num mundo sombrio cercado por assassinos e traidores, Birman Flint depara-se com uma estranha verdade em torno de um antigo legado transformado numa maldição.
A busca pelo misterioso artefato conhecido como Ra´s ah Amnui pode ser a resposta para a conspiração em torno do Czar Gatus Ronromanovich e sua família, conduzindo Flint por caminhos obscuros muito além da sua própria compreensão.
Um artefato, uma estranha seita e um assassinato, todos eles interligados por algo que parece representar a chave deste misterioso enigma. Uma jóia, um objeto de rara beleza ocultando em si um passado sombrio, lançando nosso herói numa corrida contra o tempo para salvar a dinastia Ronromanovich do desastre iminente.

"Do meu rugido surgirá a luz divina, que nos guiará por caminhos escuros."

Este texto é livre de spoilers.

Um camundongo, agente a serviço do Czar é encontrado morto, seu corpo fazendo parte de um estranho cenário. Em meio a sangue e símbolos, Karpof Mundongovich deixa pistas feitas em seus últimos momentos de vida.
Birman Flint, jornalista do Diário do Felino, ao lado de seu amigo Bazzou, fareja uma boa história e embarca em uma trama que busca revelar verdades há muito enterradas.

A história se passa em 1920, com um clima noir forte, com direito a jornalistas e detetives de sobretudo, andando em becos escuros a procura de pistas. Os personagens são animais antropomórficos que vivem em um mundo próprio, extremamente semelhante ao nosso, seja na geografia, nos nomes ou no passado histórico.

A trama tem um suspense forte, o que prende o leitor, que fica querendo saber cada vez mais sobre tudo aquilo. Como boa parte é baseada em nossa real história, o leitor que pega as referências se vê ainda mais preso àquilo tudo.
Entretanto, algumas partes, como algumas revelações, são meio confusas e alguns diálogos são extensos demais, dando uma quebra na leitura em alguns momentos.


A escrita do autor é boa e mostra certo domínio gramatical e de história geral, com ênfase na Rússia. Há uma nota no fim do livro explicando algumas referências. A família Ronromanovich, por exemplo, que no livro é uma linhagem de felinos da realeza, foi baseada na família Romanov, que governou o Império Russo. 

Um ponto que para mim foi negativo, é o final totalmente aberto. Algumas coisas são explicadas ao decorrer do livro, mas a história em si não tem desfecho algum e uma boa carga de acontecimentos ficará para o segundo livro. Quando o livro acaba, fica uma sensação que parou na metade. Do meio pra frente, o livro se baseia em revelações sobre o passado daquele mundo e da dinastia Ronromanovich, o que atrasa o desenrolar de acontecimento com os personagens centrais, como o próprio Birman Flint, acarretando nessa sensação.

A edição é muito boa, com uma capa que traduz o clima do livro. Possui folhas grossas, uma boa diagramação e uma nota do autor ao fim.

Em suma, é um livro diferente do que é popular, bom para distrair, mas peca em alguns detalhes.

Nota: 3,5 Canecas de Hidromel.


Conheça o autor:

Sérgio Rossoni, nascido em São Paulo em 1967, trabalhou como produtor artístico e músico até meados de 2005, passando a dedicar-se com exclusividade a sua formação como psicanalista, aventurando-se pelo universo freudiano sem deixar de lado sua percepção artística.
Apaixonado por livros de suspense, quadrinhos e filmes, além de terapeuta e escritor, divide seu tempo com outras paixões, o desenho artístico e a ilustração, utilizando-se do pincel e da tinta para inspirar-se na criação de seus personagens.
Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra é seu primeiro romance.
Vive em São Paulo na companhia da mulher e dos cinco filhos felinos.



Até mais, e obrigado pelos peixes!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

[Livro] À Sombra da Lua - Marcos DeBritto

Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!

À Sombra da Lua:

Autor: Marcos DeBritto
Edição: 1
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 288
Sinopse: Durante o dia, Vila Socorro é apenas uma pacata cidade do interior de São Paulo, reduto da imigração italiana no Brasil. Mas, quando o sol se põe, uma criatura desconhecida aterroriza os moradores, que cobram uma solução das autoridades locais, afinal, há décadas o vilarejo sofre com mortes misteriosas, cometidas por um assassino que não deixa rastros e desafia a lógica humana. Estreia do cineasta Marcos de Britto na literatura, À sombra da lua já nasce um forte candidato a clássico do terror nacional ao explorar o mito universal do lobisomem contrapondo, numa narrativa madura e vigorosa, racionalidade e mistério.

"Os raios refletidos na Lua encontravam obstáculos nas nuvens que vieram com o entardecer. O satélite já tinha sido visto na claridade daquele dia, mas era somente após as linhas imaginárias dos trópicos permitirem a passagem da escuridão que o lado sombrio do ser humano florescia".

