O objetivo deste blog sempre foi fazer resenhas e tecer comentários sobre os mais variados tipos. Dar pitacos e regurgitar opiniões, era isso o que eu queria fazer nas postagens. Compartilhar com o mundo tudo o que ficava entalado na garganta ou preso no peito após uma bela leitura, por exemplo.
A verdade é que eu mudei. Mudei muito. Quando criei esse blog, tinha uma vontade grande de falar sobre os livros que eu lia, filmes que eu via, musicas que eu ouvia. Tinha vontade de passar horas fazendo resenhas, pesquisando livros e filmes em outros blogs. Hoje, já não tenho mais esse tesão de fazer resenhas. Além disso, eu me importava demais se as pessoas estavam gostando do que eu escrevia, se eu estava tendo acessos e comentários. Hoje eu não me importo mais. Agradeço a cada um, de coração, que leu, curtiu e comentou as minhas postagens, mas o fato é que eu mudei e não quero mais um blog em que eu escreva para os outros e sim, para mim. Por isso, declaro que hoje, o blog Os Dragões de Fogo veio a óbito.
Apesar de ter mudado, continuo a usar a escrita para libertar meus demônios e por isso criei um novo blog, com um novo formato, onde eu irei escrever sobre coisas aleatórias e talvez sem sentido. Será desorganizado, sem padrão e sem compromisso, mas esse sim será de coração. Caso queiram acompanhar, clique aqui. Perdoem-me se pareço egocêntrico ou sem educação, mas é que é difícil a constatação do fim.
Conheci muita coisa boa nesses dois anos e meio de blog, novamente agradeço a todos que fizeram parte disso e com muita tristeza despeço-me, mas com a certeza no coração de que a vida é essa sucessão de mudanças. As vezes é necessário deixar as coisas para trás, para que as novas te encontrem.
Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra: Autor: Sérgio Rossoni
Série: Birman Flint #1
Edição: 1
Editora: Chiado Editora
Ano: 2015
Páginas: 383
Sinopse: Após mergulhar num mundo sombrio cercado por assassinos e traidores, Birman Flint depara-se com uma estranha verdade em torno de um antigo legado transformado numa maldição.
A busca pelo misterioso artefato conhecido como Ra´s ah Amnui pode ser a resposta para a conspiração em torno do Czar Gatus Ronromanovich e sua família, conduzindo Flint por caminhos obscuros muito além da sua própria compreensão.
Um artefato, uma estranha seita e um assassinato, todos eles interligados por algo que parece representar a chave deste misterioso enigma. Uma jóia, um objeto de rara beleza ocultando em si um passado sombrio, lançando nosso herói numa corrida contra o tempo para salvar a dinastia Ronromanovich do desastre iminente.
"Do meu rugido surgirá a luz divina, que nos guiará por caminhos escuros."
Este texto é livre de spoilers.
Um camundongo, agente a serviço do Czar é encontrado morto, seu corpo fazendo parte de um estranho cenário. Em meio a sangue e símbolos, Karpof Mundongovich deixa pistas feitas em seus últimos momentos de vida.
Birman Flint, jornalista do Diário do Felino, ao lado de seu amigo Bazzou, fareja uma boa história e embarca em uma trama que busca revelar verdades há muito enterradas.
A história se passa em 1920, com um clima noir forte, com direito a jornalistas e detetives de sobretudo, andando em becos escuros a procura de pistas. Os personagens são animais antropomórficos que vivem em um mundo próprio, extremamente semelhante ao nosso, seja na geografia, nos nomes ou no passado histórico.
A trama tem um suspense forte, o que prende o leitor, que fica querendo saber cada vez mais sobre tudo aquilo. Como boa parte é baseada em nossa real história, o leitor que pega as referências se vê ainda mais preso àquilo tudo.
Entretanto, algumas partes, como algumas revelações, são meio confusas e alguns diálogos são extensos demais, dando uma quebra na leitura em alguns momentos.
A escrita do autor é boa e mostra certo domínio gramatical e de história geral, com ênfase na Rússia. Há uma nota no fim do livro explicando algumas referências. A família Ronromanovich, por exemplo, que no livro é uma linhagem de felinos da realeza, foi baseada na família Romanov, que governou o Império Russo.
Um ponto que para mim foi negativo, é o final totalmente aberto. Algumas coisas são explicadas ao decorrer do livro, mas a história em si não tem desfecho algum e uma boa carga de acontecimentos ficará para o segundo livro. Quando o livro acaba, fica uma sensação que parou na metade. Do meio pra frente, o livro se baseia em revelações sobre o passado daquele mundo e da dinastia Ronromanovich, o que atrasa o desenrolar de acontecimento com os personagens centrais, como o próprio Birman Flint, acarretando nessa sensação.
A edição é muito boa, com uma capa que traduz o clima do livro. Possui folhas grossas, uma boa diagramação e uma nota do autor ao fim.
Em suma, é um livro diferente do que é popular, bom para distrair, mas peca em alguns detalhes.
Nota: 3,5 Canecas de Hidromel.
Conheça o autor:
Sérgio Rossoni, nascido em São Paulo em 1967, trabalhou como produtor artístico e músico até meados de 2005, passando a dedicar-se com exclusividade a sua formação como psicanalista, aventurando-se pelo universo freudiano sem deixar de lado sua percepção artística.
Apaixonado por livros de suspense, quadrinhos e filmes, além de terapeuta e escritor, divide seu tempo com outras paixões, o desenho artístico e a ilustração, utilizando-se do pincel e da tinta para inspirar-se na criação de seus personagens.
Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra é seu primeiro romance.
Vive em São Paulo na companhia da mulher e dos cinco filhos felinos.
Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro! À Sombra da Lua:
Autor:Marcos DeBritto
Edição: 1
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 288
Sinopse: Durante o dia, Vila Socorro é apenas uma pacata cidade do interior de São Paulo, reduto da imigração italiana no Brasil. Mas, quando o sol se põe, uma criatura desconhecida aterroriza os moradores, que cobram uma solução das autoridades locais, afinal, há décadas o vilarejo sofre com mortes misteriosas, cometidas por um assassino que não deixa rastros e desafia a lógica humana. Estreia do cineasta Marcos de Britto na literatura, À sombra da lua já nasce um forte candidato a clássico do terror nacional ao explorar o mito universal do lobisomem contrapondo, numa narrativa madura e vigorosa, racionalidade e mistério.
"Os raios refletidos na Lua encontravam obstáculos nas nuvens que vieram com o entardecer. O satélite já tinha sido visto na claridade daquele dia, mas era somente após as linhas imaginárias dos trópicos permitirem a passagem da escuridão que o lado sombrio do ser humano florescia".
Este texto é livre de spoilers.
