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quarta-feira, 4 de maio de 2016

[Filme] Whiplash

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Whiplash – Em busca da perfeição:

Título Original: Whiplash
Ano: 2014
Duração: 106 minutos
Gênero:  Drama
País: E.U.A.
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang
Sinopse: Andrew Neiman é um estudante baterista de jazz do melhor conservatório dos Estados Unidos. Pretende ser um dos grandes músicos, tendo como ídolo Buddy Rich.
Terence Fletcher é professor do conservatório. É extremamente exigente com seus alunos e está a procura de músicos para a banda da escola. Recruta Andrew, que ainda é baterista reserva em sua turma. Caravan e Whiplash são as principais composições ensaiadas pela banda. Porém os métodos duros de Fletcher podem ser demais para Andrew.

Não tem duas palavras mais prejudiciais na língua inglesa do que “Bom trabalho”.

Andrew é um jovem baterista que sonha estar entre os melhores. Sua meta é ser o baterista principal da Studio Band, regida por Fletcher, um renomado pianista e maestro. Andrew é levado ao extremo e vê que não será nada fácil demonstrar seu valor.

Que filme incrível, meus amigos. O filme acompanha Andrew, um baterista regular, mas que chama a atenção de Fletcher. Esse o leva ao extremo com seu jeito autoritário e perfeccionista. O filme tem uma trama que impressiona. Acompanhando a vida de Andrew, vemos os extremos que um jovem garoto é forçado a chegar. O Fletcher me lembrou o Sargento Hartman (interpretado por Ronald Lee Ermey) do filme Nascido Para Matar, lembra? Muito agressivo e exigente.

Mercado pelo jazz como trilha sonora, o diretor rege o filme como a uma orquestra. Cada detalhe, cada tomada é quase uma melodia. As tomadas de ambiente, ou com os instrumentos musicais em conjunto com a trilha, traz uma sensação agradável aos olhos e aos ouvidos do espectador.


J. K. Simmons está simplesmente sensacional nesse filme. Oscar de ator coadjuvante mais que merecido. As atuações estão ótimas nesse filme, incluindo Miles Teller, mas J. K. Simmons rouba a cena. Transforma-se quase no ator principal. Se o final do filme fosse diferente, talvez ele pudesse até ser considerado o principal.

O protagonista do filme é Andrew, interpretado por Miles Teller. É um garoto retraído, sem amigos e se sente pouco valorizado pela família. Em busca de seus sonhos, ele vai se transformando e crescendo e é incrível como vemos esse avanço ao longo do filme. O Andrew que começa o filme não é o mesmo Andrew que termina o filme. 

O fim é bonito e emocionante. É preciso prestar atenção. Em dado momento do filme há um diálogo em que Fletcher explica algumas coisas que encaixa perfeitamente com o que acontece no desfecho do filme.


O filme como um todo mostra a superação, as tentativas e os fracassos que uma pessoa passa buscando o sucesso. Ou a perfeição, como diz o subtítulo nacional. E a trama passa muito bem essa mensagem em meio a som, sangue e suor.

Resumindo, filme bonito, que transmite uma bela mensagem, com uma ótima direção e boas atuações em que J. K. Simmons rouba a cena. Mais que um passatempo, esse filme vai tocar em você.

Nota: 5 Canecas de Hidromel



Até mais, e obrigado pelos peixes!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[Filme] A Colina Escarlate

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

A Colina Escarlate:

Título Original: Crimson Peak
Ano: 2015
Duração: 119 minutos
Gênero:  Terror, suspense
País: E.U.A.
Direção: Guillermo del Toro
Roteiro: Guillermo del Toro, Matthew Robbins, Lucinda Coxon
Elenco: Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston, Charlie Hunnam, Jim Beaver
Sinopse: Quando o coração dela é roubado por um estranho sedutor, uma jovem mulher é arrastada para uma casa no topo de uma montanha de barro vermelho-sangue: um lugar repleto de segredos que vão assombrá-la para sempre. Entre o desejo e as trevas, entre mistério e loucura, encontra-se a verdade por trás de Crimson Peak, a Colina Escarlate.

Não é uma história de fantasmas. É uma história com fantasmas.


Este texto é livre de spoilers!

A Colina Escarlate conta a história de Edith Cushing que se apaixona por sir Thomas Sharpe, um baronete misterioso, que vem a cidade junto de sua irmã Lucille Sharpe pedir investimentos para sua invenção, uma máquina capaz de tirar a argila vermelha das minas de sua propriedade. Edith tem a habilidade de ver fantasmas e quando chega à casa do baronete, vê que aquele lugar também tem seus mistérios.

Sempre que posso vejo as obras de Del Toro, famoso por criar mundos impressionates, novos e fantásticos, e não decepciona em A Colina Escarlate. O filme é muito belo visualmente, muito intrigante e com uma grande quantidade de mistérios. O que peca é que o filme não é nada surpreendente. Dá lá seus sustos e os mistérios são envolventes, prende o espectador, mas no fim, é apenas o de sempre. Impressiona, mas não surpreende.


Outro motivo que me fez querer ver o filme foi a participação de dois atores. Primeiro o Tom Hiddleston, em alta agora por interpretar o vilão Loki no universo Marvel. No filme ele é o baronete. Aqui ele está muito bem, mas nada de impressionante. Aliás, quase todo o elenco é assim. Consistente e regular, mas nada de muito chamativo, com exceção à Jessica Chastain, que interpreta Lucille, irmã de Sir Thomas. Seu desempenho se sobressai no meio de toda regularidade.

Charlie Hunnam também participa desse filme, como um oftalmologista que é apaixonado pela Edith. Esse ator me ganhou com a série Sons Of Anarchy. Se você não assistiu, talvez o conheça como o protagonista de Círculo de Fogo (Pacific Rim). Como já tinha dito, atuação regular, mas nada demais. Ele tem um jeito marrento demais, o que não combina com papéis de bonzinho, creio eu.

Mia Wasikowska interpreta Edith Cushing, uma personagem forte e decida. Aspirante a escritora, cai nas graças do baronete intrigante. Quando pequena, recebe uma mensagem de sua já falecida mãe. A atuação de Mia é razoável também, o que não é tão bom por ser protagonista, mas não chega a decepcionar.


O visual é muito bonito, idem os efeitos, o que deixa o filme bem cativante. A criatividade de Del Toro escorre pelas paredes d’A Colina Escarlate, envolvendo o espectador numa trama misteriosa de um clima muito tenso e sombrio. Eu diria que a casa da família Sharpe é quase um personagem, semelhante com o que acontece com o Hotel Overlook, em O Iluminado, graças a esse clima sinistro.

O filme consegue ser um misto de horror, fantasia, suspense e romance. Por mais criativa que seja, a obra não surpreende no fim. Mesmo sendo muito admirável, o desfecho é totalmente previsível. Mesmo sendo um filme mediano, vale o tempo gasto pra quem gosta de um bom suspense com pitadas de terror.


Nota: 3,5 Canecas de Hidromel.


Até mais, e obrigado pelos peixes!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Filme] Os Reis da Rua

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Os Reis da Rua:

Título Original: Street Kings
Ano: 2008
Duração: 109 minutos
Gênero: Ação, Policial
País: E.U.A.
Direção: David Ayer
Roteiro: James Ellroy, Kurt Wimmer, Jamie Moss
Elenco: Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Common, Naomie Harris, Terry Crews
Sinopse: Tom Ludlow (Keanu Reeves) é um veterano agente policial de Los Angeles que a vê sua vida desmoronar após a morte da esposa. Para piorar, o seu nome aparece implicado na morte de um policial. Ludlow inicia, então, uma investigação para descobrir os assassinos, mas o que inicialmente era a investigação de um homicídio, acaba por se tornar em algo muito maior, envolvendo um esquema de corrupção.



Já passamos por isso antes, quando os portões do inferno se abriram pra você. Cuidei de você na época e vou cuidar agora.

Este texto é livre de spoilers!

Os Reis da Rua narra a história de Tom Ludlow (Keanu Reeves), um policial que assume riscos e resolve crimes usando táticas "extra-oficiais". Ludlow se vê no meio de uma investigação quando seu ex-parceiro, Washington (Terry Crews), o delata. O Capitão Biggs, (Hugh Laurie), é o responsável pela investigação. No meio disso, Ludlow, com a ajuda de Paul Diskant (Chris Evans), busca os assassinos de um policial, mesmo contra as ordens de seu superior e amigo, Jack Wander (Forest Whitaker).

