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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

[Anime] Detroit Metal City

Olá, pessoas!
Tenho falado muito sobre livros poa aqui, quero dar uma variada, então hoje o papo é anime!

Detroit Metal City:

Estúdio: Studio 4 ° C
Ano: 2008
Gênero: Comédia, Musical, Seinen
Episódios: 12
Duração: 13 Min.
Sinopse: Negishi Souichi é um garoto do interior que se muda para Tóquio para cursar uma Universidade. Ele gosta muito de música, e tem como sonho se tornar um cantor pop.
Com o tempo, Negishi consegue realizar seu sonho, mas não exatamente da maneira como esperava.
Ele se torna Krauser II, vocalista da banda de Death Metal "Detroit Metal City" (DMC).





Este texto é livre de spoilers!

Negishi é um jovem músico tímido que sonha com uma carreira no pop. Os sonhos não pagam as contas, então ele acaba como o vocalista e guitarrista de uma banda de death metal, chamada "Detroit Metal City". Na banda, ele é Krauser II, que dizem ser um demônio terrorista do inferno e ter matado e estuprado seus pais. As músicas da DMC incentivam o público a se envolverem com coisas imorais e ilegais.



O anime tem todo o intuito de entreter com base no non-sense, o que funciona. Com letras pesadas e cheia de palavrões, a banda busca o sucesso ao longo da série, conseguindo cada vez mais fãs e fazendo mais shows, enquanto Negishi sonha em abandonar a banda e se tornar um cantor pop. Acontece que, por várias vezes, Negishi se deixa levar e encarna Krauser II nas mais diversas situações, onde ele pode extravasar sua raiva.

Cada episódio conta uma história diferente, mas juntos, mostram o percurso da banda e de seus integrantes.
Além dos integrantes, Negishi, Nishida e Wada, aparecem Aikawa, amiga por quem Negishi está apaixonado desde a escola; a presidente, uma mulher desbocada que faz de tudo para a banda alcançar a fama e o "Porco Capitalista", um figurante que atua nas apresentações da banda.
A animação é bem simplista, o que combina com o lado cômico da história, além de ter vários cortes que diminuem ou aumentam o tamanho da tela.

O anime é baseado no mangá de mesmo nome, escrito por Kiminori Wakasugi, possuindo 10 volumes.
A história foi adaptada para um filme live-action ainda em 2008, contando com a aparição de Gene Simmons, baixista da banda Kiss. "Detroit Metal City" é uma referencia a música "Detroit Rock City", do Kiss.

Me diverti bastante assistindo o anime, mas não talvez não seja para todos. Tudo se baseia em brincar com o estilo Metal, além de conter muito palavrão.
Os episódios são bem curtos, então não é cansativo de forma nenhuma.



Nota: 3,5 Canecas de Hidromel


Até mais, e obrigado pelos peixes!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

[Filme] Whiplash

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Whiplash – Em busca da perfeição:

Título Original: Whiplash
Ano: 2014
Duração: 106 minutos
Gênero:  Drama
País: E.U.A.
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang
Sinopse: Andrew Neiman é um estudante baterista de jazz do melhor conservatório dos Estados Unidos. Pretende ser um dos grandes músicos, tendo como ídolo Buddy Rich.
Terence Fletcher é professor do conservatório. É extremamente exigente com seus alunos e está a procura de músicos para a banda da escola. Recruta Andrew, que ainda é baterista reserva em sua turma. Caravan e Whiplash são as principais composições ensaiadas pela banda. Porém os métodos duros de Fletcher podem ser demais para Andrew.

Não tem duas palavras mais prejudiciais na língua inglesa do que “Bom trabalho”.

Andrew é um jovem baterista que sonha estar entre os melhores. Sua meta é ser o baterista principal da Studio Band, regida por Fletcher, um renomado pianista e maestro. Andrew é levado ao extremo e vê que não será nada fácil demonstrar seu valor.

Que filme incrível, meus amigos. O filme acompanha Andrew, um baterista regular, mas que chama a atenção de Fletcher. Esse o leva ao extremo com seu jeito autoritário e perfeccionista. O filme tem uma trama que impressiona. Acompanhando a vida de Andrew, vemos os extremos que um jovem garoto é forçado a chegar. O Fletcher me lembrou o Sargento Hartman (interpretado por Ronald Lee Ermey) do filme Nascido Para Matar, lembra? Muito agressivo e exigente.

Mercado pelo jazz como trilha sonora, o diretor rege o filme como a uma orquestra. Cada detalhe, cada tomada é quase uma melodia. As tomadas de ambiente, ou com os instrumentos musicais em conjunto com a trilha, traz uma sensação agradável aos olhos e aos ouvidos do espectador.


J. K. Simmons está simplesmente sensacional nesse filme. Oscar de ator coadjuvante mais que merecido. As atuações estão ótimas nesse filme, incluindo Miles Teller, mas J. K. Simmons rouba a cena. Transforma-se quase no ator principal. Se o final do filme fosse diferente, talvez ele pudesse até ser considerado o principal.

O protagonista do filme é Andrew, interpretado por Miles Teller. É um garoto retraído, sem amigos e se sente pouco valorizado pela família. Em busca de seus sonhos, ele vai se transformando e crescendo e é incrível como vemos esse avanço ao longo do filme. O Andrew que começa o filme não é o mesmo Andrew que termina o filme. 

O fim é bonito e emocionante. É preciso prestar atenção. Em dado momento do filme há um diálogo em que Fletcher explica algumas coisas que encaixa perfeitamente com o que acontece no desfecho do filme.


O filme como um todo mostra a superação, as tentativas e os fracassos que uma pessoa passa buscando o sucesso. Ou a perfeição, como diz o subtítulo nacional. E a trama passa muito bem essa mensagem em meio a som, sangue e suor.

Resumindo, filme bonito, que transmite uma bela mensagem, com uma ótima direção e boas atuações em que J. K. Simmons rouba a cena. Mais que um passatempo, esse filme vai tocar em você.

Nota: 5 Canecas de Hidromel



Até mais, e obrigado pelos peixes!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Filme] Os Reis da Rua

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Os Reis da Rua:

Título Original: Street Kings
Ano: 2008
Duração: 109 minutos
Gênero: Ação, Policial
País: E.U.A.
Direção: David Ayer
Roteiro: James Ellroy, Kurt Wimmer, Jamie Moss
Elenco: Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Common, Naomie Harris, Terry Crews
Sinopse: Tom Ludlow (Keanu Reeves) é um veterano agente policial de Los Angeles que a vê sua vida desmoronar após a morte da esposa. Para piorar, o seu nome aparece implicado na morte de um policial. Ludlow inicia, então, uma investigação para descobrir os assassinos, mas o que inicialmente era a investigação de um homicídio, acaba por se tornar em algo muito maior, envolvendo um esquema de corrupção.