Vila Socorro é aquele pacato vilarejo do interior, onde todos se conhecem e vivem em harmonia, não fossem as misteriosas e sangrentas mortes que acontecem ao anoitecer. Álvaro, descendente de imigrantes italianos, e Alana, da alta classe da vila, vivem um amor proibido em meio a esse terror, sem perceberem as consequências de seus atos.
Explorando o mito do lobisomem em paisagens brasileiras, Marcos DeBritto poetisa em seu primeiro romance, escrevendo com grande desenvoltura e dando sua visão a um assunto já tanto debatido.
Fãs de terror e suspense irão adorar o livro, tanto pela abordagem clássica, tanto pelo sangue que jorra das páginas.
Fazendo um ajuntado de clichês, como a pequena vila aterrorizada por um monstro, personagens principais envolvidos em um triangulo amoroso, e a lenda do lobisomem, a narrativa consegue se manter consistente e atrativa, mantendo-se consistente, apesar de apoiar-se constantemente em chavões, e chegando a surpreender o leitor com algumas mudanças de rumos na história.
Apesar de ter bons protagonistas e antagonistas, não há personagens tão cativantes. Uma pena, já que histórias como essa, em que não há como saber quem é a próxima vítima, sempre pedem bons personagens, que deixam o leitor apreensivo, com medo dos destinos que os aguardam.
Como disse, a escrita do autor transcende o regular. Descreve cenários, emoções e ações com maestria, instigando os leitores assíduos. Consegue manter o equilíbrio, descrevendo os acontecimentos sem arrastar a leitura.
A edição tem uma linda (e sombria) capa com orelhas. Páginas brancas, das quais não sou muito fã. Ótima revisão e diagramação, já comum à editora Rocco.
Resumindo, um livro que explora competentemente os clichês do terror e traz para o Brasil o mito do lobisomem. Juntando isso à bela escrita de DeBritto, temos em mãos um livro que vale a pena ser lido.
Nota: 4 Canecas de Hidromel!
Conheça mais sobre o autor:
Marcos DeBritto nasceu em Florianópolis e mudou-se para São Paulo em 1998 para estudar arte cinematográfica. Formado pela FAAP, é diretor e roteirista premiado em festivais. À sombra da lua é seu primeiro romance.
Elenco: Daniel Wu, Marton Csokas, Orla Brady, Sarah Bolger, Aramis Knight, Emily Beecham, Oliver Stark, Madeleine Mantock
Sinopse: "Into the Badlands" é uma série que mistura gêneros de artes marciais inspirada pela clássica fábula chinesa "Journey to the West". Numa terra controlada por barões feudais, "Into the Badlands" conta a história de um grande guerreiro e um jovem que embarcam em uma viagem através de terras perigosas em busca de sabedoria. Depois da queda das cidades e da sociedade como nós as conhecemos, os sobreviventes voltaram à vida no campo e formaram uma nova sociedade onde os mais fortes prosperam e os mais fracos sofrem.
Uma história com uma alta dose de fantasia, artes marciais e um toque "Tarantino", a série aborda um grupo de aventureiros pouco comuns que embarcaram em uma jornada em busca de uma vida melhor num mundo futurista.
Este texto é livre de spoilers!
Em 2015 a AMC lançou Into The Badlands, série de artes marciais que tem um pouco de faroeste e distopia.
No elenco principal temos Daniel Wu (com uma grande experiencia de filmes de lutas), interpretando Sunny, um guerreiro vassalo do mais poderoso barão daquelas terras. Ele está na série para jogar kung-fu na sua cara!
O barão de Sunny, o Quinn, é interpretado brilhantemente por Marton Csokas. Se você é velho como eu, deve lembrar dele como Borias, um guerreiro da série Xena - A Princesa Guerreira. Se não, ele teve pequenas aparições em filmes como Triplo X, O Senhor dos Anéis e Sin City - A Dama Fatal.
O clima de Into The Badlands é uma grande parábola ao Japão feudal. Os barões seriam como os shoguns, enquanto que os "Clippers" (guerreiros vassalos como Sunny) seriam como os samurais.
Fora isso, a fotografia da série sempre favorece o vermelho. Além de sempre forçar lutas, como qualquer filme de Artes Marciais faria.
A história foca em Sunny e um garoto perdido chamado M. K.. O garoto diz ser de Azra, um lugar longe das terras dos barões que todos acreditam ser apenas lenda. Sempre que M. K. sangra, uma maldição desperta e o jovem vira um guerreiro ensandecido com desejo de destruir tudo ao seu redor.
Apesar de muito cativante e com uma boa história, a série cai em diversos clichês, o que não chega a desmerecer a obra, mas pode acabar decepcionando um público mais crítico.
Confira o trailer:
Eu simplesmente adorei a série. Dificilmente séries de tvs conseguem produzir boas cenas de lutas e esse é o diferencial de Into The Badlands. Além de focar um universo próximo ao Steampunk, também pouco visto em séries.
Achei a história boa e envolvente, com detalhes que enriquecem e pequenas reviravoltas que causam suspense naqueles que assistem. Tem atuações que variam, mas os protagonistas não deixam a desejar, principalmente Marton Csokas que rouba a cena com seu visual propositalmente bizarro.
Into The Badlands cumpre o que promete e irá agradar ao público menos crítico.
Tenho falado muito sobre livros poa aqui, quero dar uma variada, então hoje o papo é anime!
Detroit Metal City: Estúdio:Studio 4 ° C
Ano: 2008
Gênero: Comédia, Musical, Seinen
Episódios: 12
Duração: 13 Min.
Sinopse: Negishi Souichi é um garoto do interior que se muda para Tóquio para cursar uma Universidade. Ele gosta muito de música, e tem como sonho se tornar um cantor pop.
Com o tempo, Negishi consegue realizar seu sonho, mas não exatamente da maneira como esperava.
Ele se torna Krauser II, vocalista da banda de Death Metal "Detroit Metal City" (DMC).
Este texto é livre de spoilers!
Negishi é um jovem músico tímido que sonha com uma carreira no pop. Os sonhos não pagam as contas, então ele acaba como o vocalista e guitarrista de uma banda de death metal, chamada "Detroit Metal City". Na banda, ele é Krauser II, que dizem ser um demônio terrorista do inferno e ter matado e estuprado seus pais. As músicas da DMC incentivam o público a se envolverem com coisas imorais e ilegais.
O anime tem todo o intuito de entreter com base no non-sense, o que funciona. Com letras pesadas e cheia de palavrões, a banda busca o sucesso ao longo da série, conseguindo cada vez mais fãs e fazendo mais shows, enquanto Negishi sonha em abandonar a banda e se tornar um cantor pop. Acontece que, por várias vezes, Negishi se deixa levar e encarna Krauser II nas mais diversas situações, onde ele pode extravasar sua raiva.