Filme de ação que se baseia em roteiro, não em cenas e efeitos, muito obrigado. O filme te prende nos acontecimentos já de início, mesmo com o protagonista clichê das tramas policiais: Um cara durão, alcoólatra, com um desastre no passado que não poupa esforços para resolver os casos. Keanu Reeves faz o papel muito bem e o roteiro ajuda, então não tenho do que reclamar.


A história é muito bem encaixada, daquelas em que os acontecimentos viram uma bola de neve e você fica roendo as unhas esperando o a resolução de tudo.
O filme conta com cenas de ação, tiroteio, perseguição, mas não se baseia só nisso. O filme não é um filme de ação, é policial também, com um leve suspense.

Apesar de ter gostado bastante, achei o final não muito impressionante. Eram várias suspeitas, novas evidências, diversos acontecimentos, tudo abrindo um monte de perguntas. Quando tudo é revelado, é algo grande, mas é exatamente o que eu imaginei que fosse. Mesmo assim é muito competente e muito bem construído.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA OS REIS DA RUA!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Muito bons e bem interpretados. Um ponto!

Roteiro: Gostei bastante e não vi muitos furos. Um ponto!

Início: Bom, mas levemente clichê. Meio ponto!

Término: Bom também, mas acho que devia ser mais impactante. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar, apesar da trilha não chamar muita atenção. Meio ponto!

Então, 3,5 Canecas de Hidromel para Os Reis da Rua!



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Por enquanto é isso.
Até mais e obrigado pelos peixes!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Filme: Robocop (2014)

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Robocop:

Título Original: Robocop
Ano: 2014
Duração: 121 minutos
Gênero: Ação, Drama
País: E.U.A.
Direção: José Padilha
Roteiro: Joshua Zetumer
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams, Jennifer Ehle, Jay Baruchel
Sinopse: Ano de 2028, o conglomerado multinacional OmniCorp é o centro da tecnologia robótica. Seus aviões teleguiados estão vencendo as guerras norte-americanas ao redor do mundo e agora eles querem levar essa tecnologia para casa. Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um marido e pai amoroso, e um bom policial, fazendo o seu melhor para conter a onda de criminalidade e corrupção em Detroit. Após ser gravemente ferido em serviço, a OmniCorp utiliza a sua notável ciência robótica para salvar a vida de Alex. Ele retorna às ruas da sua amada cidade com incríveis novas habilidades, mas com questões que um homem comum nunca precisou enfrentar.

"Morto ou vivo, você vem comigo."

Este texto é livre de spoilers!!!

Alex Murphy, um policial de detroit, pai de família, sofre um atentado que pões em risco sua vida. Uma empresa tem a solução. Um dia Alex Murphy acorda e se vê transformado em um robô.

Remake (Na verdade um reboot) de Robocop - O Policial do Futuro, de 1987, agora dirigido pelo brasileiro José Padilha e estrelado por Joel Kinnaman.

No filme, vemos um homem com corpo de máquina, mas ainda com sua humanidade. Aos poucos, esse homem vai se transformando cada vez mais em máquina.
O drama afeta sua vida e a vida de seus familiares.
Ao longo da trama, vemos o impacto que um policial máquina pode ter na sociedade e na política.

Michael Keaton é o diretor da empresa que implementa os robôs que, quando vê seus projetos ameaçados, busca ajuda do doutor Dennett, interpretado por Gary Oldman, para construir um homem-máquina, capaz de ter carisma perante a população e ser habilidoso e competente perante o crime.

Devido a enxurrada de crítica negativa e más avaliações eu espera um filme pior. O filme é muito bom, pesando mais pra ação do que pro drama, cheio de referencias ao filme original, com boas atuações e boas cenas de luta. Além da ótima direção de Padilha.

Por quê o filme é bom?
O filme é muito bem dirigido, com um bom roteiro, tem referencias diversas ao filme original. Boas cenas de ação, além de ótimos efeitos visuais.

Então por quê o filme é ruim?
O filme não agrega muita coisa ao idolatrado filme original. Além de não trazer muita coisa a mais para o cinema, é mais um filme blockbuster. Muito bom, mas mais um.
Além disso, a aparência do Robocop não é lá muito robótica. Parece um homem com uma armadura, estilo Tony Stark. Até faz sentido pra trama, já que a empresa quer algo mais humano que simples robôs, mas venhamos e convenhamos, um robô é sempre melhor que um homem!

Então o original é melhor?
O filme é uma nova história sobre aquele mesmo personagem de 1987. A pegada é diferente, além de ter efeitos muito melhores. Não que o antigo não tenha, mas hoje é bem melhor. (O antigo tem uma ótima maquiagem).
Mas tenha em mente quando for assistir um remake: O original é sempre melhor; O original é algo inédito, o remake, não exatamente.

OS DRAGÕES DE FOGO NÃO RECOMENDA ROBOCOP!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens, temos até Samuel L. Jackson gritando Motherfucker!!! Mas achei o ator que faz o robocop meio sem carisma, e o Michael Keaton não me pareceu estar nos melhores dias. Meio ponto!

Roteiro: Gostei bastante e não vi muitos furos. Um ponto!

Início: Muito bom. Um ponto!

Término: Bom também, mas acho que devia ser mais impactante. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Todos ótimos. Um ponto!

Então, 4 Canecas de Hidromel para Robocop!
Caraca, nota alta!

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Filme: Oldboy - Dias de Vingança

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é filme!

Oldboy - Dias de Vingança:

Título Original: Oldboy
Ano: 2013
Duração: 100 minutos
Gênero: Ação, Drama
País: E.U.A.
Direção: Spike Lee
Roteiro: Remake de Oldboy, baseado na HQ Old Boy, adaptado por Mark Protosevich
Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Sharlto Copley, Samuel L. Jackson
Sinopse: Um executivo de publicidade é sequestrado e mantido refém por 20 anos em confinamento solitário. Quando ele é inexplicavelmente liberado, ele embarca em uma missão em busca de quem arquitetou sua punição, apenas para descobrir que ele ainda está preso em uma teia de conspiração e tormento.


- Merda! Você poderia pensar melhor sobre o que você está fazendo!
- Eu estive pensando sobre isso durante os últimos 20 anos.

Este texto é livre de spoilers!!!

Oldboy é um remake de um filme sul-coreano de 2003, que foi baseado em um manhwa (história em quadrinhos coreana) de mesmo nome. (Manhwa é parecido com o mangá, mas lido da forma ocidental).
Nele vemos a história de Joe, um sujeito mau-caráter que é misteriosamente sequestrado e aprisionado durante 20 longos anos.  De repente, Joe é solto e começa sua busca por vingança.

Vou tentar não fazer comparações com o original, já que sou extremamente fã dele e poderia me deixar levar.

Joe é interpretado por Josh Brolin. Durante o filme, vemos uma transformação de Joe, tanto psicológica como física. Essa parte foi meio falha. A transformação psicológica de Joe não ficou muito aparente, ele simplesmente mudou de hábitos e a mudança física não é tão perceptível.
Logo no começo, ele nos é apresentado como um homem sem muitas qualidades. Quando é preso, ele continua assim, mas depois vai mudando suas prioridades.
Joe protagoniza várias cenas de ação. São boas, mas achei a do corredor muito superficial, apesar da clara referencia ao filme original (o filme é cheio de referencias).
O “vilão” do filme é interpretado pelo Marcos Mion Sharlto Copley, que protagonizou Distrito 9 e antagonizou Elysium. Eu gosto dele, gostei dele nos outros filmes, mas nesse ele estava muito "afetado", ao invés de excêntrico. Ficou meio artificial.
Temos também Samuel L. ‘Motherfucker’ Jackson sendo Samuel L.’ Motherfucker’ Jackson, apesar da curta e não tão grandiosa participação.

O filme é bem feito, sem muitos furos que eu tenha percebido, mas os acontecimentos são, aparentemente, facilitados. A história é diferente e até consistente. Tem ótimas jogadas de câmera. Cenas filmadas de cima, cenas com câmera fixa e cenas com a câmera atrás do personagem muito usada por Spike Lee, o diretor (apesar de que o filme original conta muito com essas jogadas de câmera).