Já passamos por isso antes, quando os portões do inferno se abriram pra você. Cuidei de você na época e vou cuidar agora.

Este texto é livre de spoilers!

Os Reis da Rua narra a história de Tom Ludlow (Keanu Reeves), um policial que assume riscos e resolve crimes usando táticas "extra-oficiais". Ludlow se vê no meio de uma investigação quando seu ex-parceiro, Washington (Terry Crews), o delata. O Capitão Biggs, (Hugh Laurie), é o responsável pela investigação. No meio disso, Ludlow, com a ajuda de Paul Diskant (Chris Evans), busca os assassinos de um policial, mesmo contra as ordens de seu superior e amigo, Jack Wander (Forest Whitaker).

Filme de ação que se baseia em roteiro, não em cenas e efeitos, muito obrigado. O filme te prende nos acontecimentos já de início, mesmo com o protagonista clichê das tramas policiais: Um cara durão, alcoólatra, com um desastre no passado que não poupa esforços para resolver os casos. Keanu Reeves faz o papel muito bem e o roteiro ajuda, então não tenho do que reclamar.


A história é muito bem encaixada, daquelas em que os acontecimentos viram uma bola de neve e você fica roendo as unhas esperando o a resolução de tudo.
O filme conta com cenas de ação, tiroteio, perseguição, mas não se baseia só nisso. O filme não é um filme de ação, é policial também, com um leve suspense.

Apesar de ter gostado bastante, achei o final não muito impressionante. Eram várias suspeitas, novas evidências, diversos acontecimentos, tudo abrindo um monte de perguntas. Quando tudo é revelado, é algo grande, mas é exatamente o que eu imaginei que fosse. Mesmo assim é muito competente e muito bem construído.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA OS REIS DA RUA!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Muito bons e bem interpretados. Um ponto!

Roteiro: Gostei bastante e não vi muitos furos. Um ponto!

Início: Bom, mas levemente clichê. Meio ponto!

Término: Bom também, mas acho que devia ser mais impactante. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar, apesar da trilha não chamar muita atenção. Meio ponto!

Então, 3,5 Canecas de Hidromel para Os Reis da Rua!



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Por enquanto é isso.
Até mais e obrigado pelos peixes!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

[Anime] Durarara!!

Olá, pessoas!
Hoje o papo é anime!

Durarara!!:

Estúdio: Brain's Base
Ano: 2010
Gênero: Seinen, Ação, Sobrenatural
Episódios: 24 + 2 OVAs*
Duração: 24 Min.
Sinopse: Mikado Ryūgamine é um jovem que sonha com a vida agitada de cidade grande. Quando convidado por seu amigo de infância Masaomi Kida, Mikado se transfere para uma escola em Ikebukuro, Tokyo. Masaomi o adverte sobre pessoas perigosas com quem ele não deve se meter: um homem violento vestido de bar-man, um comerciante de informações e uma misteriosa gangue chamada "Dollars". Para completar, Mikado presencia uma lenda urbana em seu primeiro dia na cidade: o "Motoqueiro Negro", o suposto piloto sem cabeça de uma motocicleta preta. A narrativa segue todos os personagens de maneira equilibrada, mostrando como suas vidas se cruzam, criando um grande enredo de acordo com o que cada personagem sabe sobre um incidente da cidade de Ikebukuro.

Este texto é livre de spoilers!

Durarara!!, ou DRRR!! conta a história de uma região de Tóquio, chamada Ikebukuro. O anime é composto de vários núcleos, com personagens diferentes, que se cruzam nos acontecimentos da cidade. Mikado, recém chegado, encontrado seu antigo amigo, Kida que lhe apresenta a cidade, amigos e pessoas perigosas. Na escola, ambos fazem amizade com Anri, uma garota reclusa e com um passado misterioso.
Mikado fica sabendo das gangues que dominam a cidade: Lenço Amarelo, Quadrado Azul e Dóllares. Conhece, também, alguns moradores peculiares, como Simon, um russo que trabalha num restaurante de Sushi; Shizuo, um rapaz vestido de bar-man e com uma força descomunal; Izaya, rival de Shizuo e informante; além do grupo de Kadota, jovens que circulam pela cidade. O anime conta com outros diversos personagens, importantes para a trama.


O anime é dividido entre dois arcos. O primeiro, do episódio 1 ao 12, mostra Mikado conhecendo a cidade, mas tem como foco o "Motoqueiro Negro", uma lenda urbana, que dizem não ter cabeça.
O segundo arco, do episódio 13 ao 24, intensifica a relação de Mikado, Anri e Kida, formando um triangulo amoroso, perigoso e cheio de segredos. Também foca na misteriosa figura do "Retalhador", um assassino que ronda Ikebukuro.

Animação é extremamente bem feita e tem alguns detalhes que só embelezam a obra. Quando acontece alguma cena em uma região com muitas pessoas, apenas os personagens ficam com cor, as pessoas das cidades ficam acinzentadas, como plano de fundo.
Um outro detalhe é como é feito a ligação entre acontecimentos. Um episódio mostra algo e, então, o próximo episódio volta um pouco no tempo e mostra o que outro personagem estava fazendo nesse momento e como ele interfere nesse primeiro acontecimento.


O anime é baseado em uma light novel* de mesmo nome, que mais tarde deu origem a um mangá, ambos escritos por Ryohgo Narita. (O anime narra as 3 primeiras de 13 disponíveis).
Ainda em 2010 foram lançados 2 OVAs*, sendo numerados como os episódios 12,5 e 25, ou seja, cada um complementa cada arco.
Uma segunda temporada foi confirmada e estreia em Janeiro de 2015, intitulada Durarara!! x2, que se passa 6 meses após os acontecimentos da primeira.

*Light Novel: "Romance rápido", se trata de um pequeno livro com ilustrações estilo mangá. Costumam ser são publicadas como folhetins, podendo posteriormente ser encadernadas em livros. Geralmente voltada a um publico mais adulto.
*OVA: "Original Video Animation", é um formato de animação que consiste de um ou mais episódios de anime lançados diretamente ao mercado de vídeo, sem prévia exibição na televisão ou nos cinemas.

O anime me cativou logo no começo. Personagens peculiares e carismáticos e com uma trama bem elaborada, além de contar com uma bela trilha sonora. Durarara!! é obrigatório aos otakus de plantão!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA DURARARA!!!

Nota: 4,5 Canecas de Hidromel para Durarara!!!

