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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Livro: Excalibur - Bernard Cornwell [As Crônicas de Artur]

Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!

As Crônicas de Artur - Volume 3: Excalibur (versão lida):
Título Original: Excalibur
Série: As Crônicas de Artur
Autor: Bernard Cornwell
Edição: 20
ISBN: 9788501061157
Editora: Record
Ano: 2013
Publicação Original: 1997
Páginas: 532
Tradutor: Alves Calado
Sinopse: A saga do maior guerreiro de todos os tempos vista à luz das mais recentes descobertas arqueológicas chega ao seu final neste terceiro volume da trilogia ´As Crônicas de Artur´. Uma conclusão surpreendente das aventuras de um homem que todos pensavam ter sido Rei, mas que jamais usou uma coroa.


"O destino é inexorável."

Esse texto apresenta spoilers do primeiro e segundo volume!

Agora, Merlin de posse dos Treze Tesouros da Britânia, inicia o mais ousado de seus feitiços: Trazer os antigos deuses de volta e expulsar os cristãos, que ganharam muito poder na Britânia.
Ao mesmo tempo, os saxões se juntam para invadir e conquistar a Britânia.
Agora, querendo ou não, quem manda é Artur.

O livro é dividido em 4 partes:
Parte 1 - As Fogueiras do Mai Dun:

É nessa parte que Merlin, ao lado de Nimue, cria um verdadeiro espetáculo para trazer os deuses novamente.

Parte 2 - Mynydd Baddon:

Nessa parte, os guerreiros de Derfel lutam heroicamente em uma batalha registrada pela história.

Parte 3 - A Maldição de Nimue:

Um tempo se passa depois dos acontecimentos da primeira e segunda parte. Aqui, o apelo é voltado a Derfel e Ceinwyn, onde há uma crise assustadora.

Parte 4 - O Último Feitiço:

Última parte contando a batalha mais épica já narrada em um livro.

E é em Excalibur, meus caros, que se encerra a jornada do rei que não foi rei. Aqui acaba as aventuras de Derfel, Galahad, Culhwch, Cuneglas, Sagramor, Lancelot, Merlin, Mordred, Artur e tantos outros personagens que me acostumei a amar e a odiar.

O livro narra magistralmente o percurso da Britânia que era pagã, tornando-se cada vez mais cristã. Aliado a isso, vemos várias batalhas sendo travadas. Há tantas reviravoltas nesse livro que fica difícil falar sem spoiler. O primeiro inimigo a aparecer no livro são os saxões. Aelle e Cerdic voltam com força total nesse livro. Mas não serão só eles a lutar com Artur não. Acontece uma verdadeira bola de neve, deixando a Britânia de pernas para o ar.

Ao longo dos livros, aprendi a gostar de Merlin e até mesmo de Nimue. O que acontece com ambos nesse livro é para abalar o mais sério dos leitores, mas como dizia Merlin, o destino é inexorável.

Bernard Cornwell nos agracia com uma bela escrita e uma bela história, do começo da saga, lá no primeiro volume, o Rei do Inverno, até a última palavra do último livro.

Agora, a espada de Artur passou a ser chamada integralmente de Excalibur, não mais sendo chamada pelo indizível nome original. Achei melhor assim, mas quebrou um pouco a ideologia criada por Cornwell, em mostrar uma nova visão de Artur. O livro é tão incrível que dificilmente você irá notar isso.

Resumindo, o livro é mais que excelente, tem um belo e triste final e agora eu não sei mais o que fazer dessa minha vida. Depressão pós-saga bateu aqui.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA EXCALIBUR!

Vamos a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes. Gosto de todos, até dos inimigos! Um ponto!

História: Uma excelente continuação. Um ponto!

Escrita: Muito boa, Cornwell mantém o nível. Um ponto!

Início: Diferente dos primeiros livros, esse me prendeu logo no começo! Um ponto!

Desfecho: Muito bonito e triste, com uma alusão ao final das histórias arturianas narradas por aí! Um ponto!

Portanto, 5 Canecas de Hidromel para Excalibur!!!

Confira a saga:
Livro 1: O Rei do Inverno
Livro 2: O Inimigo de Deus
Livro 3: Excalibur

Para mais livros, clique aqui.

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Livro: O Inimigo de Deus - Bernard Cornwell [As Crônicas de Artur]

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é livro!