O roteiro é muito bom, muito pesado, sem medo de fazer e acontecer. E continua assim até o fim.
Lá no finalzinho do filme, bem no final, o filme se acovarda. Falar mais que isso só com spoilers.
Apesar da boa história que o roteiro nos proporciona, há alguns momentos em que as explicações são deixadas de lado e as coisas acontecem por que tem que acontecer, como eu disse anteriormente. Como, por exemplo, por que Marie se encantou com Joe, logo na primeira vez que eles se encontram? A cena ficou muito forçada. E tem outra em que Joe persegue um carro de bicicleta.

A trilha sonora do filme é boa e os efeitos nas lutas poderiam ser melhores. Quando pessoas levam marteladas eu quero ver a cara de dor. Além do mais, as lutas eram pra ser mais ‘amadoras’ já que Joe não é um lutador. Ficou superficial e difícil de engolir essas cenas coreografadas.

Eu disse que não ia comparar com o original, mas dane-se (brace yourselves, fanboy is comming).
Comparações com o original:
(Pequenos spoilers de ambas as versões, nada de muito grave)

Já falei em outro post sobre o que eu acho de remakes aqui. Basicamente: Não façam.

Esse filme, por mais bem produzido e roteirizado que seja, por mais respeitoso em relação ao original que seja, não acrescenta em nada, além de acovardar no final.
A história é basicamente a mesma, apenas houve a ocidentalização da obra, o que por um lado é positivo, já que esta brilhante trama terá um público bem maior.
O original, apesar de não muito conhecido, ganhou o prêmio A Escolha do Júri, no Cannes de 2004.
E o final é lindo. Ambos os finais são bem parecidos, na verdade, mas a ideia da versão americana é dizer que acabou e agora vai ficar tudo em paz e da versão coreana é dizer que acabou e é isso aí.
Fora a carga dramática do original que é muito maior.
Há várias cenas épicas no original que a versão americana tentou copiar ou apenas fez referencias, mas não ficaram tão boas quanto.
Ah, e no coreano o personagem principal, Oh Dae Su, como um polvo vivo. Aham. De verdade. São só algumas mordidas, mas não se esqueça que é um polvo vivo.
Na versão americana há uma referencia a essa cena.
Até a trilha sonora do original é melhor.
Pra mim, Oldboy (a versão coreana) é melhor filme já feito.
O filme coreano é o segundo da Trilogia da Vingança, em que três histórias sobre vingança são contadas, mas sem relação umas com a outras.
A título de curiosidade, no dia em que este post foi escrito, a nota da versão coreana no IMDb era 8,4/10 e da versão americana era 5,7/10

Por isso, junto-me à galera do mimimi e grito aos sete ventos: Esse filme é desnecessário.

Fim das comparações!

Resumindo, o filme tem tudo para agradar o público. Tem atuações de medianas a boa, a história é envolvente e diferente, as cenas de ação são razoáveis e o filme não perde o ritmo até o fim. Você só não irá gostar do filme se conhecer o original ou se for muito exigente. Por isso:

OS DRAGÕES DE FOGO NÃO RECOMENDA OLDBOY - DIAS DE VINGANÇA!
Assiste o original que é mais negócio!
Ou não.
Ou assista os dois.
Faça o que você quiser, isso aqui é só um blog.

Além do mais, o filme poderia ser muito pior. Originalmente o diretor seria Steven Spielberg e o protagonista seria o Will Smith.

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens e atuações moderadas. Tanto Sharlto Copley, quanto Josh Brolin, tiveram atuações medianas neste filme. Meio ponto!

Roteiro: Bom. Ficou muito bem ocidentalizado e encheram de boas referências à obra original, mas falhou em fazer um drama, pois é isso que o filme é, um drama com cenas de ação. Não dá pra fazer um filmece de ação com uma história dessa. Meio ponto!

Início: É bom. É uma "construção" do personagem de Josh Brolin, que depois passa por uma "desconstrução". Um ponto!

Término: Muito bom. Apesar de uma leve acovardada lááááá no finzinho. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: A trilha é boa, mas não achei tudo isso. O filme é cheio de efeitos e jogadas de câmera, o que ficou magnífico. Um ponto!

Então, 3,5 Canecas de Hidromel para Oldboy - Dias de Vingança!

Olha só, dei boa nota mesmo não gostando do filme.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Top 5 - Filmes Pelo Mundo

Olá, pessoas!
Hoje temos um top 5 com bons filmes estrangeiros. Quando digo estrangeiros quero dizer não brasileiros e não americanos, afinal, a maioria dos filmes que assistimos são dos Estados Unidos.

5 - França
A frança é conhecida por fazer bons dramas e bons filmes de ação. Um dos sucessos no Brasil é O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É de fato um grande filme, mas queria dar destaques aos filmes de ação.
Um que fez muito sucesso é B13 - 13º Distrito (Banlieue 13). Esse filme foi um dos primeiros (senão o primeiro) a usar cenas de Parkour. Daivid Belle, fundador do Parkour é o protagonista do filme. O filme é muito bom e ganhou uma versão americana (HU3 HU3 AMERICA AMERICA) com o Paul Walker, que deve estrear ainda esse ano. Os produtores franceses aproveitaram o sucesso e lançaram uma continuação, 13º Distrito - Ultimato.

O filme francês que eu gostaria de dar destaque é  O Pacto dos Lobos.
O roteiro é baseado na história real da Besta de Gévaudan, uma criatura feroz que aterrorizou a região francesa de Gévaudan no final do século XVIII.
No elenco temos Mark Dacascos como um índio moicano bom de luta. O filme conta também com Monica Bellucci, Vincent Cassel e Samuel Le Bihan no papel principal.
O filme é basicamente de cenas de luta, algumas sem propósito, e do mistério do monstro que ataca a pacata vila.
É muito bacana e o final é surpreendente, ainda que o roteiro utilize de explicações pouco convincentes  ao longo do filme.


4 - Suécia
Para a Suécia vou dar destaque às adaptações literárias da trilogia Milennium, do escritor sueco, Stieg Larsson. Os Homens Que Não Amavam as Mulheres é o primeiro filme, baseado no primeiro livro:
Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada, em seu aniversário - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou, provavelmente por ganância pelo facto de ela ser a possível herdeira de todo o império industrial de Henrik. Então Mikael Blomkvist é chamado para ajudar a resolver o caso ao lado de Lisbeth Salander.
A América também fez uma versão desse filme (HU3 HU3 AMERICA AMERICA Again).
Esse filme é excelente e as continuações não ficam para trás.
Noomi Rapace (Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras, Prometheus) está fenomenal como Lisbeth.
Não assisti a versão americana, mas achei a adaptação sueca muito boa.


3 - Coréia do Sul
Para a Coréia vou destacar o melhor filme já feito da história: Oldboy.
Baseado numa história em quadrinhos coreana, a história começa quando o personagem Oh Dae-su é sequestrado e confinado numa prisão particular, sem que lhe seja dada justificativa alguma sobre o ato.
A clausura se estende por nada menos do que 15 anos, durante os quais o personagem fica sozinho num quarto com banheiro, tendo apenas uma televisão para mantê-lo em contato com as mudanças no mundo exterior. O quarto é impregnado regularmente por um gás sonífero, que precede a entrada dos sequestradores, que assim limpam o local, cortam-lhe o cabelo ou costuram seus constantes ferimentos, sem que o prisioneiro troque quaisquer palavras com outros humanos. Sua única companhia é a TV.
Depois da libertação, Dae-su concentra-se exclusivamente na vingança. Quer descobrir quem o prendeu e o porquê. Mas a tarefa não é fácil; tem de se adaptar a 15 anos de “solitária” e ainda por cima é suspeito de um homicídio cometido durante o cativeiro. Oh Dae-Su tem apenas 5 dias para resolver os mistérios.
Os Estados Unidos obviamente também fizeram um remake desta obra-prima, que foi lançado no Brasil este mês (jun/14). (HU3 HU3 AMERICA AMERICA The Third)
O filme coreano ganhou o prêmio A Escolha Do Júri do Festival de Cannes de 2004.