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Filme: Robocop (2014)

Olá, pessoas!
Hoje o papo é filme!

Robocop:

Título Original: Robocop
Ano: 2014
Duração: 121 minutos
Gênero: Ação, Drama
País: E.U.A.
Direção: José Padilha
Roteiro: Joshua Zetumer
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams, Jennifer Ehle, Jay Baruchel
Sinopse: Ano de 2028, o conglomerado multinacional OmniCorp é o centro da tecnologia robótica. Seus aviões teleguiados estão vencendo as guerras norte-americanas ao redor do mundo e agora eles querem levar essa tecnologia para casa. Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um marido e pai amoroso, e um bom policial, fazendo o seu melhor para conter a onda de criminalidade e corrupção em Detroit. Após ser gravemente ferido em serviço, a OmniCorp utiliza a sua notável ciência robótica para salvar a vida de Alex. Ele retorna às ruas da sua amada cidade com incríveis novas habilidades, mas com questões que um homem comum nunca precisou enfrentar.

"Morto ou vivo, você vem comigo."

Este texto é livre de spoilers!!!

Alex Murphy, um policial de detroit, pai de família, sofre um atentado que pões em risco sua vida. Uma empresa tem a solução. Um dia Alex Murphy acorda e se vê transformado em um robô.

Remake (Na verdade um reboot) de Robocop - O Policial do Futuro, de 1987, agora dirigido pelo brasileiro José Padilha e estrelado por Joel Kinnaman.

No filme, vemos um homem com corpo de máquina, mas ainda com sua humanidade. Aos poucos, esse homem vai se transformando cada vez mais em máquina.
O drama afeta sua vida e a vida de seus familiares.
Ao longo da trama, vemos o impacto que um policial máquina pode ter na sociedade e na política.

Michael Keaton é o diretor da empresa que implementa os robôs que, quando vê seus projetos ameaçados, busca ajuda do doutor Dennett, interpretado por Gary Oldman, para construir um homem-máquina, capaz de ter carisma perante a população e ser habilidoso e competente perante o crime.

Devido a enxurrada de crítica negativa e más avaliações eu espera um filme pior. O filme é muito bom, pesando mais pra ação do que pro drama, cheio de referencias ao filme original, com boas atuações e boas cenas de luta. Além da ótima direção de Padilha.

Por quê o filme é bom?
O filme é muito bem dirigido, com um bom roteiro, tem referencias diversas ao filme original. Boas cenas de ação, além de ótimos efeitos visuais.

Então por quê o filme é ruim?
O filme não agrega muita coisa ao idolatrado filme original. Além de não trazer muita coisa a mais para o cinema, é mais um filme blockbuster. Muito bom, mas mais um.
Além disso, a aparência do Robocop não é lá muito robótica. Parece um homem com uma armadura, estilo Tony Stark. Até faz sentido pra trama, já que a empresa quer algo mais humano que simples robôs, mas venhamos e convenhamos, um robô é sempre melhor que um homem!

Então o original é melhor?
O filme é uma nova história sobre aquele mesmo personagem de 1987. A pegada é diferente, além de ter efeitos muito melhores. Não que o antigo não tenha, mas hoje é bem melhor. (O antigo tem uma ótima maquiagem).
Mas tenha em mente quando for assistir um remake: O original é sempre melhor; O original é algo inédito, o remake, não exatamente.

OS DRAGÕES DE FOGO NÃO RECOMENDA ROBOCOP!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens, temos até Samuel L. Jackson gritando Motherfucker!!! Mas achei o ator que faz o robocop meio sem carisma, e o Michael Keaton não me pareceu estar nos melhores dias. Meio ponto!

Roteiro: Gostei bastante e não vi muitos furos. Um ponto!

Início: Muito bom. Um ponto!

Término: Bom também, mas acho que devia ser mais impactante. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Todos ótimos. Um ponto!

Então, 4 Canecas de Hidromel para Robocop!
Caraca, nota alta!

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Filme: Oldboy - Dias de Vingança

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é filme!

Oldboy - Dias de Vingança:

Título Original: Oldboy
Ano: 2013
Duração: 100 minutos
Gênero: Ação, Drama
País: E.U.A.
Direção: Spike Lee
Roteiro: Remake de Oldboy, baseado na HQ Old Boy, adaptado por Mark Protosevich
Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Sharlto Copley, Samuel L. Jackson
Sinopse: Um executivo de publicidade é sequestrado e mantido refém por 20 anos em confinamento solitário. Quando ele é inexplicavelmente liberado, ele embarca em uma missão em busca de quem arquitetou sua punição, apenas para descobrir que ele ainda está preso em uma teia de conspiração e tormento.


- Merda! Você poderia pensar melhor sobre o que você está fazendo!
- Eu estive pensando sobre isso durante os últimos 20 anos.

Este texto é livre de spoilers!!!

Oldboy é um remake de um filme sul-coreano de 2003, que foi baseado em um manhwa (história em quadrinhos coreana) de mesmo nome. (Manhwa é parecido com o mangá, mas lido da forma ocidental).
Nele vemos a história de Joe, um sujeito mau-caráter que é misteriosamente sequestrado e aprisionado durante 20 longos anos.  De repente, Joe é solto e começa sua busca por vingança.

Vou tentar não fazer comparações com o original, já que sou extremamente fã dele e poderia me deixar levar.

Joe é interpretado por Josh Brolin. Durante o filme, vemos uma transformação de Joe, tanto psicológica como física. Essa parte foi meio falha. A transformação psicológica de Joe não ficou muito aparente, ele simplesmente mudou de hábitos e a mudança física não é tão perceptível.
Logo no começo, ele nos é apresentado como um homem sem muitas qualidades. Quando é preso, ele continua assim, mas depois vai mudando suas prioridades.
Joe protagoniza várias cenas de ação. São boas, mas achei a do corredor muito superficial, apesar da clara referencia ao filme original (o filme é cheio de referencias).
O “vilão” do filme é interpretado pelo Marcos Mion Sharlto Copley, que protagonizou Distrito 9 e antagonizou Elysium. Eu gosto dele, gostei dele nos outros filmes, mas nesse ele estava muito "afetado", ao invés de excêntrico. Ficou meio artificial.
Temos também Samuel L. ‘Motherfucker’ Jackson sendo Samuel L.’ Motherfucker’ Jackson, apesar da curta e não tão grandiosa participação.

O filme é bem feito, sem muitos furos que eu tenha percebido, mas os acontecimentos são, aparentemente, facilitados. A história é diferente e até consistente. Tem ótimas jogadas de câmera. Cenas filmadas de cima, cenas com câmera fixa e cenas com a câmera atrás do personagem muito usada por Spike Lee, o diretor (apesar de que o filme original conta muito com essas jogadas de câmera).