As Crônicas de Artur - Volume 2: O Inimigo de Deus (versão lida):
Título Original: The Enemy Of God
Série: As Crônicas de Artur
Autor: Bernard Cornwell
Edição: 19
ISBN: 9788501061188
Editora: Record
Ano: 2013
Publicação Original: 1996
Páginas: 518
Tradutor: Alves Calado
SinopseEste é o segundo volume que retrata a partir de novos fatos e descobertas arqueológicas o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro que luta para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. A Britânia está pronta para expulsar de uma vez os invasores saxões. Mas se por um lado o país está unificado politicamente, por outro a luta entre as religiões ancestrais e o cristianismo divide o povo. Diante da propagação da nova fé, Merlin empreende uma busca pelo caldeirão sagrado - objeto mágico poderoso, capaz de trazer de volta os antigos deuses e aniquilar os saxões e os cristãos. Ao longo desta jornada, ele é acompanhado pelo guerreiro Derfel em sua peregrinação por lugares distantes e perigosos, onde vivem aventuras inesquecíveis.

"Você quer que o mundo seja justo? Então imagine um mundo sem reis, sem rainhas, sem lordes, sem paixão e sem magia. Você gostaria de viver nesse mundo opaco?"

Fiz um post falando do primeiro livro aqui!

Este texto é cheio de spoilers do primeiro livro, O Rei do Inverno!!!

Depois da sangrenta batalha do Lugg, enfim Artur encontra a paz tão desejada. O trono de Mordred está seguro e Artur governa. Derfel, que no começo era apenas um órfão escravo adotado por Merlin, é agora um dos principais guerreiros de Artur, cuja fama se espalha pela Britânia. Merlin, enfim, apareceu quase magicamente. E é depois desses fatos que "O Inimigo de Deus" começa!

Após a ultima batalha narrada em "O Rei do Inverno", as coisas se aquietam e o foco do segundo livro é mostrar a jornada de Merlin em busca do Caldeirão de Clyddno Eiddyn, um dos Treze Tesouros da Britânia.
Antes da jornada, há alguns acontecimentos, talvez arquitetados por Merlin e Nimue, que propiciam a busca.

O livro é basicamente dividido em duas partes: A busca pelo caldeirão e as batalhas religiosas.
A primeira parte é meio devagar. É muito bacana ver os acontecimentos que envolvem Nimue, Merlin, Derfel, Ceinwyn e Lancelot, e depois tudo se encaixando, mostrando que Merlin é um grande estrategista.
Essa parte é essencial para a história, mas não empolga. Quando ela acaba, há um intervalo de alguns anos até a segunda parte. Nesse meio tempo, Cornwell conseguiu encaixar o aclamado romance de "Tristão e Isolda". Ficou bem encaixado e acabou tendo muita importância na história.

A parte da busca do caldeirão é bacana, só isso. Há grandes histórias sobre busca de caldeirões na mitologia celta e temos a versão cristã da história, a busca pelo Santo Graal, o cálice sagrado, então foi bacana ter essa parte, mas deixou um ritmo lento no começo do livro.

Lá pelo meio do livro começa a segunda parte. Agora, Mordred tem idade para ser aclamado rei. Agora os cristãos estão mais fortes e numerosos. Agora é que o livro fica bom.
Não vou falar muito, pois é uma parte complexa, cheia de intriga e batalhas e se você está lendo esse texto sem ter lido o livro, vai perder parte da experiencia.

Essa segunda parte começa lá pela página 250 ou 300, mais ou menos. O livro tem umas 500 páginas. Quando comecei essa segunda parte, só parei quando acabou o livro. É muito boa, com Artur dividido, Derfel, Merlin e Nimue vingativos e Lancelot mais ativo.
E o final... ah o final. Aquele ultimo parágrafo me arrepiou!

Todos sabemos grande parte das histórias arturianas e nela tem um famoso triangulo amoroso. Se você leu algum livro sobre ou viu um filme, sabe do que estou falando. Quando comecei a ler o primeiro livro, fiquei meio com o pé atrás sobre essa parte, já que Cornwell quis dar um aspecto realista ao livro. Depois fiquei achando que ele ia deixar essa parte de lado. Mas aqui neste segundo livro ela está presente e eu achei genial a forma como foi encaixada. Simplesmente genial.