2 -Dinamarca
Para a Dinamarca temos A Caça (Jagten), de 2012.
O filme se ambienta numa cidadezinha dinamarquesa em vésperas de Natal. Lucas (Mads Mikkelsen), professor do jardim-de-infância, é injustamente acusado de pedofilia e passa a ser alvo de perseguição por toda a comunidade. O filme foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto (2012) e competiu no Festival de Cinema de Cannes daquele ano, em que o ator Mads Mikkelsen ganhou o prêmio de melhor ator.
Esse filme é uma sacanagem de bom. (Ainda não há versão americana, mas a América não perdoa).
Falei deste filme aqui.



1 - Mundo
E para finalizar, já que a ideia é falar de filmes dos mais variados países, vai a dica de um filme coletivo internacional de curtas: Crianças Invisíveis.
"Seja coletando sucata nas ruas de São Paulo ou roubando para viver em Nápoles e no interior da Sérvia, os filmes são protagonizados por personagens infantis que lidam com uma dura realidade, na qual crescer muito cedo acaba sendo a única saída."
O filme reúne 7 curtas de 7 países diferentes: Brasil, Itália, Inglaterra, Sérvia, Burkina Faso, China e Estados Unidos. Cada curta teve um diretor diferente e todos trabalharam de graça. Dentre eles podemos citar Spike Lee, Ridley Scott, Kátia Hund e John Woo.
Os curtas não são exatamente obras-primas, mas são competentes. Além de você poder ver como é a infância em diferentes partes do mundo.


Bônus: China
A china também tem grandes filmes que fazem sucesso por aqui, como os famosos filmes com Bruce Lee ou o famoso O Tigre e o Dragão.
O filme chinês que darei destaque é A Batalha dos 3 Reinos:
208 D.C. A China é governada pela dinastia Han. O ambicioso primeiro-ministro do norte, Cao Cao, pretende controlar todo o território chinês e para tanto decide derrubar as duas forças rebeldes do sul. Para isso conta com um exército de quase um milhão de homens. Sun Quan e Liu Bei, reis de suas regiões, são obrigados a unirem-se contra o poderoso ataque de Cao Cao. Desta forma os povos deixam de lado suas rivalidades e são obrigados a criar diversas estratégias para superar a esmagadora vantagem numérica do inimigo.
É um filme de ação muito bom, com toda aquelas cenas de luta características da china. É um filme excelente e muito bonito de se ver. Sou fascinado por filmes históricos como esse e o recomendo para todos.
Mas, então, por que ele não está na lista principal?
Por que eu não assisti o filme inteiro. Nem você.
O filme, ao ser ocidentalizado, sofreu cortes. Na China, o filme possui duas partes de 140 minutos cada, totalizando 280 minutos de obra-prima. Aqui, o filme foi cortado e recortado, chegando a totalizar 148 minutos e, mesmo sendo cortado pela metade, é um filme muito bom.



O que acharam? Faltou algum filme desses países? Faltou um filme de outro país?
Comente!

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Filme: A Caça (2012)

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é filme!

A Caça:
Título Original: Jagten
Ano: 2012
Duração: 106 minutos
Gênero: Drama
País: Dinamarca
Direção: Thomas Vinterberg
Roteiro: Tobias Lindholm, Thomas Vinterberg
Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Alexandra Rapaport, Annika Wedderkopp, Susse Wold, Lars Ranthe
Sinopse: Lucas, interpretado por Mads Mikkelsen, é um habitante comum de uma unida vila dinamarquesa. Divorciado, esforça-se por manter uma relação com o filho. Tendo perdido seu antigo emprego de professor do ensino médio, e enfrentando algumas dificuldades, ele passa a trabalhar numa escolinha da cidade. A princípio, sua relação com os alunos é boa e saudável, porém sua vida é completamente arrasada quando ele é injustamente acusado de pedofilia e passa a ser alvo de perseguição por toda a comunidade.

O mundo está cheio de maldade, mas se ficarmos juntos, ele vai embora.

Este texto é livre de spoilers!

Em A Caça, no original Jagten, vemos a vida de Lucas (Mads Mikkelsen), um professor do ensino infantil recém divorciado, cheio de amigos, vivendo em uma pacata cidade da Dinamarca. Sua vida muda bruscamente quando uma das crianças diz que o professor lhe mostrou suas partes íntimas, o que era mentira. Agora, Lucas passa a ser perseguido pelos cidadãos da cidade enquanto luta para provar que é inocente.

Caraca, que filme foda!

Mads Mikkelsen é o ator protagonista do filme, mas já conhecemos este dinamarquês de alguns outros filmes. Ele é Le Chiffre, o vilão que chora sangue em 007 - Cassino Royale. Ele também é Tristão, um dos Cavaleiros da Távola Redonda naquele filme meia-boca do Rei Arthur com o Clive Owen. Teve participações também em Os Três Mosqueteiros (2011), Fúria de Titãs e diversos outros. Além de ser muito conceituado em trabalhos na Dinamarca, como o filme Guerreiro Silencioso. Atualmente ele é Hannibal, um dos assassinos em série mais famoso dos cinemas, na série homônima da NBC, baseada no livro Dragão Vermelho, de Thomas Harris.

Fiz toda essa apresentação de Mads Mikkelsen por que já assisti alguns trabalhos dele, acompanho a série Hannibal e posso dizer sem medo de errar que Mads Mikkelsen é garantia de uma boa interpretação.
Nesse filme não é diferente, não é atoa que ele ganhou o prêmio de melhor ator por este filme no Festival de Cannes de 2012. Lucas é um personagem mais dramático do que os outros que vi ele interpretando e ele foi perfeito.
Rasgação de seda a parte, o filme tem boas interpretações no geral, mas como Mads é o protagonista, os holofotes ficam todo nele.

O filme é sem cenas de ação, mas não chega a ser um filme parado. Tem muitas reviravoltas e discussões "acaloradas".
Um grande aspecto do filme é a transformação de Lucas. Do que ele era, um professor querido cheio de amigos, para o que ele se tornou. Mesmo não sendo o monstro que todos imaginavam, Lucas acaba mudando, e aquela pessoa feliz deixa de existir.

O roteiro é bom acima da média. A natureza humana é exposta na tela sem medo. Recentemente vimos no Brasil algo parecido, em que pessoas espancaram e mataram uma dona de casa por acharem que ela sequestrava crianças para fazer magia negra, no litoral paulista.
Com essa trama, várias questões éticas são abordadas, mesmo o filme demonstrando opiniões.
Se você tivesse um amigo acusado de pedofilia, como você o trataria? Condenaria ou esperaria um julgamento? E se fosse inocentado, como o trataria? Como antes?
No filme vemos que a natureza humana não é passiva. Não é de acreditar e perdoar.

O filme tem cenas bem dramáticas que chama a atenção. Sem spoilers, podemos citar a discussão na igreja e a cena final. Tem uma cena que vai te fazer chorar, independente de quem você seja. É uma cena na chuva (fica difícil sem spoilers, né? Mas se você ainda não assistiu o filme, vai lembrar do que eu falei ao vê-lo).

Sem efeitos especiais, obviamente, já que quase não estão presentes em dramas, o filme tem uma trilha sonora regular, sem ser chamativa, combinando com o clima do filme.

E o final é muito bom. Pode não parecer, mas ele responde as questões abordadas pelo filme.

Resumindo, o filme é muito bom em todos os sentidos e muito recomendados aos fãs de um bom drama. Agora, se você só se amarra em Transformers ou Velozes e Furiosos, melhor deixar pra lá.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA A CAÇA!!!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens e atuações muito boas! Um ponto!

Roteiro: Muito bom e muito competente. Um ponto!

Início: É bom. Parece meio parado, mas já acontecem coisas o suficiente para te prender. Um ponto!

Término: Bom!!! Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar. Um ponto!

Então, 5 Canecas de Hidromel para A Caça!

Filme dinamarquês de tirar o chapéu, meu jovem.

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Filme: O Espião Que Sabia Demais.

Olá, aventureiro!
Hoje o papo é filme!

O Espião que Sabia Demais:
Título Original: Tinker, Tailor, Soldier, Spy
Ano: 2011
Duração: 127 Minutos
Gênero: Suspense, Drama, Thriller
País: França / Reino Unido / Alemanha
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: Bridget O'Connor, Peter Straughan
Adaptação: Tinker, Tailor, Soldier, Spy - John le Carré (1974)
Elenco: Gary Oldman, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt, Toby Jones, Mark Strong, Benedict Cumberbatch, Ciarán Hinds
Sinopse: Baseado em best-seller de John Le Carré. No final do período da Guerra Fria, George Smiley (Gary Oldman), um dos veteranos membros do Circus, divisão de elite do Serviço Secreto Inglês, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos também para os soviéticos. Todos são suspeitos, mas como também foram altamente treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão, todo cuidado é pouco. George precisa indicar o espião e não pode errar.