O roteiro é muito bom, muito pesado, sem medo de fazer e acontecer. E continua assim até o fim.
Lá no finalzinho do filme, bem no final, o filme se acovarda. Falar mais que isso só com spoilers.
Apesar da boa história que o roteiro nos proporciona, há alguns momentos em que as explicações são deixadas de lado e as coisas acontecem por que tem que acontecer, como eu disse anteriormente. Como, por exemplo, por que Marie se encantou com Joe, logo na primeira vez que eles se encontram? A cena ficou muito forçada. E tem outra em que Joe persegue um carro de bicicleta.

A trilha sonora do filme é boa e os efeitos nas lutas poderiam ser melhores. Quando pessoas levam marteladas eu quero ver a cara de dor. Além do mais, as lutas eram pra ser mais ‘amadoras’ já que Joe não é um lutador. Ficou superficial e difícil de engolir essas cenas coreografadas.

Eu disse que não ia comparar com o original, mas dane-se (brace yourselves, fanboy is comming).
Comparações com o original:
(Pequenos spoilers de ambas as versões, nada de muito grave)

Já falei em outro post sobre o que eu acho de remakes aqui. Basicamente: Não façam.

Esse filme, por mais bem produzido e roteirizado que seja, por mais respeitoso em relação ao original que seja, não acrescenta em nada, além de acovardar no final.
A história é basicamente a mesma, apenas houve a ocidentalização da obra, o que por um lado é positivo, já que esta brilhante trama terá um público bem maior.
O original, apesar de não muito conhecido, ganhou o prêmio A Escolha do Júri, no Cannes de 2004.
E o final é lindo. Ambos os finais são bem parecidos, na verdade, mas a ideia da versão americana é dizer que acabou e agora vai ficar tudo em paz e da versão coreana é dizer que acabou e é isso aí.
Fora a carga dramática do original que é muito maior.
Há várias cenas épicas no original que a versão americana tentou copiar ou apenas fez referencias, mas não ficaram tão boas quanto.
Ah, e no coreano o personagem principal, Oh Dae Su, como um polvo vivo. Aham. De verdade. São só algumas mordidas, mas não se esqueça que é um polvo vivo.
Na versão americana há uma referencia a essa cena.
Até a trilha sonora do original é melhor.
Pra mim, Oldboy (a versão coreana) é melhor filme já feito.
O filme coreano é o segundo da Trilogia da Vingança, em que três histórias sobre vingança são contadas, mas sem relação umas com a outras.
A título de curiosidade, no dia em que este post foi escrito, a nota da versão coreana no IMDb era 8,4/10 e da versão americana era 5,7/10

Por isso, junto-me à galera do mimimi e grito aos sete ventos: Esse filme é desnecessário.

Fim das comparações!

Resumindo, o filme tem tudo para agradar o público. Tem atuações de medianas a boa, a história é envolvente e diferente, as cenas de ação são razoáveis e o filme não perde o ritmo até o fim. Você só não irá gostar do filme se conhecer o original ou se for muito exigente. Por isso:

OS DRAGÕES DE FOGO NÃO RECOMENDA OLDBOY - DIAS DE VINGANÇA!
Assiste o original que é mais negócio!
Ou não.
Ou assista os dois.
Faça o que você quiser, isso aqui é só um blog.

Além do mais, o filme poderia ser muito pior. Originalmente o diretor seria Steven Spielberg e o protagonista seria o Will Smith.

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens e atuações moderadas. Tanto Sharlto Copley, quanto Josh Brolin, tiveram atuações medianas neste filme. Meio ponto!

Roteiro: Bom. Ficou muito bem ocidentalizado e encheram de boas referências à obra original, mas falhou em fazer um drama, pois é isso que o filme é, um drama com cenas de ação. Não dá pra fazer um filmece de ação com uma história dessa. Meio ponto!

Início: É bom. É uma "construção" do personagem de Josh Brolin, que depois passa por uma "desconstrução". Um ponto!

Término: Muito bom. Apesar de uma leve acovardada lááááá no finzinho. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: A trilha é boa, mas não achei tudo isso. O filme é cheio de efeitos e jogadas de câmera, o que ficou magnífico. Um ponto!

Então, 3,5 Canecas de Hidromel para Oldboy - Dias de Vingança!

Olha só, dei boa nota mesmo não gostando do filme.

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Filme: A Caça (2012)

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é filme!

A Caça:
Título Original: Jagten
Ano: 2012
Duração: 106 minutos
Gênero: Drama
País: Dinamarca
Direção: Thomas Vinterberg
Roteiro: Tobias Lindholm, Thomas Vinterberg
Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Alexandra Rapaport, Annika Wedderkopp, Susse Wold, Lars Ranthe
Sinopse: Lucas, interpretado por Mads Mikkelsen, é um habitante comum de uma unida vila dinamarquesa. Divorciado, esforça-se por manter uma relação com o filho. Tendo perdido seu antigo emprego de professor do ensino médio, e enfrentando algumas dificuldades, ele passa a trabalhar numa escolinha da cidade. A princípio, sua relação com os alunos é boa e saudável, porém sua vida é completamente arrasada quando ele é injustamente acusado de pedofilia e passa a ser alvo de perseguição por toda a comunidade.

O mundo está cheio de maldade, mas se ficarmos juntos, ele vai embora.

Este texto é livre de spoilers!

Em A Caça, no original Jagten, vemos a vida de Lucas (Mads Mikkelsen), um professor do ensino infantil recém divorciado, cheio de amigos, vivendo em uma pacata cidade da Dinamarca. Sua vida muda bruscamente quando uma das crianças diz que o professor lhe mostrou suas partes íntimas, o que era mentira. Agora, Lucas passa a ser perseguido pelos cidadãos da cidade enquanto luta para provar que é inocente.

Caraca, que filme foda!

Mads Mikkelsen é o ator protagonista do filme, mas já conhecemos este dinamarquês de alguns outros filmes. Ele é Le Chiffre, o vilão que chora sangue em 007 - Cassino Royale. Ele também é Tristão, um dos Cavaleiros da Távola Redonda naquele filme meia-boca do Rei Arthur com o Clive Owen. Teve participações também em Os Três Mosqueteiros (2011), Fúria de Titãs e diversos outros. Além de ser muito conceituado em trabalhos na Dinamarca, como o filme Guerreiro Silencioso. Atualmente ele é Hannibal, um dos assassinos em série mais famoso dos cinemas, na série homônima da NBC, baseada no livro Dragão Vermelho, de Thomas Harris.