Cada episódio conta uma história diferente, mas juntos, mostram o percurso da banda e de seus integrantes.
Além dos integrantes, Negishi, Nishida e Wada, aparecem Aikawa, amiga por quem Negishi está apaixonado desde a escola; a presidente, uma mulher desbocada que faz de tudo para a banda alcançar a fama e o "Porco Capitalista", um figurante que atua nas apresentações da banda.
A animação é bem simplista, o que combina com o lado cômico da história, além de ter vários cortes que diminuem ou aumentam o tamanho da tela.
O anime é baseado no mangá de mesmo nome, escrito por Kiminori Wakasugi, possuindo 10 volumes.
A história foi adaptada para um filme live-action ainda em 2008, contando com a aparição de Gene Simmons, baixista da banda Kiss. "Detroit Metal City" é uma referencia a música "Detroit Rock City", do Kiss.
Me diverti bastante assistindo o anime, mas não talvez não seja para todos. Tudo se baseia em brincar com o estilo Metal, além de conter muito palavrão.
Os episódios são bem curtos, então não é cansativo de forma nenhuma.
Sinopse: Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.
Este lugar desumano cria monstros humanos.
Este texto é livre de spoilers!
Danny é um garoto especial. Ele consegue ouvir pensamentos e ver coisas e vão acontecer ou que já aconteceram há tempos. Danny é um iluminado. Seu pai, Jack Torrance, consegue um emprego de zelador do Hotel Overlook durante a temporada de inverno em que o hotel fica fechado, pois a neve o torna inacessível. Jack, sua esposa Wendy e Danny se mudam para o local solitário. O problema é que todo hotel tem seus fantasmas e os do Overlook irão entrar na cabeça da família Torrance e o que poderia ser um retiro de tranquilidade pode virar uma tempestade.
Um clássico do mestre de terror que eu sempre quis ler. A expectativa estava lá em cima e O Iluminado não decepcionou. Uma trama envolvente e peculiar como a maioria dos livros de Stephen King. O livro prende não só por causa das partes de terror e suspense, mas também devido a história em si. O passado e presente de Jack e os sonhos de Danny vão cativando o leitor.
O que chama atenção também e o ambiente do hotel. O Overlook é quase que um personagem. Todos os mistérios que rondam o passado do hotel vão sendo mostrados aos poucos ao leitor, que vai entendendo porque o hotel é assim.
O livro é quase imprevisível, mas desde o começo já indicava mais ou menos como seria o fim, portanto não foi tão surpreendente, pelo menos não pra mim. Mesmo assim, foi um ótimo fim. Há uma continuação chamada Doutor Sono, lançada recentemente que mostra a vida de Danny e o livro tá na minha lista de livros para ler com certeza.
A edição tem uma capa muito bonita, folhas grossas e alguns pequenos erros de português, o que pode incomodar um pouco, mas nada demais.
Resumindo, um bom livro de terror, ótima história de terror com um clima denso que só o metre Stepehn King é capaz de nos proporcionar!
Editora: Novo Século/Talentos da Literatura Brasileira
Ano: 2015
Páginas: 396
Sinopse: Tecnologia robótica, petabytes, Direito Eletrônico. Esses termos fazem parte do cotidiano de Edwardo, um jovem que vive em uma sociedade ultratecnológica em que o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Programador virtual, ele tem uma vida estabilizada, já que suas preocupações resumem-se ao trabalho, ao relacionamento amoroso com Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na teoria do Condão.
No entanto, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs-homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas.
Pelas regiões do Brasil, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora.
“Em nenhum momento a humanidade correu risco de uma rebelião biônica. Continuo obedecendo à premissa de não mentir para qualquer humano. Acredite, senhor, se as máquinas realmente quisessem se rebelar, o ser humano pouco poderia fazer para evitar."
Este texto é livre de spoilers!
A sociedade avançou tecnologicamente. Robôs, drones e inteligencia artificial já são coisas corriqueiras para o povo. Junto disso, fora desenvolvido o Condão, uma forma imparcial e totalmente justa de julgar crimes, acabando com a corrupção brasileira. Num mundo completamente justo e avançado, Edwardo vê algo impossível de acontecer: Dois jovens são assassinados por robôs. Ao lado de Jan e Silvia, Ed embarca em uma fuga pelas paisagens brasileiras, para salvar suas vidas e desvendar o que há por trás deste crime.
Livro nacional de ficção, cheio de ação e suspense, que vai agradar aos fãs do gênero, com toda certeza. Explorando tecnologia robótica avançada, cenários virtuais e cidades transformadas pelo progresso científico, a trama ganha uma grande profundidade ao inserir diversos personagens carismáticos e questionamentos conceituais nesse contexto.
Um dos pontos altos do livro é o vilão. Sem muitos spoilers, se trata de um verdadeiro cientista; sem muitas emoções, todas as suas ações são baseadas na lógica e no raciocínio. Pra quem já está cansado de vilões alucinados e coléricos, este livro é uma ótima pedida.
A escrita do autor é fenomenal. Narra os acontecimentos de forma impecável, além de sempre explicar as tecnologias e o passado de personagens, aprofundando a trama e fisgando o leitor ao passar das páginas.
As vezes eu me perdia um pouco nas explicações jurídicas sobre o como funcionava o sistema e como funciona com a implementação do Condão, mas nada que interfira muito na compreensão da história.
Outro ponto positivo é o final. Parecia que tudo ia se encaminhar para o clichê e já muito batido final feliz, onde tudo fica bem e é como se nada tivesse acontecido, mas não é bem assim. Me surpreendeu e deixou aquela sensação de que valeu a pena ter lido cada palavra desse livro.
A edição é muito boa, com uma capa muito bonita e com orelhas, folhas grossas e amareladas e sem erros gramaticais. A minha edição veio em um box com vários cards dos personagens e um marcador. A imagem da caixa é a capa do livro em sua primeira versão.
Em suma, um ótimo livro de ficção. Envolvente e muito bem escrito, vale a leitura.
Nota: 4,5 Canecas de Hidromel
Sobre o autor:
Giordano Mochel Netto ébacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e especialista em Contabilidade Pública e em Transporte Público. Atualmente, divide seu tempo entre a Auditoria Estadual de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, ocupando o cargo de superintendente de Tecnologia da Informação, e a profissão de advogado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa). Estreia com a ficção científica Condão.
Sinopse: Em uma viagem pela juventude atual, Preciso te contar um segredo mostra a ideia de vida pela perspectiva do protagonista Bruno. Um garoto vivendo exposto às drogas, mas que foi diagnosticado com meduloblastoma – um tumor nas células neurais – e seu tempo de vida é encurtado drasticamente. O livro apresenta, de forma implícita, como, boa parte dos jovens, têm noção de suas inconsequências, mas, mesmo assim estão dispostos a pagar por estas. Junto ao seu amigo Marcel, Bruno faz o possível para tirar algum proveito dessa desventura.