"É a pergunta mais antiga de todas, George. Quem pode espionar os espiões?" - Oliver Lacon

O Espião Que Sabia Demais tem como foco George Smiley (Gary Oldman). George acaba sendo demitido do serviço secreto britânico junto com seu chefe, "Control" (John Hurt), devido a uma missão fracassada. Após um tempo, George é convocado a retornar ao centro para uma investigação: um entre os antigos membros da equipe de Control é um agente duplo. A história se passa na década de 70, era de ouro da espionagem devido a Guerra Fria.
A trama não-linear segue com as investigações de Smiley ao lado de Peter (Benedict Cumberbatch) ao mesmo tempo em que mostra como era a equipe de Control antes da falha missão e um pouco da vida pessoal de George.

O filme é demorado, complicado, lento e muito bom. Aham.
É extremamente complicado entender tudo que se passa na história, mas o filme é tão bom que ao término, te faz querer rever as mais de duas horas de filme para ver se tudo foi entendido.
O filme também é lento por ser um filme não convencional de espião. Quando falamos em filme de espionagem, pensamos em 007, Missão: Impossível, Bourne e derivados, cheios de ação, tiro e porrada. Aqui é uma trama política, afinal é Guerra Fria. 

George Smiley, interpretado pelo meu ator favorito Gary Oldman, é um cara sério que não tem "explosões", que não grita, que parece que nada o perturba ou não deixa transparecer essas pertubações. Um papel bem atípico de Gary Oldman, que, enfim, lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
O filme é cheio de ações simbólicas, entre elas vemos George trocar os óculos logo no começo, afinal é preciso ter uma "nova visão" para enxergar um traidor; e ao longo do filme o vemos nadar. O interessante é que ele não tira os óculos para nadar, fica transparecendo profissionalismo ao extremo.

Além de Oldman, temos outras excelentes atuações. Destaco Cumberbatch, Tom Hardy e Mark Strong. Strong estava fantástico nesse filme, todas as cenas com ele são bem feitas e profundas.
Confesso que não vi muitos trabalhos de Cumberbatch e o que vi nesse filme me fez perguntar por que não. A cena da maleta é excelente, demonstra um nervosismo que me fez remexer no sofá.

Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora. Ela é bem marcante e dá o clima característico para o filme, apesar de eu não achar tão boa a ponto de concorrer ao Óscar.

Um ponto negativo foi a má exploração dos personagens investigados. Faltou mostrar um pouco mais deles, perto do fim eu não lembrava muito bem quem é quem só pelos nomes. Além disso, deixaria a cena clímax do filme mais dramática.

A maioria das cenas são filmadas de longe, dando um aspecto muito bom ao filme ainda que eu não tenha entendido muito bem o significado (caso haja um).

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

Em suma, o filme parece um grande quebra-cabeça, é necessário grande concentração ao assisti-lo. As atuações são fenomenais. A trama é muito boa, mas não achei tão original assim. A trilha é de regular a boa, assim como a fotografia e a direção. É um filme muito complicado e sem muita ação, daqueles que não agrada qualquer público, mas se você, assim como eu, gosta de tramas envolventes e inteligentes esse filme é uma boa pedida. Se você for fã de blockbusters, melhor deixar pra lá! =)

Recomendo que leiam a resenha do Omelete!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes personagens e atuações. Um ponto!

Roteiro: Excelente (mas não sei dizer se foi um bom roteiro adaptado, já que não li o livro). Um ponto!

Início: É sofrível, já que você ainda não está ambientado ao clima do filme, quase me fez desistir. Depois de um tempo, você percebe que essa pequena parte do filme tem grandes significados. Meio ponto!

Término: Muito bom. Bem profundo. Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: A trilha é boa, mas não achei tudo isso. O filme não usa muito efeitos especiais o que é bom. Os efeitos de fotografia deram um clima especial ao filme. Um ponto!

Então, 4,5 Canecas de Hidromel para O Espião Que Sabia Demais!

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Filme: Especial dia dos namorados

Olá, apaixonados!
~Loves Is In The Air
Loves Is In The Air
Oo o ooo oooo ooo
Loves Is In The Air~
Hoje, em homenagem ao dia dos namorados, esta data tão bonita e romântica em que precisamos dar presentes caros para provar o nosso amor, em que os solteiros se descabelam atrás de um parceiro, resolvi falar sobre um filme bem romântico que assisti recentemente!
Mas antes, gostaria de compartilhar uma história:

Antigamente, em lugares tradicionais da Europa, era costume um casal consumir hidromel durante o primeiro ciclo lunar, ou seja o primeiro mês, após o casamento. Era comum também achar que isso ajudaria a ter um primeiro filho homem. Apesar de não comprovado, alguns acreditam que vem daí o termo "Lua-de-mel".
Uma historinha para falar de casais e hidromel!

Agora, esqueça isso e vamos ao belo e romântico filme, baseado em uma das mais célebres histórias de amor da literatura:

Drácula de Bram Stoker:
Título Original: Bram Stoker's Dracula
Ano: 1992
Duração: 128 minutos
Gênero: Suspense, Terror
País: EUA, Reino Unido, Romênia
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Jim V. Hart
Elenco: Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins, Keanu Reeves, Cary Elwes, Richard E. Grant, Monica Bellucci
Sinopse: O filme conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabeta enganada. Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno, renuncia e renega a Deus e à igreja jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna. Quatro séculos se passam, e ele redescobre a reencarnação de Elizabeta, em Londres, agora conhecida como Wilhelmina Murray (Mina). Jonathan Harker, noivo de Mina, parte a trabalho para a mansão do Conde Drácula.

Eu vou ascender a partir de minha própria morte, para vingar a dela com todos os poderes das trevas.

Este texto é livre de spoilers!!!

Vocês não acharam que eu ia fazer um post sobre um filminho água com açúcar, né?

Drácula de Bram Stoker, ganhador dos Oscars de melhor figurino, melhores efeitos sonoros e melhor maquiagem, narra a história do clássico e popular Conde Drácula (Gary Oldman), um nobre guerreiro que é amaldiçoado ao descobrir que sua amada Elisabeta cometera suicídio. Depois de séculos banhando-se em sangue e entregue ao vampirismo, Drácula conhece Mina (Winona Ryder), a reencarnação de Elisabeta.
Estudando o caso do vampirismo, temos o doutor Van Helsing, interpretado por ninguém menos que Anthony Hopkins. Fechando o elenco principal temos Keanu Reeves como Jonathan Harker, o noivo de Mina.

Antes de começar quero deixar bem claro que sou extremamente fã de Gary Oldman e achei a atuação dele nessa filme espetacular.
O filme é primoroso, prende o espectador do início ao fim mesmo hoje, onde os efeitos visuais evoluíram drasticamente.

O início do filme mostra os acontecimentos antes da maldição de Vlad, quando ele defendia a igreja cristã na Romênia.O filme mostra a paixão fervorosa entre ele e Elisabeta que acaba cometendo suicídio devido a uma mentira. A trama então pula 4 séculos, mostrando Jonathan Harker viajando para o castelo de um conde já muito velho. Graças ao encontro, Drácula descobre a existência de Mina e parte para uma jornada atrás de seu amor. Com muito sangue envolvido, claro.

As atuações são fenomenais, ainda que eu ache a Winona Ryder meio blá (entende?).
Gary Oldman fez belas atuações e trabalhou muito bem a voz. Dá para perceber que a voz está diferente, mais aguda e sinistra.
Anthony Hopkins de Van Helsing ficou sensacional e tem até umas partes engraçadas com ele.
Keanu Reeves tá lá também.
Ah, e tem a sempre nua Monica Bellucci (sério, nunca vi um filme em que ela não tire a roupa) como uma das noivas de Drácula.

A trilha sonora é bem feita os efeitos visuais também, com exceção dos feitos em computador, esses são bem zuados. As transformações do Drácula são excelentes, menos uma, em que ele parece um gorila.
O suspense é incrível e tem até algumas boas cenas de terror, mas poucas.

