Olá, pessoas!
Hoje o papo é livro!
2111 D.C. O Condado dos Expatriados:
Edição: 1
Hoje o papo é livro!
2111 D.C. O Condado dos Expatriados:
Edição: 1
Editora: Ler Editorial
Ano: 2015
Páginas: 240
Sinopse: Em dezembro de 2036, um mês após eclodir a Terceira Grande Guerra, uma série de catástrofes, aparentemente naturais, e uma suposta arma química em forma de vírus, dizimou, a nível global, mais de 99,9% da espécie humana.
Nos seis meses que se seguiram, o nível do mar subiu cerca de 70 metros, ao passo em que a crosta terrestre tornou-se instável, salvo um conjunto de arquipélagos recém-formado, nas proximidades fronteiriças das antigas nações da Costa Rica e Panamá. Por motivos ainda não conhecidos, essa passou a ser a única área estável do planeta de que se tem notícia.
Nas primeiras duas décadas após o Dezembro de 2036, ou “D36” como ficou conhecido, esta área foi sistematicamente ocupada pelos últimos remanescentes da população humana. A maior parte, resgatada e trazida por expedicionários, dos mais variados rincões dos antigos continentes.
Doze Cidades-Estado emergiram e a zona estável, com as mais de duzentas ilhas que a compunha, foi demarcada e subdividida entre elas. Posteriormente, este número cairia para onze Cidades-Estado.
E é neste instável cenário político, de mares salpicados por ruínas, navegantes exploradores e criminosos expatriados de vida nômade, que o Capitão Cananeu Zus Airã narrará os 111 dias de uma saga que poderá conduzir a zona estável e suas novas e últimas nações, para aquilo que uma profecia “Pós-Apocalipse” alude ser: o Quarto e Último Grande Conflito entre Tribos.
Em águas e terras estranhas, sempre considere a pior hipótese como a mais provável.
Este texto é livre de spoilers.
O livro se passa em um mundo distópico onde a população mundial foi quase dizimada e o planeta é mais aquático que nunca. A trama é sobre o Capitão Zus Airã, que depois de um incidente se perde e vira um náufrago. Ele vaga pelo novo mundo e se depara com perigosos narcomercadores expatriados.
Bem se vê desde o começo que é um livro feito com esmero. Detalhes importantes e trama muito bem construída. Apesar de a narração ser feita por um personagem, o autor usa diversas vezes de um recurso para contar o passado e o presente desse mundo: através de diálogos e suposições dos próprios personagens. Isso, mais o fato dos capítulos serem curtos, a história fica bem fluida e a leitura corre solta.
O personagem principal é o Capitão Zus Airã. É um personagem forte e sagaz, um ótimo protagonista. Há outros personagens, mas nenhum com tamanha expressão na narrativa como esse. Tudo gira em torno dele. Assim, o livro carece de grandes personagens, mas os poucos que participam chegam a cativar, como a Branca de Neve.
Interessante é que como Zus está em terras e águas estranhas, não conhece ninguém, sendo assim, não sabe os nomes de ninguém. Então os personagens são chamados por apelidos cedidos pelo capitão.
A trama se passa no ano de 2111. Algo aconteceu com o mundo e a população mundial foi quase dizimada. As calotas polares degelaram e o mundo foi inundado, restando apenas algumas ilhas habitáveis. É um cenário diferente das distopias atuais (lembra muito aquele filme antigo com o Kevin Spacey, Waterworld - O Segredo das Águas), mas também retrata, ainda de forma superficial até mesmo por ser o primeiro livro de uma trilogia, a organização política, algo que pesa muito ao gênero distópico. Como disse, essa parte é meio superficial, mas o livro deixa claro que será de suma importância em suas sequencias. A história é mais de exploração e aventura em um cenário distópico.
A narrativa tem uma escrita quase que formal demais. Pode complicar a leitura, mas apenas no começo. Depois que a história engrena o leitor já há de ter se acostumado ao modo de relato.
A edição tem uma capa muito bonita, sem erros de português e uma diagramação muito boa. No fim há um mapa e as bandeiras das novas nações. Este é o primeiro livro de uma trilogia a ser lançada pela Ler Editorial.
Em suma, um livro incrível, com uma história original e um bom protagonista. Uma leitura fluida e imersiva. Um livro distópico diferente e cativante!
