Olá, pessoas
Hoje o papo é livro!
Capital Revelada - Ele, que caça emoções:
Edição: 1
Atlas Moniz tem 22 anos, é carioca, casado e formado em História pela UFF. Queria ser astronauta, mas não deu muito certo. Passa seus dias trabalhando com educação em museus, pesquisa histórica, escrita e com o maridão. Seus gêneros favoritos são fantasia urbana, ficção literária e histórica e memoirs.
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Até mais, e obrigado pelos peixes!
Hoje o papo é livro!
Capital Revelada - Ele, que caça emoções:
Edição: 1
Editora: Independente
Ano: 2012
Páginas: 190
Sinopse: O limite do vazio, emoções tomando forma. Olhos que o encaram do negrume, o espectro de um garoto há muito morto, uma realidade oculta. Para Luiz Azevedo, universitário e historiador em formação, tudo começa com uma foto velha, presumivelmente da década de 1920, de um jovem com feições do leste asiático: um rapaz que parece sair da foto para assombrar seus dias e noites, que parece segui-lo nos melhores e piores momentos.
Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio, um jovem socorrido em mais um de seus piores momentos. O tal Marcos Castelo Branco (ou Marcos Akiyama?), colega de faculdade de ascendência asiática, tem uma semelhança assustadora com o retratado na foto de oitenta anos antes. Quando Luiz e Marcos começam a se conhecer, quando seus destinos começam a se entremear, as grandes questões parecem uni-lo em um confronto contra o desconhecido: quem é o rapaz da foto e por que ele se parece com Marcos; por que ele insiste em observá-los de perto, das portas de seus quartos, parado e inexpressivo como uma estátua de mármore, morto há décadas?
Tudo começa e termina com uma foto.
Quem caça emoções ou enlouquece, ou perde a alma e se torna morto e vazio por dentro, ou morre.
Este texto é livre de spoilers.
Luiz é jovem estudante do Rio de Janeiro. Quando salva um garoto de um suicídio, tudo muda. Luiz adentra um mundo de sombras, emoções e fantasmas para descobrir, ao lado de seu novo amigo, a história por trás de uma misteriosa foto.
Um misto de fantasia urbana e suspense, Capital Revelada se destaca por um modo diferente de narrar a história e por retratar toda trama em terras cariocas.
A trama sobrenatural é densa e envolvente, não conta simplesmente a história, mas também foca na vida e nas emoções dos personagens.
A história possui doses de romance também, nada muito meloso (fica o agradecimento deste humilde blogueiro por isso).
A narrativa tem uma certa originalidade, as vezes a narração volta e reconta o acontecimento. Essa característica contribui e acrescenta muito. Ganhou pontos comigo.
Fora isso, algumas partes com mais ação ou muita coisa acontecendo pode ficar confuso, mas é bem raro.
O livro também é muito curto. Não veja isso como uma crítica e sim um elogio. A leitura voou e quando percebi, acabou.
Os personagens parecem saídos direto de um anime. Tem o protagonista, o parceiro dele, quieto e sombrio, tem a garota espalhafatosa que ama coisas chamativas e conversa intimamente com qualquer um, e por aí vai.
São personagens profundos e o leitor vai se ver ali no meio deles, como nas boas histórias literárias.
Em suma, um livro diferente e muito fluido que põe a capital carioca em um cenário de fantasia urbana! Merece uma oportunidade dos leitores do gênero.
Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio, um jovem socorrido em mais um de seus piores momentos. O tal Marcos Castelo Branco (ou Marcos Akiyama?), colega de faculdade de ascendência asiática, tem uma semelhança assustadora com o retratado na foto de oitenta anos antes. Quando Luiz e Marcos começam a se conhecer, quando seus destinos começam a se entremear, as grandes questões parecem uni-lo em um confronto contra o desconhecido: quem é o rapaz da foto e por que ele se parece com Marcos; por que ele insiste em observá-los de perto, das portas de seus quartos, parado e inexpressivo como uma estátua de mármore, morto há décadas?
Tudo começa e termina com uma foto.
Quem caça emoções ou enlouquece, ou perde a alma e se torna morto e vazio por dentro, ou morre.
Este texto é livre de spoilers.
Luiz é jovem estudante do Rio de Janeiro. Quando salva um garoto de um suicídio, tudo muda. Luiz adentra um mundo de sombras, emoções e fantasmas para descobrir, ao lado de seu novo amigo, a história por trás de uma misteriosa foto.
Um misto de fantasia urbana e suspense, Capital Revelada se destaca por um modo diferente de narrar a história e por retratar toda trama em terras cariocas.
A trama sobrenatural é densa e envolvente, não conta simplesmente a história, mas também foca na vida e nas emoções dos personagens.
A história possui doses de romance também, nada muito meloso (fica o agradecimento deste humilde blogueiro por isso).
A narrativa tem uma certa originalidade, as vezes a narração volta e reconta o acontecimento. Essa característica contribui e acrescenta muito. Ganhou pontos comigo.
Fora isso, algumas partes com mais ação ou muita coisa acontecendo pode ficar confuso, mas é bem raro.
O livro também é muito curto. Não veja isso como uma crítica e sim um elogio. A leitura voou e quando percebi, acabou.
Os personagens parecem saídos direto de um anime. Tem o protagonista, o parceiro dele, quieto e sombrio, tem a garota espalhafatosa que ama coisas chamativas e conversa intimamente com qualquer um, e por aí vai.
São personagens profundos e o leitor vai se ver ali no meio deles, como nas boas histórias literárias.
Em suma, um livro diferente e muito fluido que põe a capital carioca em um cenário de fantasia urbana! Merece uma oportunidade dos leitores do gênero.
Nota: 4 Canecas de Hidromel
O Autor:
Atlas Moniz tem 22 anos, é carioca, casado e formado em História pela UFF. Queria ser astronauta, mas não deu muito certo. Passa seus dias trabalhando com educação em museus, pesquisa histórica, escrita e com o maridão. Seus gêneros favoritos são fantasia urbana, ficção literária e histórica e memoirs.Facebook | Twitter | Site
Até mais, e obrigado pelos peixes!




