O fim é bom e emocionante, como todo filme do gênero deve ser. Apesar de eu ter achado o fim um pouco fácil, foi bom sim.

Resumindo: O filme é muito bom, vai lá logo assistir!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA DRÁCULA DE BRAM STOKER!!!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Muito bons, obviamente! Um ponto!

Roteiro: Muito bom apesar de eu ter deixado algumas explicações passarem. Um ponto!

Início: Empolgante, já começa na tragédia e no amor. Um ponto!

Término: Bom! Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar. Um ponto!

Então, 5 Canecas de Hidromel para Drácula de Bram Stoker!

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Filme: Sword Of The Stranger

Olá, samurais!
Hoje o papo é filme!

Sword Of The Stranger:
Título Original: Sutorenjia: Muko hadan
Ano: 2007
Duração: 103 Minutos
Gênero: Aventura, Animação, Anime, Ação, Samurai
País: Japão
Estúdio: BONES
Direção: Masahiro Ando
Roteiro: Fumihito Takayama
Elenco: Tomoya Nagase, Yuuri Chinen, Kouichi Yamadera, Naoto Takenaka
Sinopse: O filme segue Kotaro, um garoto que é caçado por um grupo de espadachins da Dinastia Ming Chinesa por razões misteriosas. Entre o grupo há um temível ocidental, cujo único desejo é encontrar um adversário digno. Devido às circunstâncias, Kotaro e seu cão conhecem "Nanashi", um andarilho sem nome que é assombrado por memórias de seu passado, que o levaram a evitar desembainhar sua espada. A razão por trás da perseguição do grupo Ming testará o vínculo entre Kotaro e Nanashi.

Você já viveu muito, velhote.

Este texto é livre de spoilers!

Sword Of The Stranger é um filme que cativa o espectador do início ao fim. Kotaro está sendo perseguido por chineses que estão no país para construir algo misterioso. Por acaso, Kotaro e seu cachorro encontram um andarilho que maneja uma espada como ninguém. Desse acaso, nasce uma amizade.

Apesar de não ser algo muito novo, um andarilho sem nome pagando pelos seus pecados encontra um garoto que desperta uma amizade verdadeira, o filme é extremamente competente. São 103 minutos que passam voando.
A animação é extraordinária, as cenas de luta são insanas e a trilha sonora é formidável. A história é contada de forma muito bela e acaba por discutir muito superficialmente as questões sobre morte e a obsessão por poder.

O grande 'vilão' da história seria o estrangeiro loiro, que faz parte do exército chinês. Um grandão bom de espada que só quer ver o circo pegar fogo. Geralmente não gosto de personagens assim, sem muito propósito, mas esse ficou muito bom.
Kotaro e Nanashi são bons protagonistas também. Ficou muito boa a caracterização de Nanashi, mostrando parte do passado dele e o que ele realmente é.

Geralmente eu reclamo muito das trilhas sonoras, mas essa ficou ESPETACULAR!!!
Ela fica de fundo em várias cenas apenas as completando, mas nas cenas de luta é um show a parte.

Acredito que este é o melhor filme de anime que já assisti. (Aham, melhor que Chihiro). Gosto muito deste estilo samurai, com boas lutas.

Resumindo: É um filmão para quem não liga para uma história rasa, mas muito bela, com bons personagens, ótimas cenas de luta e uma excelente animação.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA SWORD OF THE STRANGER!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes personagens. Um ponto!

Roteiro: Não é tão original mas é sem furos. Um ponto!

Início: É bacana, já começa no mistério. Um ponto!

Término: Muito bom. Lágrimas heteras escorreram aqui. Um ponto!

Animação e Trilha Sonora: SENSACIONAL. Um ponto!

Então, 5 Canecas de Hidromel para Sword Of The Stranger!

Talvez eu tenha me deixado levar por ter gostado bastante, então assista e comente o que achou!!

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Filme: No Rastro da Bala

Olá, aventureiros!
Se prepare, pois hoje teremos ação!

No Rastro da Bala:
Título Original: Running Scared
Ano: 2006
Duração: 122 Minutos
Gênero: Ação, Policial, Suspense
País: EUA
Direção: Wayne Kramer
Roteiro: Wayne Kramer
Elenco: Paul Walker, Johnny Messner, Karel Roden, Chazz Palminteri, Vera Farmiga, Cameron Bright
Sinopse: Paul Walker estrela este alucinado, violento e estilizado drama policial dirigido pelo elogiado Wayne Kramer (The Cooler - Quebrando a Banca) como Joey Gazelle, um mafioso. Depois de um sangrento golpe, ele perde a arma do crime, e acaba perseguido pelo "chefão", pelos inimigos dele e pela polícia. Para salvar sua família, ele precisa recuperar a arma a toda velocidade: o problema é que ela está com o pequeno Oleg, amigo de seu filho, e mais vidas começam a ficar ameaçadas.
"Este é um filme feito com as entranhas." - Quentin Tarantino.

Este texto é livre de spoilers!

A primeira vista, este é apenas mais um filmeco de ação. Bem parecido com aquelas filmes de bandido e polícia, com tiros, sangue e cenas de sexo gratuito, mas não é bem assim.

O filme já começa na correria. Joey e Oleg fugindo em um carro com sangue para todos os lados. A cena acaba e volta 18 horas no tempo. Essa cena seguinte é recheada com sangue e tiro para entrar no clima do filme.
Essa introdução é muito boa, apesar de exagerada.
Joey acaba encarregado de se livrar de uma arma, mas por segurança opta por escondê-la. Oleg e Nick, seu filho, acabam descobrindo o esconderijo. Oleg, cansado de apanhar e ver sua mãe sofrendo, resolve acabar com isso usando a tal arma. Oleg foge com o revolver e Joey precisa encontra-lo antes da polícia e de seus amigos mafiosos.

O filme é um suspense do começo ao fim, daqueles que te prendem a respiração. As coisas vão acontecendo e uma bola de neve vai se formando.
Um diferencial é que algumas cenas acontecem rápido e então a cena volta e muda de angulo, para você ver o que realmente aconteceu.

Devo confessar que não gosto nem um pouco da franquia Velozes e Furiosos, protagonizada por Paul Walker (R.I.P.). Então, quando vi que era ele o ator principal da trama, fiquei com um pé atrás. Acontece que Paul Walker está de parabéns nesse filme. Soube interpretar muito bem um criminoso desesperado sem aquela marra e aquele ar de playboy de seu personagem em Velozes e Furiosos.

Os personagens são bem interpretados. Há uns bem peculiares como o russo fanático por John Wayne e o cafetão "Agora vou por um sorriso neste seu rosto... de orelha a orelha! Você será o garoto mais feliz da escola!"

O filme é todo encaixadinho, sem grandes furos no roteiro, mas apresenta algumas falhas. Há uma cena em que Joey chega numa oficina mesmo sem saber o endereço. Se você parar pra pensar, percebe que ele teria conseguido o endereço com o pessoal da cena anterior, mas isso fica subentendido.
Logo no começo Joey se protege de um tiroteio usando um colchão. JOEY SE PROTEGE DE UM TIROTEIO USANDO UM COLCHÃO. Este leva vários tiros, mas quando muda o angulo, não há um furo sequer.

O que não gostei no filme foi o fim. Aparentemente o fim chega, mas então... há! ié ié! Pegadinha do malandro! Não era o fim! Mas não chega a estragar o filme.



Nos créditos finais acontece um resumo da história em desenho! Muito bom!

No Rastro da Bala é um bom filme de ação, apesar de ser mais um em um mar de filmes assim. Muito competente, o roteiro não é simplesmente mais um qualquer. O filme apresenta bons efeitos e muito sangue.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA NO RASTRO DA BALA!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: São muito bons, bem caracterizados e interpretados! Um ponto!

Roteiro: Muito bom! Um pouco diferente do comum, lembrou-me um pouco (eu disse UM POUCO!) Snatch - Porcos e Diamantes! Um ponto!

Início: É bom, já começa na ação. Um ponto!

Término: Não gostei! >.<

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Ótimos efeitos visuais e a trilha também é boa, mas faltou um pouco de música. É cheio de "músiquinhas" que aumentam o suspense ou dão aquela impressão de que algo vai acontecer. Vou dar um ponto por que apesar de simples essa parte foi bem executada. Portanto: Um ponto!