Somos escravos do tempo, nós vamos morrer, esse é um fato, lide com isso.
Texto livre de spoilers.
Apesar de ter vários amigos e uma família amorosa, nem tudo é flores na vida de Bruno. O adolescente descobre que possui meduloblastoma, um tumor cerebral. O livro retrata a vida do garoto e o impacto dessa notícia em seu cotidiano.
Eu sou um amante de fantasias e sagas épicas, com guerreiros e dragões, mas as vezes é bom pegar algo mais próximo da realidade. É bom alçar grandes voos, mas as vezes você precisa por o pé no chão e entender o que se passa ao seu redor. E esse livro é isso. Um drama pra te prender e mostrar que nem tudo é um mar de rosas.
Uma narração rápida e fluida, o livro retrata de forma simples assuntos profundos, como doenças, família, drogas e sexualidade. Mesmo, as poucas 168 páginas passam muito rápido, deixando o leitor com um gostinho de quero mais.
A escrita é bem simples e o final é até corrido, mas é tudo bem feito. Apenas algumas partes são meio confusas de entender, mas nada de muito grave.
Bruno é o personagem central. Não foi aquele tipo de personagem com o qual eu me identifiquei, mas muitos leitores vão se ver nele. Afinal, Bruno é um adolescente como todos fomos um dia. Outros personagens tem grande importância na história, mas é tudo visto sob o ponto de vista dele.
Muito legal ver um drama brasileiro nesse estilo. A literatura nacional tem ganhado muita coisa boa e essa obra só prova isso.
O livro possui boa diagramação e revisão, e uma capa espetacular. Orelhas e folhas grossas, um livro de qualidade como a Chiado vem fazendo há tempos.
A resenha ficou curtinha pra combinar com o livro! Na real, quando o livro é pequeno, não gosto de ficar falando muito. Mas fica a recomendação, um livro muito bacana, que prende o leitor e não decepciona.
Sinopse: O limite do vazio, emoções tomando forma. Olhos que o encaram do negrume, o espectro de um garoto há muito morto, uma realidade oculta. Para Luiz Azevedo, universitário e historiador em formação, tudo começa com uma foto velha, presumivelmente da década de 1920, de um jovem com feições do leste asiático: um rapaz que parece sair da foto para assombrar seus dias e noites, que parece segui-lo nos melhores e piores momentos.
Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio, um jovem socorrido em mais um de seus piores momentos. O tal Marcos Castelo Branco (ou Marcos Akiyama?), colega de faculdade de ascendência asiática, tem uma semelhança assustadora com o retratado na foto de oitenta anos antes. Quando Luiz e Marcos começam a se conhecer, quando seus destinos começam a se entremear, as grandes questões parecem uni-lo em um confronto contra o desconhecido: quem é o rapaz da foto e por que ele se parece com Marcos; por que ele insiste em observá-los de perto, das portas de seus quartos, parado e inexpressivo como uma estátua de mármore, morto há décadas?
Tudo começa e termina com uma foto. Quem caça emoções ou enlouquece, ou perde a alma e se torna morto e vazio por dentro, ou morre. Este texto é livre de spoilers.
Luiz é jovem estudante do Rio de Janeiro. Quando salva um garoto de um suicídio, tudo muda. Luiz adentra um mundo de sombras, emoções e fantasmas para descobrir, ao lado de seu novo amigo, a história por trás de uma misteriosa foto.
Um misto de fantasia urbana e suspense, Capital Revelada se destaca por um modo diferente de narrar a história e por retratar toda trama em terras cariocas.
A trama sobrenatural é densa e envolvente, não conta simplesmente a história, mas também foca na vida e nas emoções dos personagens.
A história possui doses de romance também, nada muito meloso (fica o agradecimento deste humilde blogueiro por isso).
A narrativa tem uma certa originalidade, as vezes a narração volta e reconta o acontecimento. Essa característica contribui e acrescenta muito. Ganhou pontos comigo.
Fora isso, algumas partes com mais ação ou muita coisa acontecendo pode ficar confuso, mas é bem raro.
O livro também é muito curto. Não veja isso como uma crítica e sim um elogio. A leitura voou e quando percebi, acabou.
Os personagens parecem saídos direto de um anime. Tem o protagonista, o parceiro dele, quieto e sombrio, tem a garota espalhafatosa que ama coisas chamativas e conversa intimamente com qualquer um, e por aí vai.
São personagens profundos e o leitor vai se ver ali no meio deles, como nas boas histórias literárias.
Em suma, um livro diferente e muito fluido que põe a capital carioca em um cenário de fantasia urbana! Merece uma oportunidade dos leitores do gênero.
Nota: 4 Canecas de Hidromel
O Autor:
Atlas Moniz tem 22 anos, é carioca, casado e formado em História pela UFF. Queria ser astronauta, mas não deu muito certo. Passa seus dias trabalhando com educação em museus, pesquisa histórica, escrita e com o maridão. Seus gêneros favoritos são fantasia urbana, ficção literária e histórica e memoirs.
Elenco: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang
Sinopse: Andrew Neiman é um estudante baterista de jazz do melhor conservatório dos Estados Unidos. Pretende ser um dos grandes músicos, tendo como ídolo Buddy Rich.
Terence Fletcher é professor do conservatório. É extremamente exigente com seus alunos e está a procura de músicos para a banda da escola. Recruta Andrew, que ainda é baterista reserva em sua turma. Caravan e Whiplash são as principais composições ensaiadas pela banda. Porém os métodos duros de Fletcher podem ser demais para Andrew.
Não tem duas palavras mais prejudiciais na língua inglesa do que “Bom trabalho”.
Andrew é um jovem baterista que sonha estar entre os melhores. Sua meta é ser o baterista principal da Studio Band, regida por Fletcher, um renomado pianista e maestro. Andrew é levado ao extremo e vê que não será nada fácil demonstrar seu valor.
Que filme incrível, meus amigos. O filme acompanha Andrew, um baterista regular, mas que chama a atenção de Fletcher. Esse o leva ao extremo com seu jeito autoritário e perfeccionista. O filme tem uma trama que impressiona. Acompanhando a vida de Andrew, vemos os extremos que um jovem garoto é forçado a chegar. O Fletcher me lembrou o Sargento Hartman (interpretado por Ronald Lee Ermey) do filme Nascido Para Matar, lembra? Muito agressivo e exigente.
Mercado pelo jazz como trilha sonora, o diretor rege o filme como a uma orquestra. Cada detalhe, cada tomada é quase uma melodia. As tomadas de ambiente, ou com os instrumentos musicais em conjunto com a trilha, traz uma sensação agradável aos olhos e aos ouvidos do espectador.