O que pode desagradar os fãs é a retratação de Lancelot, que é um dos mais aclamados heróis das lendas, como um grande filho da puta. Sim, filho da puta. Não há outro termo que se encaixa tão bem como esse.
Eu adorei.

Outra coisa que adorei é o alívio cômico propiciado por Merlin. Em alguns momentos ele é profundo, mas na maioria é hilário!
"Queijo, Derfel. Não ouviu? Estou com fome de queijo. Tínhamos um pouco. Estava enrolado num pano. E onde está meu cajado? Um homem se deita para dormir um pouco e imediatamente roubam seu cajado. Não existe mais honestidade? É um mundo terrível. Sem queijo, sem honestidade e sem cajado."

No livro, também vemos o surgimento da tal Távola Redonda, mas com esse toque de 'não-lenda' que Cornwell dá a todos os elementos ligados a Artur.

Enfim, difícil falar sem dar muitos spoilers, então o que fica é a recomendação de uma ótima obra, com um começo parado, mas com uma reviravolta de causar sangramento nasal, ótima escrita por parte de Cornwell e os personagens mais selvagens e carismáticos da antiga Britânia.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O INIMIGO DE DEUS!

Vamos a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes. Gosto de todos, até dos inimigos! Um ponto!

História: Uma excelente continuação do excelente primeiro livro. Um ponto!

Escrita: Muito boa, Cornwell mantém o nível. Um ponto!

Início: Não é ruim, mas não me empolgou muito. A busca pelo caldeirão é meio parada. Meio ponto!

Desfecho: Excelente! Um ponto!

Portanto, 4,5 Canecas de Hidromel para O Inimigo de Deus!!!

Agora me dá licença que eu vou lá ler o último livro!

Acompanhe As Crônicas de Artur:
Livro 1 - O Rei do Inverno
Livro 2 - O Inimigo de Deus
Livro 3 - Excalibur

Para mais livros, clique aqui.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Livro: O Rei do Inverno - Bernard Cornwell [As Crônicas de Artur]

Olá, aventureiros!
Preparem-se! Formar PAREDE DE ESCUDOS! AGORA!

As Crônicas de Artur - Volume 1: O Rei do Inverno (versão lida):
Título Original: The Winter King
Autor: Bernard Cornwell
Edição: 24
ISBN: 9788501061140
Editora: Record
Ano: 2013
Publicação Original: 1995
Páginas: 546
Tradutor: Alves Calado
Sinopse: O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

"Bom. A fúria é muito útil, e a querida Nimue tem talento para isso. Uma das coisas que não suporto nos cristãos é sua admiração pela humildade. Imagine transformar a humildade numa virtude! Humildade! Você consegue imaginar um céu cheio somente de humildes? Que ideia pavorosa! A comida ficaria fria enquanto todo mundo ia passando os pratos uns para os outros. A humildade não é boa Derfel. A raiva e o egoísmo são as qualidades que fazem o mundo marchar." 
- Merlin

Este texto é livre de spoilers!

O Rei do Inverno é o primeiro livro da aclamada trilogia "As Crônicas de Artur". Nele podemos ver os primeiros passos de Artur para se tornar o lendário guerreiro, sob o ponto de visto do monge Derfel (pronúncia-se Dervel), que quando mais jovem era um dos grandes guerreiros de Artur.

Bernard Cornwell transforma a lenda de Artur em algo mais plausível, colocando as grandes magias dos druidas, como Merlin, em algo mais sútil, além de ter usado fontes históricas sobre Artur, logo, aqui não vemos Camelot como nas famosas histórias, nem Excalibur sendo retirada da pedra nos mostrando o verdadeiro rei. Pode parecer uma crítica, mas não é. Muito pelo contrário, é extraordinário ver Artur, Morgana, Uther Pendragon, Galahad, Merlin e tantos outros lendários em um cenário totalmente real, usando a antiga geografia europeia.

Na trama, Derfel, já velho, começa a documentar as histórias de Artur, de como "verdadeiramente" aconteceu , já que os poetas e bardos moldaram e transformaram a história em lenda. Derfel viu as batalhas de perto, viveu ao lado dos guerreiros e dos druidas e tudo é detalhadamente registrado.
O amor de Artur por Guinevere, as lutas e batalhas entre os povos da britânia, as guerras contra os invasores saxões e a diversificação das religiões e crenças da britânia pós-romana.