Fiz toda essa apresentação de Mads Mikkelsen por que já assisti alguns trabalhos dele, acompanho a série Hannibal e posso dizer sem medo de errar que Mads Mikkelsen é garantia de uma boa interpretação.
Nesse filme não é diferente, não é atoa que ele ganhou o prêmio de melhor ator por este filme no Festival de Cannes de 2012. Lucas é um personagem mais dramático do que os outros que vi ele interpretando e ele foi perfeito.
Rasgação de seda a parte, o filme tem boas interpretações no geral, mas como Mads é o protagonista, os holofotes ficam todo nele.

O filme é sem cenas de ação, mas não chega a ser um filme parado. Tem muitas reviravoltas e discussões "acaloradas".
Um grande aspecto do filme é a transformação de Lucas. Do que ele era, um professor querido cheio de amigos, para o que ele se tornou. Mesmo não sendo o monstro que todos imaginavam, Lucas acaba mudando, e aquela pessoa feliz deixa de existir.

O roteiro é bom acima da média. A natureza humana é exposta na tela sem medo. Recentemente vimos no Brasil algo parecido, em que pessoas espancaram e mataram uma dona de casa por acharem que ela sequestrava crianças para fazer magia negra, no litoral paulista.
Com essa trama, várias questões éticas são abordadas, mesmo o filme demonstrando opiniões.
Se você tivesse um amigo acusado de pedofilia, como você o trataria? Condenaria ou esperaria um julgamento? E se fosse inocentado, como o trataria? Como antes?
No filme vemos que a natureza humana não é passiva. Não é de acreditar e perdoar.

O filme tem cenas bem dramáticas que chama a atenção. Sem spoilers, podemos citar a discussão na igreja e a cena final. Tem uma cena que vai te fazer chorar, independente de quem você seja. É uma cena na chuva (fica difícil sem spoilers, né? Mas se você ainda não assistiu o filme, vai lembrar do que eu falei ao vê-lo).

Sem efeitos especiais, obviamente, já que quase não estão presentes em dramas, o filme tem uma trilha sonora regular, sem ser chamativa, combinando com o clima do filme.

E o final é muito bom. Pode não parecer, mas ele responde as questões abordadas pelo filme.

Resumindo, o filme é muito bom em todos os sentidos e muito recomendados aos fãs de um bom drama. Agora, se você só se amarra em Transformers ou Velozes e Furiosos, melhor deixar pra lá.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA A CAÇA!!!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Bons personagens e atuações muito boas! Um ponto!

Roteiro: Muito bom e muito competente. Um ponto!

Início: É bom. Parece meio parado, mas já acontecem coisas o suficiente para te prender. Um ponto!

Término: Bom!!! Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar. Um ponto!

Então, 5 Canecas de Hidromel para A Caça!

Filme dinamarquês de tirar o chapéu, meu jovem.

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Filme: O Espião Que Sabia Demais.

Olá, aventureiro!
Hoje o papo é filme!

O Espião que Sabia Demais:
Título Original: Tinker, Tailor, Soldier, Spy
Ano: 2011
Duração: 127 Minutos
Gênero: Suspense, Drama, Thriller
País: França / Reino Unido / Alemanha
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: Bridget O'Connor, Peter Straughan
Adaptação: Tinker, Tailor, Soldier, Spy - John le Carré (1974)
Elenco: Gary Oldman, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt, Toby Jones, Mark Strong, Benedict Cumberbatch, Ciarán Hinds
Sinopse: Baseado em best-seller de John Le Carré. No final do período da Guerra Fria, George Smiley (Gary Oldman), um dos veteranos membros do Circus, divisão de elite do Serviço Secreto Inglês, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos também para os soviéticos. Todos são suspeitos, mas como também foram altamente treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão, todo cuidado é pouco. George precisa indicar o espião e não pode errar.

"É a pergunta mais antiga de todas, George. Quem pode espionar os espiões?" - Oliver Lacon

O Espião Que Sabia Demais tem como foco George Smiley (Gary Oldman). George acaba sendo demitido do serviço secreto britânico junto com seu chefe, "Control" (John Hurt), devido a uma missão fracassada. Após um tempo, George é convocado a retornar ao centro para uma investigação: um entre os antigos membros da equipe de Control é um agente duplo. A história se passa na década de 70, era de ouro da espionagem devido a Guerra Fria.
A trama não-linear segue com as investigações de Smiley ao lado de Peter (Benedict Cumberbatch) ao mesmo tempo em que mostra como era a equipe de Control antes da falha missão e um pouco da vida pessoal de George.

O filme é demorado, complicado, lento e muito bom. Aham.
É extremamente complicado entender tudo que se passa na história, mas o filme é tão bom que ao término, te faz querer rever as mais de duas horas de filme para ver se tudo foi entendido.
O filme também é lento por ser um filme não convencional de espião. Quando falamos em filme de espionagem, pensamos em 007, Missão: Impossível, Bourne e derivados, cheios de ação, tiro e porrada. Aqui é uma trama política, afinal é Guerra Fria. 

George Smiley, interpretado pelo meu ator favorito Gary Oldman, é um cara sério que não tem "explosões", que não grita, que parece que nada o perturba ou não deixa transparecer essas pertubações. Um papel bem atípico de Gary Oldman, que, enfim, lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
O filme é cheio de ações simbólicas, entre elas vemos George trocar os óculos logo no começo, afinal é preciso ter uma "nova visão" para enxergar um traidor; e ao longo do filme o vemos nadar. O interessante é que ele não tira os óculos para nadar, fica transparecendo profissionalismo ao extremo.

Além de Oldman, temos outras excelentes atuações. Destaco Cumberbatch, Tom Hardy e Mark Strong. Strong estava fantástico nesse filme, todas as cenas com ele são bem feitas e profundas.
Confesso que não vi muitos trabalhos de Cumberbatch e o que vi nesse filme me fez perguntar por que não. A cena da maleta é excelente, demonstra um nervosismo que me fez remexer no sofá.

Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora. Ela é bem marcante e dá o clima característico para o filme, apesar de eu não achar tão boa a ponto de concorrer ao Óscar.

Um ponto negativo foi a má exploração dos personagens investigados. Faltou mostrar um pouco mais deles, perto do fim eu não lembrava muito bem quem é quem só pelos nomes. Além disso, deixaria a cena clímax do filme mais dramática.

A maioria das cenas são filmadas de longe, dando um aspecto muito bom ao filme ainda que eu não tenha entendido muito bem o significado (caso haja um).