J. K. Simmons está simplesmente sensacional nesse filme. Oscar de ator coadjuvante mais que merecido. As atuações estão ótimas nesse filme, incluindo Miles Teller, mas J. K. Simmons rouba a cena. Transforma-se quase no ator principal. Se o final do filme fosse diferente, talvez ele pudesse até ser considerado o principal.
O protagonista do filme é Andrew, interpretado por Miles Teller. É um garoto retraído, sem amigos e se sente pouco valorizado pela família. Em busca de seus sonhos, ele vai se transformando e crescendo e é incrível como vemos esse avanço ao longo do filme. O Andrew que começa o filme não é o mesmo Andrew que termina o filme.
O fim é bonito e emocionante. É preciso prestar atenção. Em dado momento do filme há um diálogo em que Fletcher explica algumas coisas que encaixa perfeitamente com o que acontece no desfecho do filme.
O filme como um todo mostra a superação, as tentativas e os fracassos que uma pessoa passa buscando o sucesso. Ou a perfeição, como diz o subtítulo nacional. E a trama passa muito bem essa mensagem em meio a som, sangue e suor.
Resumindo, filme bonito, que transmite uma bela mensagem, com uma ótima direção e boas atuações em que J. K. Simmons rouba a cena. Mais que um passatempo, esse filme vai tocar em você.
Você é muito bem-vinda ou bem-vindo a conhecer Gaian – o Reinício, o primeiro livro da Saga do Infinito, uma série de livros, na qual será contada a origem do universo, a criação de mundos e raças, o surgimento e queda de grandes reinos. Tudo isso com muita ação, envolvimento e criatividade.
Gaian – o Reinício, a porta de entrada deste mundo repleto de fatos e personagens épicos, surgiu da paixão do escritor Cláudio Manoel de Almeida por histórias fantásticas. Elas são as principais fontes de inspiração do autor que, em 2005, decidiu escrever Gaian – o Reinício e em uma tarde escarlate de outono ela surgiu através de um sonho. Ali nasceram os livros que integrariam os 7 livros da série Gaian. Pouco tempo depois, os outros livros que comporiam a Saga do Infinito. Estava formada a saga de 10 livros.
Gaian – o Reinício foi lançado pela Novo Século Editora na Bienal do Livro que ocorreu no Rio de Janeiro em 2015. Um evento incrível e que mudou a visão de Cláudio sobre a literatura. Venha conhecer o mundo fantástico de Gaian e junte-se a leitores e leitoras que se encantaram com a história.
"Posso ver a tempestade no horizonte e sentir toda sua força. Ouço ruídos estrondosos no céu. É a vida lutando contra a morte. São aqueles que combatem os terríveis - implacáveis e cruéis - que os desafiam com raios e tormentas. Eis nobres guerreiros - livres e heróis - que carregam o ideal e a força em seus corações."
Sinopse:
Gaian - o Reinício é uma fantasia épica e narrará os últimos acontecimentos da 7ª Era daquele mundo que revelaram o nascimento de uma guerra, a queda do grandioso Reino do Norte e o reaparecimento dos guerreiros sagrados, um grupo destinado a combater o mal que trará, a cada povo de Gaian, desespero, dor, pavor e morte e deseja acima de tudo a destruição. Quais escolhas devem ser feitas? O que importará mais? A força ou a sabedoria? Quais serão os caminhos dos guerreiros sagrados diante dos desafios? Haverá ainda espaço nas almas para a esperança?
Seja bem-vindo(a) a Gaian - o Reinício. Um livro sobre perdas, poder, pureza, vingança, aprendizado, medo e sobretudo crescimento. Um livro onde o passado, o presente e o futuro se encontrarão para formar o destino.
O Autor:
Cláudio Manoel de Almeida tem 39 anos e nasceu em Brasília. Desde cedo, ele se interessou por ideologias, simbologias, ciência, religiões e mitos. Foram os filmes, no entanto, que o levaram até o mundo de Gaian. Uma história iniciada em uma tarde de 2005 e terminada em meados de 2010. Desde então, Cláudio se dedica a histórias de fantasia e ficção científica (suas maiores paixões literárias).
Resenha:
"Ótimos personagens, trama bem presa e imprevisível. Ação do começo ao fim e, mesmo assim, Gaian não é uma obra rasa, muito pelo contrário. Consegue aprofundar nos sentimentos de cada criatura presente no livro. Preciso urgente desse volume dois."
Gaian, o reinício é fruto da admiração de Cláudio pela criatividade e imaginação, os mais potentes combustíveis do ser humano, pois sonhos nos fazem, os sonhos nos tornam humanos.
Sinopse: O totem sagrado da cidade de ValaMares desapareceu. Só esse acontecimento já seria um grande problema, não fosse a preocupante lenda que diz que o sumiço do monumento é o prenúncio da vinda do Duocáptero, um temível dragão de duas cabeças que virá de um mundo chamado Magmund, deixando pânico e destruição em seu rastro de fogo.
A missão de evitar o desastre iminente e fechar o portal entre os dois mundos ficará a cargo de quatro garotos, um cão, uma coruja e mais alguns convidados inesperados que se juntarão à tarefa por vontade própria ou não. Enquanto os adultos e investigadores buscam descobrir se as lendas e os mitos sobre portais e ladrões de relíquias são verdadeiros, Krigo, Petronius, Rita e Valentina aceitam o desafio de desvendar os antigos mistérios entre ValaMares e Magmund por si mesmos ou, de repente, com a ajuda de alguns dons inesperados que por acaso possam se revelar neles.
Quando soldados mutantes, uma bruxa indiscreta, um rei ganancioso e um gnomo explosivo se colocam no caminho dos viajantes, um monstro de duas cabeças deixa de ser a única ameaça de um mundo onde o perigo espreita por trás de cada passagem secreta. "No dia em que a pedra sua proteção perder e, por alguém infame, for levada e desaparecer quatro olhos do mal em fogo voarão sobre o mar e, de um mundo ao outro, irão então dominar"
Este texto é livre de spoilers!
A cidade de ValaMares possui uma lenda antiga, mas quando o Totem sagrado é roubado a população começa a acreditar que a lenda pode ser verdade.
Um grupo de crianças, Krigo, Petronio, Valentina e Ritinha, além do cão Panko e da coruja Totika, com a ajuda do Dr. Kovaris, saem em busca dos mistérios do Totem e do Portal de Magmund.
Com uma história completa e quase infantil, O Portal de Magmund é uma pedida para leitores de qualquer idade. Lembra muito histórias como Os Gonnies e Super 8, onde crianças de características distintas se aventuram e desbravam mistérios e perigos, mas sem tomarem atitudes maduras demais, nuca perdendo a essência infantil.