Este texto é livre de spoilers.

Vila Socorro é aquele pacato vilarejo do interior, onde todos se conhecem e vivem em harmonia, não fossem as misteriosas e sangrentas mortes que acontecem ao anoitecer. Álvaro, descendente de imigrantes italianos, e Alana, da alta classe da vila, vivem um amor proibido em meio a esse terror, sem perceberem as consequências de seus atos.

Explorando o mito do lobisomem em paisagens brasileiras, Marcos DeBritto poetisa em seu primeiro romance, escrevendo com grande desenvoltura e dando sua visão a um assunto já tanto debatido.
Fãs de terror e suspense irão adorar o livro, tanto pela abordagem clássica, tanto pelo sangue que jorra das páginas.
Fazendo um ajuntado de clichês, como a pequena vila aterrorizada por um monstro, personagens principais envolvidos em um triangulo amoroso, e a lenda do lobisomem, a narrativa consegue se manter consistente e atrativa, mantendo-se consistente, apesar de apoiar-se constantemente em chavões, e chegando a surpreender o leitor com algumas mudanças de rumos na história.

Apesar de ter bons protagonistas e antagonistas, não há personagens tão cativantes. Uma pena, já que histórias como essa, em que não há como saber quem é a próxima vítima, sempre pedem bons personagens, que deixam o leitor apreensivo, com medo dos destinos que os aguardam.

Como disse, a escrita do autor transcende o regular. Descreve cenários, emoções e ações com maestria, instigando os leitores assíduos. Consegue manter o equilíbrio, descrevendo os acontecimentos sem arrastar a leitura.

A edição tem uma linda (e sombria) capa com orelhas. Páginas brancas, das quais não sou muito fã. Ótima revisão e diagramação, já comum à editora Rocco.

Resumindo, um livro que explora competentemente os clichês do terror e traz para o Brasil o mito do lobisomem. Juntando isso à bela escrita de DeBritto, temos em mãos um livro que vale a pena ser lido.

Nota: 4 Canecas de Hidromel!


Conheça mais sobre o autor:

Marcos DeBritto nasceu em Florianópolis e mudou-se para São Paulo em 1998 para estudar arte cinematográfica. Formado pela FAAP, é diretor e roteirista premiado em festivais. À sombra da lua é seu primeiro romance.



Até mais, e obrigado pelos peixes!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

[Série] Into The Badlands

Olá, pessoas!
Hoje o papo é série!

Into The Badlands:

Episódios: 6
Temporadas: 1 (Em andamento)
Produtora: AMC
Gênero: Artes Marciais, Ação
Duração: 40 minutos
Elenco: Daniel Wu, Marton Csokas, Orla Brady, Sarah Bolger, Aramis Knight, Emily Beecham, Oliver Stark, Madeleine Mantock
Sinopse: "Into the Badlands" é uma série que mistura gêneros de artes marciais inspirada pela clássica fábula chinesa "Journey to the West". Numa terra controlada por barões feudais, "Into the Badlands" conta a história de um grande guerreiro e um jovem que embarcam em uma viagem através de terras perigosas em busca de sabedoria. Depois da queda das cidades e da sociedade como nós as conhecemos, os sobreviventes voltaram à vida no campo e formaram uma nova sociedade onde os mais fortes prosperam e os mais fracos sofrem.

Uma história com uma alta dose de fantasia, artes marciais e um toque "Tarantino", a série aborda um grupo de aventureiros pouco comuns que embarcaram em uma jornada em busca de uma vida melhor num mundo futurista.

Este texto é livre de spoilers!

Em 2015 a AMC lançou Into The Badlands, série de artes marciais que tem um pouco de faroeste e distopia. 
No elenco principal temos Daniel Wu (com uma grande experiencia de filmes de lutas), interpretando Sunny, um guerreiro vassalo do mais poderoso barão daquelas terras. Ele está na série para jogar kung-fu na sua cara!


O barão de Sunny, o Quinn, é interpretado brilhantemente por Marton Csokas. Se você é velho como eu, deve lembrar dele como Borias, um guerreiro da série Xena - A Princesa Guerreira. Se não, ele teve pequenas aparições em filmes como Triplo X, O Senhor dos Anéis e Sin City - A Dama Fatal.

O clima de Into The Badlands é uma grande parábola ao Japão feudal. Os barões seriam como os shoguns, enquanto que os "Clippers" (guerreiros vassalos como Sunny) seriam como os samurais. 
Fora isso, a fotografia da série sempre favorece o vermelho. Além de sempre forçar lutas, como qualquer filme de Artes Marciais faria.


A história foca em Sunny e um garoto perdido chamado M. K.. O garoto diz ser de Azra, um lugar longe das terras dos barões que todos acreditam ser apenas lenda. Sempre que M. K. sangra, uma maldição desperta e o jovem vira um guerreiro ensandecido com desejo de destruir tudo ao seu redor.