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

Em suma, o filme parece um grande quebra-cabeça, é necessário grande concentração ao assisti-lo. As atuações são fenomenais. A trama é muito boa, mas não achei tão original assim. A trilha é de regular a boa, assim como a fotografia e a direção. É um filme muito complicado e sem muita ação, daqueles que não agrada qualquer público, mas se você, assim como eu, gosta de tramas envolventes e inteligentes esse filme é uma boa pedida. Se você for fã de blockbusters, melhor deixar pra lá! =)

Recomendo que leiam a resenha do Omelete!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Excelentes personagens e atuações. Um ponto!

Roteiro: Excelente (mas não sei dizer se foi um bom roteiro adaptado, já que não li o livro). Um ponto!

Início: É sofrível, já que você ainda não está ambientado ao clima do filme, quase me fez desistir. Depois de um tempo, você percebe que essa pequena parte do filme tem grandes significados. Meio ponto!

Término: Muito bom. Bem profundo. Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: A trilha é boa, mas não achei tudo isso. O filme não usa muito efeitos especiais o que é bom. Os efeitos de fotografia deram um clima especial ao filme. Um ponto!

Então, 4,5 Canecas de Hidromel para O Espião Que Sabia Demais!

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Filme: Especial dia dos namorados

Olá, apaixonados!
~Loves Is In The Air
Loves Is In The Air
Oo o ooo oooo ooo
Loves Is In The Air~
Hoje, em homenagem ao dia dos namorados, esta data tão bonita e romântica em que precisamos dar presentes caros para provar o nosso amor, em que os solteiros se descabelam atrás de um parceiro, resolvi falar sobre um filme bem romântico que assisti recentemente!
Mas antes, gostaria de compartilhar uma história:

Antigamente, em lugares tradicionais da Europa, era costume um casal consumir hidromel durante o primeiro ciclo lunar, ou seja o primeiro mês, após o casamento. Era comum também achar que isso ajudaria a ter um primeiro filho homem. Apesar de não comprovado, alguns acreditam que vem daí o termo "Lua-de-mel".
Uma historinha para falar de casais e hidromel!

Agora, esqueça isso e vamos ao belo e romântico filme, baseado em uma das mais célebres histórias de amor da literatura:

Drácula de Bram Stoker:
Título Original: Bram Stoker's Dracula
Ano: 1992
Duração: 128 minutos
Gênero: Suspense, Terror
País: EUA, Reino Unido, Romênia
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Jim V. Hart
Elenco: Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins, Keanu Reeves, Cary Elwes, Richard E. Grant, Monica Bellucci
Sinopse: O filme conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabeta enganada. Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno, renuncia e renega a Deus e à igreja jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna. Quatro séculos se passam, e ele redescobre a reencarnação de Elizabeta, em Londres, agora conhecida como Wilhelmina Murray (Mina). Jonathan Harker, noivo de Mina, parte a trabalho para a mansão do Conde Drácula.

Eu vou ascender a partir de minha própria morte, para vingar a dela com todos os poderes das trevas.

Este texto é livre de spoilers!!!

Vocês não acharam que eu ia fazer um post sobre um filminho água com açúcar, né?

Drácula de Bram Stoker, ganhador dos Oscars de melhor figurino, melhores efeitos sonoros e melhor maquiagem, narra a história do clássico e popular Conde Drácula (Gary Oldman), um nobre guerreiro que é amaldiçoado ao descobrir que sua amada Elisabeta cometera suicídio. Depois de séculos banhando-se em sangue e entregue ao vampirismo, Drácula conhece Mina (Winona Ryder), a reencarnação de Elisabeta.
Estudando o caso do vampirismo, temos o doutor Van Helsing, interpretado por ninguém menos que Anthony Hopkins. Fechando o elenco principal temos Keanu Reeves como Jonathan Harker, o noivo de Mina.

Antes de começar quero deixar bem claro que sou extremamente fã de Gary Oldman e achei a atuação dele nessa filme espetacular.
O filme é primoroso, prende o espectador do início ao fim mesmo hoje, onde os efeitos visuais evoluíram drasticamente.

O início do filme mostra os acontecimentos antes da maldição de Vlad, quando ele defendia a igreja cristã na Romênia.O filme mostra a paixão fervorosa entre ele e Elisabeta que acaba cometendo suicídio devido a uma mentira. A trama então pula 4 séculos, mostrando Jonathan Harker viajando para o castelo de um conde já muito velho. Graças ao encontro, Drácula descobre a existência de Mina e parte para uma jornada atrás de seu amor. Com muito sangue envolvido, claro.

As atuações são fenomenais, ainda que eu ache a Winona Ryder meio blá (entende?).
Gary Oldman fez belas atuações e trabalhou muito bem a voz. Dá para perceber que a voz está diferente, mais aguda e sinistra.
Anthony Hopkins de Van Helsing ficou sensacional e tem até umas partes engraçadas com ele.
Keanu Reeves tá lá também.
Ah, e tem a sempre nua Monica Bellucci (sério, nunca vi um filme em que ela não tire a roupa) como uma das noivas de Drácula.

A trilha sonora é bem feita os efeitos visuais também, com exceção dos feitos em computador, esses são bem zuados. As transformações do Drácula são excelentes, menos uma, em que ele parece um gorila.
O suspense é incrível e tem até algumas boas cenas de terror, mas poucas.

O fim é bom e emocionante, como todo filme do gênero deve ser. Apesar de eu ter achado o fim um pouco fácil, foi bom sim.

Resumindo: O filme é muito bom, vai lá logo assistir!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA DRÁCULA DE BRAM STOKER!!!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: Muito bons, obviamente! Um ponto!

Roteiro: Muito bom apesar de eu ter deixado algumas explicações passarem. Um ponto!

Início: Empolgante, já começa na tragédia e no amor. Um ponto!

Término: Bom! Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Não tenho do que reclamar. Um ponto!

Então, 5 Canecas de Hidromel para Drácula de Bram Stoker!

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Filme: No Rastro da Bala

Olá, aventureiros!
Se prepare, pois hoje teremos ação!

No Rastro da Bala:
Título Original: Running Scared
Ano: 2006
Duração: 122 Minutos
Gênero: Ação, Policial, Suspense
País: EUA
Direção: Wayne Kramer
Roteiro: Wayne Kramer
Elenco: Paul Walker, Johnny Messner, Karel Roden, Chazz Palminteri, Vera Farmiga, Cameron Bright
Sinopse: Paul Walker estrela este alucinado, violento e estilizado drama policial dirigido pelo elogiado Wayne Kramer (The Cooler - Quebrando a Banca) como Joey Gazelle, um mafioso. Depois de um sangrento golpe, ele perde a arma do crime, e acaba perseguido pelo "chefão", pelos inimigos dele e pela polícia. Para salvar sua família, ele precisa recuperar a arma a toda velocidade: o problema é que ela está com o pequeno Oleg, amigo de seu filho, e mais vidas começam a ficar ameaçadas.
"Este é um filme feito com as entranhas." - Quentin Tarantino.