A leitura é muito fluida e cativante. Em vários momentos os personagens se encontram em situações adversas e nem sempre conseguem se safar de forma simples, algo não muito comum em livros infantis, o que agrada leitores mais velhos. A sequencia de acontecimentos é sempre bem explicada e geralmente imprevisível.
Os personagens centrais são cativantes e tenho certeza que cada leitor irá se encantar com uma das crianças, como eu me encantei com Krigo. Entretanto, os antagonistas tem presença forte, como a Madame Vison, uma bruxa poderosa que tenta a todo custo passar a perna nas crianças e encontrar o Portal de Magmund.
O livro possui boas diagramação e revisão, além de uma capa muito bonita com orelhas. A edição ainda conta com belíssimas ilustrações no início de cada capítulo, feitas pela Mirella Spinelli.
Em suma, um livro muito bom, bem escrito, cativante e que agradará todas as gerações de leitores.
Nota: 4 Canecas de hidromel
Sobre o autor:
Mineiro da cidade de São João del-Rei, Marcos Baccarini nasceu em 1964. Muito novo mudou-se para Belo Horizonte, onde estudou e se formou em Engenharia Elétrica. Desde cedo, Marcos dedicou-se intensamente à leitura, sendo muito influenciado por Monteiro Lobato. Apesar de sua formação tecnológica, a sua paixão pela escrita surgiu já na adolescência, quando começou a produzir contos e crônicas.
- Felicidade sempre cheirou-me a estupidez. - disse-me sem cerimônia. - E não precisa faro apurado não. Qualquer um pode perceber. Quem questiona, entende. Quem entende, percebe a sujeira que o mundo é. Ah, os idiotas! Esses sim sabem ser felizes. Quem me dera ser um deles!
- Já é bem sabido que a ignorância é uma bênção, mas por mais infeliz que eu fosse, não trocaria meu intelecto por sentimento algum. - Eu disse, fazendo uma careta. O sorvete gelou meu cérebro. Ela riu.
- E você ainda se considera do time dos espertos! Então você seguiria o coelho, Alice? Escolheria a pílula vermelha? Não se engane. As pessoas anseiam por ser enganadas. Cada uma delas, inclusive você. As pessoas amam ilusões. Conte-lhes belas histórias e elas lhe farão rei - Comecei a concordar com ela, mas parei de prestar atenção. Enquanto ela falava, eu via as pessoas do lado de fora da sorveteria. Cada uma delas exibia um sorriso, mas isso não significava que eram felizes. Se não, ou cada sorriso é uma mentira ou uma tentativa de ser feliz.
-... É quase instintivo. Tá me ouvindo?
- Claro.
- Então me diga o que te faz feliz?
- Ler um bom livro. Encher a cara. Encontrar uma garota que me faça rir. Esse tipo de coisa, acho.
- Exato. O que te faz feliz é fugir da realidade. - Disse ela com um sorriso de triunfo. - Agora vamos embora que já deu por hoje. - Eu ri. - Porque a risada?
- Bem aqui. Agora. Isso é o que me faz feliz. Até amanhã! - Não era intencional, mas fui embora com um sorriso estampado no rosto.
Autor: Rogério da Silva Série: Senhores da Magia #1 Edição: 1
Editora: Chiado Editora
Ano: 2015
Páginas: 228
Sinopse: Em-Terra, um mundo complexo e hostil. Nele existem criaturas lendárias, algumas perigosas, outras nem tanto. Os habitantes desconhecem o seu passado, intitulando tal época como “Era Esquecida”.
Neste mesmo mundo vive Yshay, um garoto de rua que vivia na Cidade das Luzes. Ele possui uma história complexa e estranha, pois o mesmo não compreendia o que acontecera consigo em sua cidade natal.
Certo dia ao ser notado por um renomado professor, Yshay é convidado através de uma bolsa integral, a estudar num colégio de elite da Nação Cálida. Neste lugar ele conhece faces novas, descobre novas formas de pensar e outras formas de preconceito. Ele conhece até mesmo um fantasma, que se intitulava Neve, por sua vez pede sua ajuda, pois não se lembrava de quem era em vida.
Aceitando, Yshay não percebe o quão perigosa seria essa aventura, onde lutaria tanto para descobrir quem era Neve, quanto para conhecer a si mesmo. "Tudo é complicado quando complicamos tudo."
Este texto é livre de spoilers!
Yshay pertence a uma rara classe entre aqueles que possuem magia. Ele é um Mágico. Muito poderoso e habilidoso, ele ganhou uma bolsa para estudar num grande colégio de magia, a Luzo Enlevo.
Ali, Yshay irá se envolver em grandes mistérios, encontrar criaturas fantásticas e descobrir mais sobre si próprio.
Quando se fala em escola da magia não tem como não comparar ou associar com Harry Potter. Então, já aqui no começo quero deixar bem claro que é uma pegada bem diferente. Talvez até J. K. Rowling possa ter influenciado este livro, como muitos outros por aí, mas O Mágico e o Fantasma do Alquimista aborda temas e possui características distintas.
Yshay é o protagonista. Um garoto poderoso e o único na escola que consegue ver Neve, um fantasma que vaga sem saber sobre seu passado.
O Mágico é um garoto retraído e antissocial. O que ele realmente quer é ter um bom aprendizado, mas deseja passar despercebido pelos outros alunos. Como ele é de uma classe rara e muito poderosa, acaba sendo o centro das atenções e ganhando alguns amigos.
É um bom personagem, toda a história vai sendo construída de forma que o leitor vai conhecendo-o aos poucos, tanto sua personalidade como o seu passado.
A história é bem criativa. Possui diversas criaturas fantásticas (grande parte baseada em mitologias orientais) e um enredo cativante.
Ainda que por vezes superficialmente, o livro retrata temas fortes, como o preconceito por classe social e sexualidade. Creio que esse foi o primeiro livro de fantasia que eu li com vários personagens (importantes para a trama) homossexuais.
Apesar de cativante e fluida, a leitura foi complicada. A escrita do autor é um tanto quanto estranha ao meu ver. Tem um uso excessivo de advérbios e de conjunções. Em algumas partes, ações consecutivas são narradas em uma única sentença, separadas apenas por vírgulas, o que deixa a leitura confusa, fazendo a obra perder pontos comigo.
Além disso, faltou uma revisão mais apurada, pois tem diversos erros de gramática, uso corriqueiro de redundância e palavras escritas de forma incorreta.
Resumindo, o livro possui uma trama cativante, rodeada de mistérios e dotada de muita magia. É um bom livro de fantasia, com características originais, mas peca na escrita.