Apesar de muito cativante e com uma boa história, a série cai em diversos clichês, o que não chega a desmerecer a obra, mas pode acabar decepcionando um público mais crítico. 

Confira o trailer:


Eu simplesmente adorei a série. Dificilmente séries de tvs conseguem produzir boas cenas de lutas e esse é o diferencial de Into The Badlands. Além de focar um universo próximo ao Steampunk, também pouco visto em séries.
Achei a história boa e envolvente, com detalhes que enriquecem e pequenas reviravoltas que causam suspense naqueles que assistem. Tem atuações que variam, mas os protagonistas não deixam a desejar, principalmente Marton Csokas que rouba a cena com seu visual propositalmente bizarro.
Into The Badlands cumpre o que promete e irá agradar ao público menos crítico.

Nota: 4 Canecas de Hidromel


Até mais, e obrigado pelos peixes!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

[Anime] Detroit Metal City

Olá, pessoas!
Tenho falado muito sobre livros poa aqui, quero dar uma variada, então hoje o papo é anime!

Detroit Metal City:

Estúdio: Studio 4 ° C
Ano: 2008
Gênero: Comédia, Musical, Seinen
Episódios: 12
Duração: 13 Min.
Sinopse: Negishi Souichi é um garoto do interior que se muda para Tóquio para cursar uma Universidade. Ele gosta muito de música, e tem como sonho se tornar um cantor pop.
Com o tempo, Negishi consegue realizar seu sonho, mas não exatamente da maneira como esperava.
Ele se torna Krauser II, vocalista da banda de Death Metal "Detroit Metal City" (DMC).





Este texto é livre de spoilers!

Negishi é um jovem músico tímido que sonha com uma carreira no pop. Os sonhos não pagam as contas, então ele acaba como o vocalista e guitarrista de uma banda de death metal, chamada "Detroit Metal City". Na banda, ele é Krauser II, que dizem ser um demônio terrorista do inferno e ter matado e estuprado seus pais. As músicas da DMC incentivam o público a se envolverem com coisas imorais e ilegais.



O anime tem todo o intuito de entreter com base no non-sense, o que funciona. Com letras pesadas e cheia de palavrões, a banda busca o sucesso ao longo da série, conseguindo cada vez mais fãs e fazendo mais shows, enquanto Negishi sonha em abandonar a banda e se tornar um cantor pop. Acontece que, por várias vezes, Negishi se deixa levar e encarna Krauser II nas mais diversas situações, onde ele pode extravasar sua raiva.

Cada episódio conta uma história diferente, mas juntos, mostram o percurso da banda e de seus integrantes.
Além dos integrantes, Negishi, Nishida e Wada, aparecem Aikawa, amiga por quem Negishi está apaixonado desde a escola; a presidente, uma mulher desbocada que faz de tudo para a banda alcançar a fama e o "Porco Capitalista", um figurante que atua nas apresentações da banda.
A animação é bem simplista, o que combina com o lado cômico da história, além de ter vários cortes que diminuem ou aumentam o tamanho da tela.

O anime é baseado no mangá de mesmo nome, escrito por Kiminori Wakasugi, possuindo 10 volumes.
A história foi adaptada para um filme live-action ainda em 2008, contando com a aparição de Gene Simmons, baixista da banda Kiss. "Detroit Metal City" é uma referencia a música "Detroit Rock City", do Kiss.

Me diverti bastante assistindo o anime, mas não talvez não seja para todos. Tudo se baseia em brincar com o estilo Metal, além de conter muito palavrão.
Os episódios são bem curtos, então não é cansativo de forma nenhuma.



Nota: 3,5 Canecas de Hidromel


Até mais, e obrigado pelos peixes!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

[Livro] O Iluminado - Stephen King

Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!

O Iluminado:

Autor: Stephen King
Título original: The Shining
Edição: 1
Editora: Suma das Letras
Ano: 2012
Publicação original: 1977
Páginas: 463
Sinopse: Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

Este lugar desumano cria monstros humanos.

Este texto é livre de spoilers!

Danny é um garoto especial. Ele consegue ouvir pensamentos e ver coisas e vão acontecer ou que já aconteceram há tempos. Danny é um iluminado. Seu pai, Jack Torrance, consegue um emprego de zelador do Hotel Overlook durante a temporada de inverno em que o hotel fica fechado, pois a neve o torna inacessível. Jack, sua esposa Wendy e Danny se mudam para o local solitário. O problema é que todo hotel tem seus fantasmas e os do Overlook irão entrar na cabeça da família Torrance e o que poderia ser um retiro de tranquilidade pode virar uma tempestade.