Este texto é livre de spoilers!

A primeira vista, este é apenas mais um filmeco de ação. Bem parecido com aquelas filmes de bandido e polícia, com tiros, sangue e cenas de sexo gratuito, mas não é bem assim.

O filme já começa na correria. Joey e Oleg fugindo em um carro com sangue para todos os lados. A cena acaba e volta 18 horas no tempo. Essa cena seguinte é recheada com sangue e tiro para entrar no clima do filme.
Essa introdução é muito boa, apesar de exagerada.
Joey acaba encarregado de se livrar de uma arma, mas por segurança opta por escondê-la. Oleg e Nick, seu filho, acabam descobrindo o esconderijo. Oleg, cansado de apanhar e ver sua mãe sofrendo, resolve acabar com isso usando a tal arma. Oleg foge com o revolver e Joey precisa encontra-lo antes da polícia e de seus amigos mafiosos.

O filme é um suspense do começo ao fim, daqueles que te prendem a respiração. As coisas vão acontecendo e uma bola de neve vai se formando.
Um diferencial é que algumas cenas acontecem rápido e então a cena volta e muda de angulo, para você ver o que realmente aconteceu.

Devo confessar que não gosto nem um pouco da franquia Velozes e Furiosos, protagonizada por Paul Walker (R.I.P.). Então, quando vi que era ele o ator principal da trama, fiquei com um pé atrás. Acontece que Paul Walker está de parabéns nesse filme. Soube interpretar muito bem um criminoso desesperado sem aquela marra e aquele ar de playboy de seu personagem em Velozes e Furiosos.

Os personagens são bem interpretados. Há uns bem peculiares como o russo fanático por John Wayne e o cafetão "Agora vou por um sorriso neste seu rosto... de orelha a orelha! Você será o garoto mais feliz da escola!"

O filme é todo encaixadinho, sem grandes furos no roteiro, mas apresenta algumas falhas. Há uma cena em que Joey chega numa oficina mesmo sem saber o endereço. Se você parar pra pensar, percebe que ele teria conseguido o endereço com o pessoal da cena anterior, mas isso fica subentendido.
Logo no começo Joey se protege de um tiroteio usando um colchão. JOEY SE PROTEGE DE UM TIROTEIO USANDO UM COLCHÃO. Este leva vários tiros, mas quando muda o angulo, não há um furo sequer.

O que não gostei no filme foi o fim. Aparentemente o fim chega, mas então... há! ié ié! Pegadinha do malandro! Não era o fim! Mas não chega a estragar o filme.



Nos créditos finais acontece um resumo da história em desenho! Muito bom!

No Rastro da Bala é um bom filme de ação, apesar de ser mais um em um mar de filmes assim. Muito competente, o roteiro não é simplesmente mais um qualquer. O filme apresenta bons efeitos e muito sangue.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA NO RASTRO DA BALA!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: São muito bons, bem caracterizados e interpretados! Um ponto!

Roteiro: Muito bom! Um pouco diferente do comum, lembrou-me um pouco (eu disse UM POUCO!) Snatch - Porcos e Diamantes! Um ponto!

Início: É bom, já começa na ação. Um ponto!

Término: Não gostei! >.<

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Ótimos efeitos visuais e a trilha também é boa, mas faltou um pouco de música. É cheio de "músiquinhas" que aumentam o suspense ou dão aquela impressão de que algo vai acontecer. Vou dar um ponto por que apesar de simples essa parte foi bem executada. Portanto: Um ponto!

Então, 4 Canecas de Hidromel para No Rastro da Bala!

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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Anime: DOGS: Stray Dogs Howling In The Dark

Olá, aventureiros!
Hoje o papo é anime!

DOGS: Stray Dogs Howling In The Dark:

Estúdio: David Production
Ano: 2009
Gênero: Ação, Biopunk, Drama, Seinen
Episódios: 4
Duração: 16 Min.
Sinopse: Se passa em algum momento no futuro, onde uma certa cidade europeia estende-se ao subsolo e ao submundo, até mesmo secretamente, pelos níveis escuros que têm a chave para o passado. DOGS conta a história de: Mihai, um ex-assassino que voltou e está vivendo com Kiri, que agora dirige um restaurante. Naoto, a espadachim. Haine, um produto misterioso da engenharia genética e seu parceiro Badou, para não mencionar os gêmeos assustadores mas bonitos Luki e Noki, exercendo seus ofícios perigosos e muitas vezes mortais.

Este texto é livre de spoilers!

A série de OVAS de DOGS é baseada no One-Shot (mangá de volume único) de mesmo nome. Esse mangá ganhou uma continuação chamada DOGS: Bullets & Carnage, que está em seu 10º volume, publicado pela Ultra Jump, da Shueisha. O mangá é de Shirow Miwa.

O anime é produzido pela David Production, a mesma de Soul Eater, Kuroshitsuji, JoJo's Bizarre Adventure entre outras.

A primeira vista, cada episódio conta uma história diferente, centrando em personagens diferentes. Com cuidado, podemos observar que as histórias estão interligadas e que os personagens e acontecimentos estão relacionados de alguma maneira.

Episódio 1 - Weepy Old Killer:

A história de Mihai. Trata-se de sua vida como um assassino, o que aconteceu com a única mulher que ele amava, e como ele enfrentou um demônio nascido por meio de seu treinamento.

Começa com Mihai relembrando o passado. Depois há o confronto e fim. A história é um tanto quanto dramática e sem muita ação. Confesso que fiquei perdido com o fim do episódio, sem entender muito bem a cena final. A história é meio parada e genérica, sem muita originalidade.
Um ponto positivo é o cenário cheio de neve. Deu todo um clima melancólico ao episódio.

Episódio 2 - Gun Smoker:

A história de Badou. A história hilária sobre como ele é perseguido por toda a cidade, por causa de uma foto que ele tirou de o senhor de uma gangue.

Badou é um personagem diferente: Fumante e de tapa-olho, trabalha "coletando informações". Um espião amador. Dei boas risadas nesse episódio. Badou acaba perseguido por uma gangue inteira de mafiosos e tudo o que ele quer é um cigarro. O Mihai aparece bastante nesse episódio, mas os holofotes estavam todos em Badou. Apesar de boba, a história foi muito boa e inusitada. Bem engraçada.