Autora: M. V. Garcia Série: A Chama da Esperança #1 Edição: Beta
Ano: 2016
Sinopse: Movidos pelo preconceito, pela sede por poder e pela perda, humanos e feiticeiros eram inimigos desde os primórdios de Yuan, gerando guerras e destruição.
Durante uma terrível guerra, que ficou conhecida como a Grande Guerra de Willford, Kaira perdeu o seu lar e sua família. Quando uma nova guerra se inicia, ela não faz ideia do que está por vir, mas a jovem feiticeira recebe a difícil tarefa de reunir os cinco clãs de feiticeiros da nova República em um único e poderoso exército. Será que ela vai conseguir?
Em uma aventura que percorre as planícies de Ghennas, a montanha gelada de Liore, os desertos de Rockaxe e as margens do rio Armon, Kaira, seu melhor amigo Garo e dois companheiros mais do que improváveis descobrem que há muitos segredos que alimentaram o ódio entre os dois povos.
"Os humanos dos quais ouvi falar não são muito diferentes de monstros; mas pra eles, os monstros somos nós."
Este texto é livre de spoilers!
Kaira é uma feiticeira do fogo que se tornou órfã ainda bebê, por causa da Grande Guerra de Willford, em que os humanos começaram uma caçada contra os feiticeiros. Após 15 anos, Kaira se vê em meio a uma nova guerra. Ao lado de improváveis amigos, a garota descobre coisas sobre seu passado e busca unir os feiticeiros.
Fantasia pura, com direito a magias, criaturas fantásticas e todo um novo mundo. Com fortes influências de RPG, animes, mangás e afins, o primeiro livro de A Chama da Esperança, empolga e encanta.
O grupo de personagens principais, que vão se encontrando e se juntando conforme o desenrolar da história, ao estilo de qualquer bom jogo de RPG, cativam o leitor. São diversos tipos de personagens, cada qual com sua peculiaridade, que ajudam tanto a prender o leitor, como embelezar ainda mais a história. A Princesa Renegada é um livro de fantasia, mas além de retratar a vida dos feiticeiros, também tem como tema a amizade.
Há dois países de grande participação na história, Willford, povoada por humanos, e a República, povoada pelos feiticeiros que migraram de Willford na Grande Guerra. A República é dividida em 5 regiões, Fogo, Água, Terra, Trovão e Ar, habitadas pelos feiticeiros correspondentes. O livro mostra com cuidado as regiões que fazem parte da história e sempre narra curiosidades sobre elas, contando eventos históricos.
O livro é cheio de ação e reviravoltas. Não pisque! Boas partes com lutas de exércitos se digladiando com espadas e magias. Os acontecimentos são inesperados e fica difícil prever o que vai suceder, o que sempre instiga o leitor a querer continuar lendo.
O final é alucinante! Infelizmente para esse que vos fala, o fim é aberto, pois esse é o primeiro livro, o que me fez roer todas as unhas disponíveis, tentando imaginar o que acontece depois.
A escrita da autora ora preza pela descrição física de personagens e lugares, ora narra o passado de personagens e eventos. É algo até comum em livros do gênero e não fica cansativo. Há um excesso de advérbios, mas vale lembrar que a versão lida é a beta. A versão final do livro está em pré-venda pela Arwen e, obviamente, passou por uma revisão mais apurada.
Em suma, um ótimo livro de fantasia, que instiga e cativa. Escrita bem descritiva com uma história criativa, que fará qualquer amante do gênero se apaixonar.
Nota: 4,5 Canecas de Hidromel
Como dito, o livro está em pré-venda na Arwen e vocês podem conferir a capa oficial na imagem a seguir, com as informações oficiais:
Título:A Chama da Esperança - A Princesa Renegada
Autor: M. V. Garcia
Gênero: Romance / Ficção
Ano: 2015
Idioma: Português
Páginas: 381
ISBN: 978-85-68255-00-9
Acabamento: Brochura
Sinopse: Movidos pelo preconceito, pela sede por poder e pela perda, humanos e feiticeiros eram inimigos desde os primórdios de Yuan, gerando guerras e destruição.
Durante uma terrível guerra, que ficou conhecida como a Grande Guerra de Willford, Kaira perdeu o seu lar e sua família. Quando uma nova guerra se inicia, ela não faz ideia do que está por vir, mas a jovem feiticeira recebe a difícil tarefa de reunir os cinco clãs de feiticeiros da nova República em um único e poderoso exército. Será que ela vai conseguir?
Em uma aventura que percorre as planícies de Ghennas, a montanha gelada de Liore, os desertos de Rockaxe e as margens do rio Armon, Kaira, seu melhor amigo Garo e dois companheiros mais do que improváveis descobrem que há muitos segredos que alimentaram o ódio entre os dois povos.
M. V. Garcia tem 26 anos. Assistente Administrativa, mora no interior do Rio de Janeiro. É formada em Artes Visuais e cursa atualmente Pedagogia. Conhecida também pelo pseudônimo Hidaru, é escritora, cosplayer, desenhista freelance e fã colecionadora de livros, videogames de RPG, animes e mangás. Sempre gostou de escrever histórias, fanfics e textos sobre a cultura nerd. A Chama da Esperança é seu livro de estreia no ramo profissional.
Está no ar mais um post "1, 2, 3... E agora?", no qual exponho o que achei de uma série estreante após ter assistido aos 3 primeiros episódios!
A série de hoje é:
Lúcifer:
Produtor:Jerry Bruckheimer Television, Vertigo (DC Entertainment), Warner Bros. Television,
Gênero: Drama, Fantasia, Policial
Duração: 42 minutos
País: EUA
Elenco: Tom Ellis, Lauren German, Lesley-Ann Brandt, Kevin Alejandro, Rachael Harris, D. B. Woodside, Scarlett Estevez
Sinopse: Entediado e infeliz como o Senhor do inferno, Lúcifer abdica de seu trono e abandona seu reinado para ir para a cintilante loucura de Los Angeles, onde ele vai ajudar a polícia local a punir os criminosos. Lá, ele dá início a outro empreendimento: ele abre um Piano-Bar chamado Lux.
Este texto é livre de spoilers!
Algo que deu muito certo e que está sendo explorado ao máximo é a adaptação de quadrinhos. O personagem Lucifer Morningstar é criação do mestre Neil Gaiman e ganha uma série própria produzida pela Warner e transmitida pela Fox. O personagem fazia parte da séries de HQs Sandman e ganhou sua própria revista pelo selo Vertigo, da DC.
Sempre gostei de séries no estilo. Fiquei órfão graças ao cancelamento repentino de Constantine e resolvi dar uma chance a Lúcifer. Na verdade não sei muito bem como é a HQ, então não vou ligar muito se não for uma boa adaptação.