Então, 4 Canecas de Hidromel para No Rastro da Bala!

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Filme: Os Suspeitos (2013)

Olá, aventureiros!
O papo é livro!

Os Suspeitos:
Título Original: Prisoners
Ano: 2013
Duração: 153 Minutos
Gênero: Policial, Suspense
País: EUA
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Aaron Guzikowski
Elenco: Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Viola Davis, Maria Bello, Terrence Howard, Melissa Leo, Paul Dano
Sinopse: Keller Dover (Hugh Jackman) está enfrentando o pior pesadelo de todos os pais. Sua filha de seis anos de idade, Anna, está desaparecida, juntamente com sua amiga, Joy. Encabeçando a investigação, está o detetive Loki (Jake Gyllenhaal). Enquanto a polícia busca várias pistas, a pressão aumenta. Sabendo que a vida de sua filha está em jogo, Dover decide que ele não tem escolha a não ser tomar o assunto em suas próprias mãos. Mas até onde esse pai desesperado vai para proteger a sua família?

Texto livre de spoilers!

Há tempos não via um filme como esse. Excelentes interpretações e história bem desenvolvida, diferente desses enlatados holywoodianos que tanto fazem sucesso.

A trama é envolvente apesar de ser um "suspense mais calmo", sem sustos, apenas as cenas passando e a história se desenrolando. Um filme quase sem trilha sonora que prima por respeitar a inteligência do espectador, fazendo de uma trama nem tão complexa e original, algo surpreendente.
As coisas vão acontecendo aos poucos causando um furacão de informações conforme o fim se aproxima, por isso, não pisque os olhos!

A história não é apenas a polícia tentando achar as crianças desaparecidas. É muito mais do que isso. O filme mostra o impacto do desaparecimento nas vidas dos pais, nas atitudes que eles tem, na mudança ou não de personalidade. A história tem um grande aprofundamento de personagens.

Keller Dover é um dos personagens centrais. Um homem amarrado em suas crenças que,  ao ver o desaparecimento de sua filha, acaba por ter sua fé abalada. Fica claro também que Dover é daqueles que acreditam piamente na ineficácia das instituições e se vê na obrigação de agir, antes que seja tarde demais.

Na minha opinião, o personagem principal e mais interessante, é o detetive Loki, muito bem interpretado por Jake Gyllenhaal. Loki investiga o desaparecimento das crianças. O detetive acaba por ser o depósito de fé das pessoas, a tal instituição que deve fazer valer a lei e trazer paz aos pais das crianças.
O detetive de fato é um personagem muito interessante. Possui várias tatuagens com símbolos de crenças, como a cruz, a estrela de oito pontas e várias outras em seus dedos. Além disso, temos o seu próprio nome, Loki, o deus do fogo e da confusão, segundo a mitologia nórdica. Outro ponto é a cena de apresentação do personagem, que é ele conversando com uma garçonete sobre os signos chineses.
Interessante é que Loki deverá "salvar" oito pessoas (numero de pontas da estrela): Os pais, o irmão e Anna. Os pais, a irmã e Joy. A estrela também simboliza o batismo e o renascimento.
Loki também usa um anel maçônico. Não estou tão certo sobre o significado, talvez também uma reunião de crenças, ou uma tentativa de simbolizar uma sociedade ou as instituições do Estado, já que o EUA foi fundado por maçons e teve como base a revolução francesa.
Deixando o blá blá blá todo, Loki é um bom personagem. É aquele detetive com faro, sabe? Que faz de tudo pra resolver os casos, que tenta prestar atenção em todas as coisas ao seu redor. Jake Gyllenhaal está de parabéns.

A história é resolvida, ao contrário de muitos comentários que eu vi por aí, sem furos e com um razoável final. Tentaram fazer um final meio "A Origem", mas não ficou tão ambíguo assim.
Foi muito legal ver que os acontecimentos foram muito bem amarrados e interligados, sempre contando com os questionamentos de fé, ainda que quase em segundo plano. Tudo sempre convergindo pra o tal do labirinto (não é spoiler, tá no trailer). Aqui vale lembrar que o labirinto é incorporado em livros e histórias religiosas como um simbolo de jornada épica através dos pecados pra chegar a salvação, como a peregrinação cristã para a Terra Santa, muito usado como adorno em igrejas medievais. E também é um lugar que brinca com a sanidade das pessoas, onde Teseu derrota o minotauro libertando Atenas dos tributos a Creta.

Atenção!
Inicio de comentários com spoilers! 
Cuidado!

Vi muitas dúvidas sobre acontecimentos do filme, então vou tentar explicar alguns:

Por que Joy diz que Keller a amordaçou?
Na verdade é um erro de tradução ou interpretação. Joy apenas diz que Keller estava onde elas estavam e que ambas foram amordaçadas, mas não diz que foi por ele.

O que significa o labirinto? 
O labirinto era uma forma dos sequestradores brincarem com a mente das crianças. É possível ver que o marido de Holly Jones usava um colar com o tal labirinto, então, talvez, ele já tinha uma certa obsessão pelo labirinto. O labirinto do minotauro era famoso por causar insanidade às pessoas que não conseguiam sair dele, até que o minotauro os matava, e é o que acontece na história, por isso as crianças tinha que completar o labirinto "em troca da liberdade", como fica exposto nos livros que são entregues a elas.
Já o simbolismo do labirinto seria a "peregrinação" de Keller, que vira um prisioneiro de sua própria obsessão não sabendo ao certo quais rumos tomar (como num labirinto).
Talvez também seja uma alusão à peregrinação de Loki, por não saber o que fazer e em que acreditar.

Qual a participação de Bob Taylor no sequestro?
Bob Taylor foi uma das vítimas do casal Jones. Bob acabou escapando ou sendo libertado, mas ficou traumatizado. Tenta se libertar até hoje, completando os labirintos. O trauma foi tamanho que vive encenando sequestros de crianças, como foi com ele. Holly só o reconhece quando seu retrato é mostrado na TV.
Portanto, ele não tem participação no sequestro, mas acaba se envolvendo e atrapalhando as investigações no intuito de representar o tal rapto.
É com Bob que vemos a real importância do labirinto.

Outro comentário que gostaria de fazer é sobre a adaptação do título. O original, "Prisioneiros" faz muito mais sentido, já que todos eram prisioneiros de algo. Loki era preso às pessoas e ao caso. As crianças estão presas em algum lugar. Os pais estavam presos àquela situação. Keller estava preso às suas convicções de tal forma que resolveu agir sozinho e no fim acabou realmente preso. Alex foi preso pela polícia, depois foi preso por Keller, sem falar que sempre viveu preso à Holly, já que foi sequestrado ainda criança. Enfim, há vários casos de prisões reais e sentimentais, mas "Os Suspeitos" são apenas Alex e Keller. O título real brinca com a razão e a emoção como o filme, enquanto que a adaptação é preto no branco.

Vi outras perguntas também, mas me parecem que foram feitas por não prestarem atenção no filme. Tá tudo lá!

Fim de comentários com spoilers!

Resumindo, Os Suspeitos mescla ótimas interpretações com um enredo instigante. Não é mais um filminho de suspense raso, não concentrando a história em apenas a caça às crianças desaparecidas, mas nos agracia com bons questionamentos e um grande aprofundamento de personagens.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA OS SUSPEITOS!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: São muito bons, bem caracterizados e interpretados! Um ponto!

Roteiro: Muito bom! Um pouco diferente do comum, ainda que bem simples. Um ponto!

Início: É bem parado. Todo aquele lance de família feliz e tal, quase desisti de assistir. Entretanto é necessário e o ritmo do filme não muda, então não tem porque começar um filme desse na pilha e depois diminuir, não é verdade? Um ponto!

Término: Muito bom! Simples, mas pareceu ser uma falha tentativa de ser um final profundo e ambíguo. Mesmo assim, fez todo o sentido. Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Praticamente não contém nenhum tipo de efeito especial nem trilha sonora. Os sons, fora ambientes, são bem sutis, o que fez muito sentido pra ditar o ritmo deste filme. Um ponto!

Por essa eu não esperava! 5 Canecas de Hidromel para Os Suspeitos!

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terça-feira, 25 de março de 2014

Filme: O Profissional.

Olá, aventureiros!
Falaremos de filme!

