Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!
A Morte e os Seis Mosqueteiros:
Edição: 1
Hoje o papo é livro!
A Morte e os Seis Mosqueteiros:
Edição: 1
Editora: Jaguatirica
Ano: 2014
Páginas: 140
Sinopse: Em seu novo romance policial, Anatole Jelihovschi mergulha fundo no cotidiano das infâncias perdidas, dos relacionamentos partidos, das oportunidades que tantos ainda acreditam distantes demais da realidade.
A morte e os seis mosqueteiros é a história de seis garotos muito amigos de uma favela. Quando crianças, tudo era uma grande brincadeira. Os meninos gostavam de se imaginar nos mundos de capa e espada, ou na peça ‘O fantasma da ópera’, mas na verdade moravam em uma favela violenta, com bandidos e policiais trocando tiros e matando gente. Ainda quando a infância sequer os havia deixado, a violência e o tráfico na comunidade em que viviam, de uma forma ou de outra, acabariam por envolvê- los em uma teia de morte, assassinando seus sentimentos, valores e, principalmente, sua amizade.
Na favela não existe futuro, não. A gente ganha dinheiro para ter comida em casa e tomar cerveja no fim de semana, quando dá. Ninguém estuda para se tornar doutor ou casar com garota rica, ganhar dinheiro e essas coisas todas. A gente precisa botar comida em casa, e é só. É isso hoje, vai ser isso amanhã. Ninguém lá pensa no futuro, só importa o hoje. (...) Por isso esse negócio de morrer com dezessete, vinte e cinco ou oitenta anos, dá tudo na mesma. Ninguém tem futuro pela frente mesmo, e não se perde nada ao se morrer jovem aqui.
Este texto é livre de spoilers.
Zequinha, Juca Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande, Batata e Meia-Noite são grandes amigos que passam a infância inocente na favela, brincando e crescendo. Fingem ser Os Seis Mosqueteiros e fazem a promessa de um por todos e o todos por um. Porém as crianças crescem em um lugar sujo e vulgar e a vida os separa. Cada um segue um rumo. Zequinha, o narrador da história, procura estudar e arrumar um emprego. Os outros mosqueteiros, alguns morreram, outros entraram para a vida de crime. O certo é que o bando se separou, mas um laço ainda os unes e essa é a trama do livro.
Já ouviu a expressão Pé na porta, soco na cara? Bem, o livro faz jus a essa expressão. O modo como o autor retrata a vida na favela é bem imersivo e causa um impacto no leitor. Retrata diversos temas pesados como o tráfico, pedofilia, preconceito e vingança.
O livro é narrado sob o ponto de vista de Zequinha, que nos mostra, desde a infância até a vida adulta, as dificuldades de se viver numa favela. As mortes, os medos e os perigos. A narração é bem simples e fluida. A simplicidade é proposital, pois Zequinha abandona os estudos logo cedo. É apenas mais um menino de favela, sem sonhos e sem futuro.
O enredo é cativante e como toda boa obra que retrata a realidade brasileira é imprevisível. Não dá pra saber o que vem em seguida. Sendo assim, capítulo a capítulo o leitor se vê preso numa trama muito bem fechada e com um final totalmente inesperado. Achei o final inusitado, não me empolgou tanto, mas valeu cada página virada, cada palavra lida.
A edição é muito bem revisada, com uma capa que consegue transmitir a sua essência. É bem pequena, apenas 140 páginas, mas é grande de conteúdo.
O leitura foi realizada graças ao Book Tour! (O mesmo livro é passado entra alguns blogueiros para a realização de resenhas). Mais 3 blogs fazem parte da viagem desse livro. Dois blogs já publicara suas resenhas:
Leituras e gatices
Eu curto literatura
E o próximo a resenhar será:
Oráculo de elfos
Gostaria de agradecer novamente o contato e a oportunidade. Adorei participar desse Book Tour!
Até mais, e obrigado pelos peixes!
A morte e os seis mosqueteiros é a história de seis garotos muito amigos de uma favela. Quando crianças, tudo era uma grande brincadeira. Os meninos gostavam de se imaginar nos mundos de capa e espada, ou na peça ‘O fantasma da ópera’, mas na verdade moravam em uma favela violenta, com bandidos e policiais trocando tiros e matando gente. Ainda quando a infância sequer os havia deixado, a violência e o tráfico na comunidade em que viviam, de uma forma ou de outra, acabariam por envolvê- los em uma teia de morte, assassinando seus sentimentos, valores e, principalmente, sua amizade.
Na favela não existe futuro, não. A gente ganha dinheiro para ter comida em casa e tomar cerveja no fim de semana, quando dá. Ninguém estuda para se tornar doutor ou casar com garota rica, ganhar dinheiro e essas coisas todas. A gente precisa botar comida em casa, e é só. É isso hoje, vai ser isso amanhã. Ninguém lá pensa no futuro, só importa o hoje. (...) Por isso esse negócio de morrer com dezessete, vinte e cinco ou oitenta anos, dá tudo na mesma. Ninguém tem futuro pela frente mesmo, e não se perde nada ao se morrer jovem aqui.
Este texto é livre de spoilers.
Zequinha, Juca Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande, Batata e Meia-Noite são grandes amigos que passam a infância inocente na favela, brincando e crescendo. Fingem ser Os Seis Mosqueteiros e fazem a promessa de um por todos e o todos por um. Porém as crianças crescem em um lugar sujo e vulgar e a vida os separa. Cada um segue um rumo. Zequinha, o narrador da história, procura estudar e arrumar um emprego. Os outros mosqueteiros, alguns morreram, outros entraram para a vida de crime. O certo é que o bando se separou, mas um laço ainda os unes e essa é a trama do livro.
Já ouviu a expressão Pé na porta, soco na cara? Bem, o livro faz jus a essa expressão. O modo como o autor retrata a vida na favela é bem imersivo e causa um impacto no leitor. Retrata diversos temas pesados como o tráfico, pedofilia, preconceito e vingança.
O livro é narrado sob o ponto de vista de Zequinha, que nos mostra, desde a infância até a vida adulta, as dificuldades de se viver numa favela. As mortes, os medos e os perigos. A narração é bem simples e fluida. A simplicidade é proposital, pois Zequinha abandona os estudos logo cedo. É apenas mais um menino de favela, sem sonhos e sem futuro.
O enredo é cativante e como toda boa obra que retrata a realidade brasileira é imprevisível. Não dá pra saber o que vem em seguida. Sendo assim, capítulo a capítulo o leitor se vê preso numa trama muito bem fechada e com um final totalmente inesperado. Achei o final inusitado, não me empolgou tanto, mas valeu cada página virada, cada palavra lida.
A edição é muito bem revisada, com uma capa que consegue transmitir a sua essência. É bem pequena, apenas 140 páginas, mas é grande de conteúdo.
Nota: 4,5 Canecas de Hidromel
O leitura foi realizada graças ao Book Tour! (O mesmo livro é passado entra alguns blogueiros para a realização de resenhas). Mais 3 blogs fazem parte da viagem desse livro. Dois blogs já publicara suas resenhas:
Leituras e gatices
Eu curto literatura
E o próximo a resenhar será:
Oráculo de elfos
Gostaria de agradecer novamente o contato e a oportunidade. Adorei participar desse Book Tour!
Até mais, e obrigado pelos peixes!











































