Sobre o autor:
Nos seis meses que se seguiram, o nível do mar subiu cerca de 70 metros, ao passo em que a crosta terrestre tornou-se instável, salvo um conjunto de arquipélagos recém-formado, nas proximidades fronteiriças das antigas nações da Costa Rica e Panamá. Por motivos ainda não conhecidos, essa passou a ser a única área estável do planeta de que se tem notícia.
Nas primeiras duas décadas após o Dezembro de 2036, ou “D36” como ficou conhecido, esta área foi sistematicamente ocupada pelos últimos remanescentes da população humana. A maior parte, resgatada e trazida por expedicionários, dos mais variados rincões dos antigos continentes.
Doze Cidades-Estado emergiram e a zona estável, com as mais de duzentas ilhas que a compunha, foi demarcada e subdividida entre elas. Posteriormente, este número cairia para onze Cidades-Estado.
E é neste instável cenário político, de mares salpicados por ruínas, navegantes exploradores e criminosos expatriados de vida nômade, que o Capitão Cananeu Zus Airã narrará os 111 dias de uma saga que poderá conduzir a zona estável e suas novas e últimas nações, para aquilo que uma profecia “Pós-Apocalipse” alude ser: o Quarto e Último Grande Conflito entre Tribos.
Em águas e terras estranhas, sempre considere a pior hipótese como a mais provável.
Este texto é livre de spoilers.
O livro se passa em um mundo distópico onde a população mundial foi quase dizimada e o planeta é mais aquático que nunca. A trama é sobre o Capitão Zus Airã, que depois de um incidente se perde e vira um náufrago. Ele vaga pelo novo mundo e se depara com perigosos narcomercadores expatriados.
Bem se vê desde o começo que é um livro feito com esmero. Detalhes importantes e trama muito bem construída. Apesar de a narração ser feita por um personagem, o autor usa diversas vezes de um recurso para contar o passado e o presente desse mundo: através de diálogos e suposições dos próprios personagens. Isso, mais o fato dos capítulos serem curtos, a história fica bem fluida e a leitura corre solta.
O personagem principal é o Capitão Zus Airã. É um personagem forte e sagaz, um ótimo protagonista. Há outros personagens, mas nenhum com tamanha expressão na narrativa como esse. Tudo gira em torno dele. Assim, o livro carece de grandes personagens, mas os poucos que participam chegam a cativar, como a Branca de Neve.
Interessante é que como Zus está em terras e águas estranhas, não conhece ninguém, sendo assim, não sabe os nomes de ninguém. Então os personagens são chamados por apelidos cedidos pelo capitão.
- A bem da verdade, Homem de Canaã, os únicos amigos de um expatriado, é sua faca, seu cão, e os sete palmos de terra que o aguarda.
A trama se passa no ano de 2111. Algo aconteceu com o mundo e a população mundial foi quase dizimada. As calotas polares degelaram e o mundo foi inundado, restando apenas algumas ilhas habitáveis. É um cenário diferente das distopias atuais (lembra muito aquele filme antigo com o Kevin Spacey, Waterworld - O Segredo das Águas), mas também retrata, ainda de forma superficial até mesmo por ser o primeiro livro de uma trilogia, a organização política, algo que pesa muito ao gênero distópico. Como disse, essa parte é meio superficial, mas o livro deixa claro que será de suma importância em suas sequencias. A história é mais de exploração e aventura em um cenário distópico.
A narrativa tem uma escrita quase que formal demais. Pode complicar a leitura, mas apenas no começo. Depois que a história engrena o leitor já há de ter se acostumado ao modo de relato.
A edição tem uma capa muito bonita, sem erros de português e uma diagramação muito boa. No fim há um mapa e as bandeiras das novas nações. Este é o primeiro livro de uma trilogia a ser lançada pela Ler Editorial.
Em suma, um livro incrível, com uma história original e um bom protagonista. Uma leitura fluida e imersiva. Um livro distópico diferente e cativante!
Nota: 4,5 Canecas de Hidromel
Sobre o autor:
Ricarte Sales nasceu em 1979, no Rio Grande do Norte. Mora na cidade do Rio de Janeiro desde 2001. Leitor assíduo e autodidata, com uma paixão especial pelas tramas de Ficção Política, Ricarte deu vida a distopia "2111 D.C. - O Condado dos Expatriados".
O livro de estreia do autor será lançado em breve com o selo Ler Editorial e é o primeiro volume de uma Trilogia.



