O Profissional:


Título Original: Léon
Ano: 1994
Duração: 133 Minutos
Gênero: Ação, Policial, Drama
País: França/EUA
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Patrice Ledoux
Elenco: Jean Reno, Gary Oldman, Natalie Portman, Danny Aiello
Sinopse: Um assassino profissional chamado Léon (Jean Reno) conhece Mathilda (Natalie Portman), uma garota de onze anos de idade que vive com a sua família "problemática": o seu pai é envolvido no tráfico de drogas, sua madrasta é uma prostituta e sua irmã a trata com muita violência. Seu irmãozinho mais novo, que tem quatro anos de idade, é sua única companhia. Quando a família da garota é assassinada, Mathilda se refugia com Léon e tenta convence-lo a lhe ensinar seu "ofício" para que ela possa vingar a morte do irmão. Ele ensina o básico para se tornar um matador profissional, desde a limpeza das armas, até seu primeiro tiro. Léon mata um dos policiais envolvidos na morte da família de Mathilda, desencadeando uma perseguição enfurecida dos colegas desse policial. Este matador profissional arrisca sua vida numa tentativa de escapar de uma cilada e salvar Mathilda.

Este texto é livre de spoilers!

Assisti esse filme ainda criança, quase adolescente, e achava um dos melhores filmes de ação do mundo! Hoje, com 23, já acho um filme comum, mas toda vez que assisto ainda me sinto tocado (ui) pelo filme.

O filme começa bem, uma boa cena de ação apresentando Leon. Depois uma cena dramática, que desencadeia a história do filme.
A trama segue muito bem, com Leon e Mathilda aprendendo a viver juntos, o que é estranho para Leon, que nunca criou raízes em lugar algum. Em meio a isso, temos Stanfeld, interpretado magistralmente por Gary Oldman, com suas peculiaridades, o grande "vilão" da história.
Devo destacar as belas atuações deste trio. Principalmente de Natalie Portman, mesmo com 13 anos, e sendo este seu primeiro filme. E também temos Gary Oldman sendo Gary Oldman!

Em meio ao drama de Mathilda, ainda criança, aprendendo a como ser uma assassina e ao afeiçoamento dela e de Leon (houve até uma certa censura no filme, por acharem essa relação "inapropriada"), temos muitas cenas de ação. Tiros e explosões para tudo que é lado. Achei as cenas um pouco exageradas, principalmente uma no final, em que o apartamento de Leon acaba virando uma zona de guerra entre ele e praticamente todos os policias (fortemente armados) disponíveis na cidade. Ficou enfadonho.
Temos também algumas cenas 'engraçadinhas', como Leon e Mathilda brincando de imitações e Stan e seus comparsas discutindo com uma velhinha.


No fim temos uma bela cena, bem simbólica. Gostei! Achei que foi como deveria ser, apesar de que essa cena e algumas anteriores foram bem clichês. Mas foram muito bem feitas.

Uma coisa que me incomodou foi a trilha sonora. Em alguns momentos parecia que tudo estava em silêncio, em outros, tinha uma música de fundo muito boa para a cena. As cenas sem trilha ficaram meio sem ação. Em algumas, como a cena do banheiro, de fato teria que ser no mais absoluto silêncio, mas o restante ficou estranho.

Enfim, O Profissional é um bom filme de ação e de drama, com boas atuações, roteiro sem furos, bastantes cenas de ação (algumas não tão boas) e um bom aprofundamento de personagens.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O PROFISSIONAL!

Agora, a nota, de 0 a 5:

Personagens: São bons. Na minha opinião o destaque fica para Stanfeld, com excelente cenas mostrando suas peculiaridades. Um ponto!

Roteiro: Simples, mais do mesmo mas sem muitos furos. Meio ponto!

Início: Bom. Cenas de ação e entrada de personagens. Um ponto!

Término: Bom, sem muito de diferente, mas bem competente e quase (eu disse quase) comovente. Um ponto!

Trilha sonora: Em algumas partes foi boa, em outras me incomodou. Meio ponto!

Portanto, 4 Canecas de Hidromel para O Profissional!

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Filme: Solomon Kane - O Caçador de Demônios.

Olá, aventureiros!
O papo da vez é filme!

Solomon Kane - O Caçador de Demônios:

Título Original: Solomon Kane
Ano: 2009
Duração: 104 Minutos
Gênero: Ação, Fantasia
País: Reino Unido/França/República Tcheca
Direção: Michael J. Bassett
Produção: Paul Berrow, Samuel Hadida, Kevan Van Thompson
Roteiro: Michael J. Bassett
Elenco: Max von Sydow, James Purefoy, Rachel Hurd-Wood, Pete Postlethwaite
Sinopse: Em 1600 no Norte da África, o mercenário inglês Solomon Kane lidera seus homens numa luta contra os Otomanos. No climax da luta eles invadem uma fortaleza e Solomon chega numa sala com espelhos mágicos nas paredes. Inesperadamente, demônios saem dos espelhos e matam a maioria dos homens mas Solomon consegue chegar até a Sala do Trono onde estão muitos tesouros. Ali ele enfrenta um demônio de capuz negro e espada flamejante. Solomon sabe pela criatura que a sua alma está condenada e foge pulando pela janela e cai no mar.
Desesperado pela sua condenação, Solomon procura proteção tatuando vários simbolos sagrados no corpo e se refugiando num monastério cristão mas o padre encarregado o manda embora depois de um sonho. Solomon então segue caminho de volta ao castelo de seu pai, tentando evitar qualquer ato de violência, mesmo quando é roubado por violentos salteadores. Ferido após o ataque, é ajudado pela família dos Crowthorns, puritanos que desejam viajar até o Novo Mundo. Solomon segue viagem com eles e se afeiçoa aos filhos do patriarca William, Samuel e a angelical Meredith. Mas logo os viajantes se encontram com os guerreiros enfeitiçados do mago Malachi, liderados por um brutal e silencioso cavaleiro mascarado. E Solomon deverá decidir se abandona o seu desejo de paz e reinicia a luta contra os demônios, fato que ele acredita condenará para sempre sua alma ao Inferno.

Este texto é livre de spoilers!

O personagem Solomon Kane é baseado em uma criação do mesmo autor de Conan, há muitas décadas atrás, entretanto não fez muito sucesso nem no Brasil, nem em lugar nenhum.
O filme acaba sendo "mais do mesmo", tem as mesmas características de sempre: mocinho atormentado pelos seus pecados se afeiçoa a pessoas que acabam morrendo ou se perdendo, cenários sempre em tons de cinza, marrom e negro, demônios atacando vilas inocentes, o herói confrontando o seu passado, blá blá blá. Apesar de não inovar, acaba por ser um filme competente. As atuações são boas, inclusive James Purefoy, que se encaixou muito bem como o caçador, apesar de ficar muito parecido com Van Hellsing - O Caçador de Monstros, estrelado por Wolverine Hugh Jackman, devido ao cabelo, roupas e pose (inclusive os posteres, que são muitos parecidos). O filme começa com uma luta entre Solomon Kane e um ceifador com uma espada gigante pegando fogo. Kane escapa, mas o ceifador promete que sua alma será levada ao inferno. Esse foi um grande pecado do filme, já que o ceifador não aparece mais. Ficou estranho ele não ter relação com o clímax do filme. O clímax se baseia em um feiticeiro e um cover do Balrog, do Senhor dos Anéis.
O filme segue bem apesar dessas falhas, com boas cenas de ação, boas falas de Kane ("Eu sou o único demônio aqui!") e alguns bons efeitos especiais. Não consegui notar muitos furos no roteiro.
É um filme para se passar o tempo apenas, quando não há outra coisa a se fazer, já que não inova, nem emociona, mas é bem atuado e feito com competência.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA SOLOMON KANE!

É ruim mas é bom.

Como sempre, vamos à nota, de 0 a 5:

Personagens: São bons. Solomon Kane é um bom personagem, mesmo não tendo nada de diferente e os outros personagens decorrente dos filmes foram bem interpretados. Um ponto!

Roteiro: Simples, mais do mesmo mas sem muitos furos. Meio ponto!

Início: Bom. Um ponto!

Término: Razoável, mas frustrante.

Trilha sonora: Simples, ficou parecendo que estava tocando a mesma trilha de fundo o filme inteiro.

Portanto, 2,5 Canecas de Hidromel para Solomon Kane!

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