Se liga no trailer:
Episódio 1 - Pilot:
Cansado da vida no Inferno, Lucifer se muda para a cidade de Los Angeles (Los ANGELES, SACOU??) e abre sua própria boate. Nesse episódio, ele se aproxima de uma diva pop e testemunha seu assassinato, o que o leva a ir atrás de vingança contra o responsável pela morte. Acaba se deparando com uma policial imune aos seus poderes e trabalhando junto no caso.
O episódio piloto foi divertido. Esperava um tom mais sombrio, porém seguiu uma linha mais policial com toques de humor. Mesmo assim gostei.
Serviu como apresentação dos personagens também. Chloe, a policial, é bem carismática.
Episódio 2 - Lucifer, Stay. Good Devil:
O filho de um grande astro do cinema é assassinado após ser perseguido por um paparazzi. Chloe investiga o caso com a ajuda de Lucifer. Enquanto isso, Maze e Amenadiel tentam encorajar Lucifer a voltar para o inferno.
Sinceramente, episódio meio fraco. Uma história sobre um caso sem relação com nada, serviu apenas para mostrar mais sobre Chloe e nem isso fez direito. Mostra um Lucifer mais sentimental, mais do que simplesmente curioso em relação a humanidade. É quase um anjo "não caído" novamente. Maze, um demônio que saiu do inferno junto com Lucifer, tenta mostrar que ele mudou muito. É até estranho ver o anjo Amenadiel e a demônio Maze concordando.
O episódio ainda contou com o tom mais sarcástico e de humor quase negro, pra alegrar o público. O príncipe das trevas se consulta com uma psicóloga por causa dessas crises existenciais, o que achei bem bacana. Agora é hora de aumentar a qualidade nos diálogos.
Episódio 3 - The Would-Be Prince of Darkness:
Um promissor jogador de futebol americano encontra uma garota morta boiando em sua piscina. Ele pede a ajuda de Lucifer, que chama Chloe para lidar com a situação. A investigação leva a dupla para o mundo do dinheiro nos esportes e rumo a pessoas que, literalmente, matariam para se tornarem número um.
Episódio mais ou menos. Amenadiel nem chega a aparecer. Aparentemente a série vai focar nos casos a serem resolvidos pela dupla e na crise existencial de Lucifer. O episódio também indica que a temporada se dedicará a Chloe tentando explicar os fenômenos inexplicáveis que circundam Lucifer.
Sobre a série:
A trama não se baseia apenas na vida de Lúcifer em Los Angeles. Ela abre alguns mistérios, como o motivo da policial Chloe ser imune ao "charme" de Lúcifer (que consegue respostas influenciando as pessoas a dizerem mesmo não querendo), o que acontecerá com o inferno sem o Lúcifer para cuidar e se isso desencadeará uma nova guerra, já que um anjo é enviado à Terra para colocar o diabo de volta em seu posto. O que acontece é o mal aproveitamento dessas questões no início da série.
O tom sarcástico da série, geralmente tendo como origem o próprio Lucifer, é bacana, o que deixa a série mais "light". (Achei muito engraçado colocaram o diabo com sotaque britânico.)
Os roteiros dos episódios tem seus altos e baixos. Se a série se prender demais ao humor, não dará certo. Precisa de uma boa história, o que não vem apresentando, mas vem prometendo com esses 3 episódios. Precisa também melhorar os pensamentos e ideais abordados por Lucifer com sua psicologa. Tá muito "lugar-comum".
Os personagens são carismáticos, isso não tem como negar; principalmente o protagonista. A série também chama a atenção pelo mistério, abrindo várias perguntas. Eu, por exemplo, que nunca li as histórias em quadrinhos, quero muito saber as explicações sobre Chloe, quais serão os passos de Amenadiel a partir daqui, além de entender qual a função de Maze nisso tudo.
Os episódios tem uma musica tema, geralmente ótimas escolhas, mas a trilha sonora em si é muito genérica. Esperava algo mais impactante, tanto por abordarem algumas vezes que Lucifer tem um gosto refinado, tanto por ele ser dono de um Piano-bar (Até aparece ele tocando piano).
Acompanho muitas séries no momento, mas quase nenhuma nesse estilo. Gostei muito da premissa e dos personagens, mas creio que a série deixará um pouco a desejar. Como a temporada é de 13 episódios, darei uma oportunidade e a acompanharei!
OS DRAGÕES DE FOGO ACOMPANHARÁ LUCIFER!
Pretendo fazer uma postagem ao fim da temporada, para dizer o que achei da série como um todo!
Olá, pessoas!
Hoje vim mostrar para vocês o mais novo lançamento da escrito Melissa de Sá!
Vem conferir!
Nada mais que o normal,
de Melissa de Sá
Uma comédia (um tanto quanto romântica) sobre a fase mais normal da vida
Luísa Freitas tem três regras e uma delas diz expressamente: nunca se apaixone. Fora isso, ela quer ser apenas mais uma garota de 15 anos normal, mas quem disse que consegue? Com amigos surtados, uma avó psicótica, pais neurados com tudo e uma mania horrível de fazer piadas internas no Twitter, Luísa só consegue se sentir estranha em vestidos de festa e uniformes escolares. Até que ela conhece Rafael, um garoto de All Star hiperativo que começa a mudar tudo.
Nada mais que o normal é a saga bizarra de Luísa que vê sua regra mais importante ser desafiada depois de uma festa de debutante incrivelmente chata. Um garoto escondido num banheiro feminino, referências à cultura pop e uma playlist eclética. Essa é uma comédia romântica sobre a fase mais normal da vida.
Com os folhetins do século 19, Nada mais que o normal é atualizado semanalmente no Wattpad, a maior plataforma de leitura independente do mundo, 100% grátis. Você pode ler no seu computador ou no celular/tablet baixando o app Wattpad. O mais legal é poder fazer comentários a cada capítulo, votar nos seus favoritos e trocar ideias com outros leitores.
Melissa de Sá é escritora e blogueira. Só tem um pouquinho de medo do escuro, mas escreve sobre ele mesmo assim. Desde 2012 traz suas ideias da gaveta para o público. Esteve presente em diversas antologias, dentre elas Excalibur (Draco), Boy’s Love (Draco) e Piratas (Cata-vento). Sua parceria com a escritora Karen Alvares rendeu duas coletâneas independentes bastante elogiadas na blogosfera: Noites Negras de Natal e outras histórias e Duas Doses de Amor. Também é autora do livro infantil A Última Tourada, que depois de seus 51 mil downloads no site do projeto de mesmo nome, agora está disponível na versão impressa.
Melissa é de Belo Horizonte, professora de inglês no IFMG e mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela UFMG. Administra o livrosdefantasia.com.br, blog referência no gênero na blogosfera, e mantém o mundomel.com.br, seu site oficial onde fala de livros, filmes e música, além de comentar suas publicações.