Um clássico do mestre de terror que eu sempre quis ler. A expectativa estava lá em cima e O Iluminado não decepcionou. Uma trama envolvente e peculiar como a maioria dos livros de Stephen King. O livro prende não só por causa das partes de terror e suspense, mas também devido a história em si. O passado e presente de Jack e os sonhos de Danny vão cativando o leitor.

O que chama atenção também e o ambiente do hotel. O Overlook é quase que um personagem. Todos os mistérios que rondam o passado do hotel vão sendo mostrados aos poucos ao leitor, que vai entendendo porque o hotel é assim.

O livro é quase imprevisível, mas desde o começo já indicava mais ou menos como seria o fim, portanto não foi tão surpreendente, pelo menos não pra mim. Mesmo assim, foi um ótimo fim. Há uma continuação chamada Doutor Sono, lançada recentemente que mostra a vida de Danny e o livro tá na minha lista de livros para ler com certeza. 

A edição tem uma capa muito bonita, folhas grossas e alguns pequenos erros de português, o que pode incomodar um pouco, mas nada demais.

Resumindo, um bom livro de terror, ótima história de terror com um clima denso que só o metre Stepehn King é capaz de nos proporcionar!

Nota: 4,5 Canecas de Hidromel



Até mais, e obrigado pelos peixes!

domingo, 26 de junho de 2016

[Livro] Condão - Giordano Mochel Netto

Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!

Condão: 

Autor: Giordano Mochel Netto
Edição: 1
Editora: Novo Século/Talentos da Literatura Brasileira
Ano: 2015
Páginas: 396
Sinopse: Tecnologia robótica, petabytes, Direito Eletrônico. Esses termos fazem parte do cotidiano de Edwardo, um jovem que vive em uma sociedade ultratecnológica em que o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Programador virtual, ele tem uma vida estabilizada, já que suas preocupações resumem-se ao trabalho, ao relacionamento amoroso com Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na teoria do Condão.
No entanto, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs-homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas.
Pelas regiões do Brasil, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora.

“Em nenhum momento a humanidade correu risco de uma rebelião biônica. Continuo obedecendo à premissa de não mentir para qualquer humano. Acredite, senhor, se as máquinas realmente quisessem se rebelar, o ser humano pouco poderia fazer para evitar."

Este texto é livre de spoilers!

A sociedade avançou tecnologicamente. Robôs, drones e inteligencia artificial já são coisas corriqueiras para o povo. Junto disso, fora desenvolvido o Condão, uma forma imparcial e totalmente justa de julgar crimes, acabando com a corrupção brasileira. Num mundo completamente justo e avançado, Edwardo vê algo impossível de acontecer: Dois jovens são assassinados por robôs. Ao lado de Jan e Silvia, Ed embarca em uma fuga pelas paisagens brasileiras, para salvar suas vidas e desvendar o que há por trás deste crime.

Livro nacional de ficção, cheio de ação e suspense, que vai agradar aos fãs do gênero, com toda certeza. Explorando tecnologia robótica avançada, cenários virtuais e cidades transformadas pelo progresso científico, a trama ganha uma grande profundidade ao inserir diversos personagens carismáticos e questionamentos conceituais nesse contexto.

Um dos pontos altos do livro é o vilão. Sem muitos spoilers, se trata de um verdadeiro cientista; sem muitas emoções, todas as suas ações são baseadas na lógica e no raciocínio. Pra quem já está cansado de vilões alucinados e coléricos, este livro é uma ótima pedida.

A escrita do autor é fenomenal. Narra os acontecimentos de forma impecável, além de sempre explicar as tecnologias e o passado de personagens, aprofundando a trama e fisgando o leitor ao passar das páginas.
As vezes eu me perdia um pouco nas explicações jurídicas sobre o como funcionava o sistema e como funciona com a implementação do Condão, mas nada que interfira muito na compreensão da história.

Outro ponto positivo é o final. Parecia que tudo ia se encaminhar para o clichê e já muito batido final feliz, onde tudo fica bem e é como se nada tivesse acontecido, mas não é bem assim. Me surpreendeu e deixou aquela sensação de que valeu a pena ter lido cada palavra desse livro.

A edição é muito boa, com uma capa muito bonita e com orelhas, folhas grossas e amareladas e sem erros gramaticais. A minha edição veio em um box com vários cards dos personagens e um marcador. A imagem da caixa é a capa do livro em sua primeira versão.

Em suma, um ótimo livro de ficção. Envolvente e muito bem escrito, vale a leitura.

Nota: 4,5 Canecas de Hidromel


Sobre o autor:

Giordano Mochel Netto é bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e especialista em Contabilidade Pública e em Transporte Público. Atualmente, divide seu tempo entre a Auditoria Estadual de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, ocupando o cargo de superintendente de Tecnologia da Informação, e a profissão de advogado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa). Estreia com a ficção científica Condão.

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