A escrita de Cornwell é incrível. Confesso que o começo me deixou empertigado, pois Artur e seus cavaleiros demoram a aparecer assim como as grandes batalhas. O que vemos é Derfel e Nimue, moradores do Tor, a casa de Merlin. A relação de Derfel e Nimue é levemente parecida com a de Artur e Merlin; um é o guerreiro e o outro o sábio, ambos com o destinos ligados.
Um pouco depois do começo, a história engrena e aí fica difícil largar o livro. Tudo é maravilhosamente escrito, as batalhas, os diálogos entre os personagens e os do narrador com o leitor.
O narrador, que é Derfel, as vezes chega a brincar com o leitor, contando o que vai acontecer no final do capítulo logo no início, te fazendo se remexer na cadeira querendo saber como raios isso vai acontecer.

A magia aqui existe, ou talvez não. Há feitiços, objetos mágicos, feiticeiros, crenças e religião, mas nada é muito pomposo. Talvez os feiticeiros sejam, mas isso não significa que a magia é real.
Merlin é considerado o druida mais poderoso vivo e muitos tremem apenas de estar ao seu lado. Tão poderoso que não sente remorso em fazer chacota de um rei. Mas não há bola de fogo sendo lançada de um cajado, não há raios e trovões apenas com o um movimento manual. Fica a critério do leitor se o que aconteceu foi magia ou apenas sorte ou coincidência. Um druida faz uma mágica parede entre o exército atacante e o defensor. O atacante não passa por lá, mas será resultado da magia em si ou por medo do exercito? Eles não passam por lá pois não conseguem ou não querem arriscar?
Ficou bem legal assim, a magia existe, mas porque cremos que ela existe.

O final também é impressionante. Me senti em um campo de batalha. Juro que limpei meus óculos algumas vezes devido aos espirros de sangue que voavam das páginas. E o bom é que o fim do livro é o fim daquela história, não é uma única história que se arrasta pela trilogia inteira, ainda que os acontecimentos deste livro são a base para os acontecimentos dos próximos livros.

Acredito que o único ponto negativo foi a edição lida. As páginas são transparentes, sendo possível ver as letras da página de trás. Além disso, há alguns pequenos erros, como 'mais' no lugar de 'mas', 'Arthur' no lugar de 'Artur', ausência de vírgulas e outros pequenos detalhes, mas nada de muito grave.
Em compensação possui uma bela capa com abas.

Uma coisa muito bacana é a presença de um glossário sobre os personagens no inicio do livro, bem como outro glossário com os lugares citados na trama com seus respectivos nomes hoje. Há também um pequeno mapa da britânia.

O que eu estranhei foi a ausência dos grandes cavaleiros. Onde estavam Dagonet, Gawain, Kay e tantos outros? Com o passar da trama me toquei que vários desses personagens foram realocados, não os fazendo, necessariamente, guerreiros de Artur. Dagonet, por exemplo, é apenas mencionado como um dos cavaleiros de Artur, enquanto que Galahad é um príncipe que só chega às batalhas depois de Artur ganhar fama. Bors é um dos guerreiros de Bernoic (território francês, atualmente), Leodegan é pai de Guinevere, assim como nas lendas, mas não é um cavaleiro. Enfim, alguns estão presentes e confesso que gostei do rearranjo. Ficou algo mais plausível de aceitar já que o livro não é apenas sobre guerras e é apenas nas guerras que os cavaleiros aparecem.

Em suma, O Rei do Inverno mostra um Artur incrível, mas não lendário. Sem távola redonda mas com batalhas, druidas e um certo romance. Personagens carismáticos, história bem construídas e uma ótima narrativa. Tá esperando o que para ler?

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O REI DO INVERNO!

Vamos a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes. Magistralmente caracterizados e com muito carisma. Um ponto!

História: É como se as lendas tivessem se tornado real. Um ponto!

Escrita: Muito boa, te faz embarcar na idade média com maestria. Um ponto!

Início: Não é ruim, mas não me empolgou muito. Acredito que fui com a "vibe" errada, achando que o livro ia ser sobre Artur do início ao fim, já começando com o frenesi total. Meio ponto!

Desfecho: Excelente! Um ponto!

Portanto, 4,5 Canecas de Hidromel para O Rei do Inverno!!!

Acompanhe As Crônicas de Artur:
Livro 1 - O Rei do Inverno
Livro 2 - O Inimigo de Deus
Livro 3 - Excalibur

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