Episódio 3 - Blade Maiden:

A história de Naoto. Ela explica por que Naoto é tão vingativa, como começou seu treinamento com espadas e como ela conseguiu sua cicatriz.

Esse episódio começa com um flash-back do passado de Naoto, mostrando os motivos de seus desejos de vingança. É um bom episódio, mas achei meio raso. Achei, também, as emoções de Naoto meio contrárias.

Episódio 4 - Stray Dogs Howling In The Dark:

A história de Haine. Ele é tocado por uma sensação rara quando vê uma menina alada comprada por um homem rico e tenta salvá-la

Cheio de ação e com a participação de Badou. Esse episódio foi legal, nos mostrou mais sobre como é o mundo de DOGS. Algo que eu achei interessante é que há uma cena pós-créditos que dá a entender que a história continua, que há muito mais por trás do que nos foi mostrado, mesmo que o anime não continue.

E assim acaba DOGS!

Um fato curioso é que mesmo se passando no futuro, não vemos nenhum tipo de tecnologia diferente e nada disso importa para a história, salvo o último episódio que temos seres geneticamente modificados.
Pra falar a verdade, mais parece estar no passado. Podemos ver isso pelas roupas e os carros da cidade. No segundo episódio Badou fotografa usando uma câmera que nem era digital.

Uma coisa bem bacana, é que mesmo as histórias sendo independentes, todos os personagens principais aparecem em todos os episódios, seja de relance ou ativamente.

Em suma, DOGS tem uma arte muito bonita, mas genérica. O enredo é cativante, ora original, ora clichê. A trilha sonora é boa, mas nada demais. DOGS é uma série mediana, mas consegue ser competente e aliada aos personagens cativantes, faz dela uma série que vale a pena conferir. (Só quinze minutinhos cada episódio, cara!)

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA DOGS: STRAY DOGS HOWLING IN THE DARK!

Nota: 3 Canecas de Hidromel para DOGS!

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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Série: Nightmares and Dreamscapes (Pesadelos e Paisagens Noturnas).

Olá, aventureiro!
Prepare-se para adentrar em um mundo bizarro e insano!

Nightmares and Dreamscapes (Pesadelos e Paisagens Noturnas):

Sinopse: Baseada em seus livros e na própria mente doentia de Stephen King, a série possui 8 episódios e cada um conta uma história diferente.
Campo de Batalha (Battleground) (com William Hurt): Um assassino profissional recebe um presente suspeito, após assassinar o presidente de uma companhia de brinquedos.
Crouch End: A Zona Misteriosa (Crouch End) (com Eion Bailey e Claire Forlani): Um casal, em lua-de-mel, se perde em uma estranha cidade, que parece não possuir uma saída.
O Último caso de Umney (Umney's Last Case) (com William H. Macy): Após a morte de seu filho, um escritor decide trocar de lugar com o personagem principal de seu livro.
O Fim da Desordem (The End of the Whole Mess) (com Ron Livingston e Henry Thomas): Um meio de gerar um mundo sem violência foi descoberto por um genial cientista, contudo, seu irmão, um cineasta precisa deixar uma mensagem gravada para a posteridade (se houver), explicando os motivos pelos quais tudo deu errado.
A Pintura (The Road Virus Heads North) (com Tom Berenger): Um famoso escritor de histórias de terror compra uma pintura, como fonte de inspiração, no entanto, eventos sinistros levam-no a crer que esta mesma pintura deseja sua morte.
O Mapa (The Fifth Quarter) (com Jeremy Sisto): Recém libertado da prisão, um homem sai em busca de um tesouro, pondo em risco sua vida.
Sala de Autópsias (Autopsy Room Four) (com Richard Thomas e Greta Scacchi): Picado por uma cobra venenosa, um homem supostamente morto, torna-se testemunha de sua própria autópsia.
Uma Banda de Outro Mundo (You Know They Got a Hell of a Band) (com Kim Delaney e Steven Weber): Perdidos na estrada, um casal vai parar em uma cidade, habitada por lendas do rock and roll já falecidas.

Este texto é livre de spoilers!

Sou fã de Stephen King, então fiquei super animado em assistir essa série. Foi uma decepção atrás da outra.
Essa série me lembrou outra: Além da Imaginação (The Twilight Zone), só que ruim. A maioria dos episódios são bem devagar e tediosos. Gostei apenas de dois episódios: Battleground e Autopsy Room Four, ainda que não sejam grande coisa.

Campo de Batalha: Primeiro episódio. Com o ganhador do Oscar: Leonardo DiCaprio William Hunt. Hunt interpreta muito bem o assassino profissional, o que não deve ter sido tão difícil, já que em 50 minutos ele deve ter falado cerca de cinco palavras. Esse episódio até que é legal, mas não é nada demais. Quando assisti, pensei: "É só o primeiro episódio, tá só esquentando!". Ledo engano.

Crouch End: A Zona Misteriosa: Até hoje tento entender esse episódio. Provavelmente a coisa mais bizarra que já vi. Com interpretações medianas e um final tão absurdo que não ousarei descrever.

O Último caso de Umney: Chato pra cacete, demorei uns três dias assistindo. Não tem história, não tem final e não tem sentido. O escritor troca de lugar com um detetive, personagem principal de seus livros. E é só isso.

O Fim da Desordem: Esse eu lembro de ter assistido nas madrugadas com muitas séries no SBT. A história até que é boa, com boa caracterização dos personagens e alguns segredos sendo revelados aos poucos. Mas é tedioso demais. Muito devagar, as coisas parecem que demoram uma vida pra passar.

A Pintura: Esse eu não tenho muito do que reclamar. Tem uma boa história e o principal: um bom suspense. Não é grande coisa, mas comparado a esse mar de bizarrices, até que é bom.

O Mapa: Uma caçada ao tesouro um pouco diferente. Bem simples e sem muita fantasia como os demais. Um pouco devagar também.

Sala de Autópsias: Esse eu gostei. Um pouco de mistério e um pouco de humor. Muito bem feito. Também gostei da ideia de ter um cara acompanhando a própria autópsia.

Uma Banda de Outro Mundo: Último episódio! Finalmente. Eu gosto bastante de Rock e esse episódio trás referências a Elvis, Janis Joplin, Hendrix, Roy Orbinson e demais lendas do Rock. Episódio muito bem produzido, mas meio devagar (novamente). Não é de todo ruim, mas as coisas demoram a acontecer, então não se tem suspense, apenas o mistério que fica no ar: "O que raios está acontecendo???"

Infelizmente:

OS DRAGÕES DE FOGO NÃO RECOMENDA NIGHTMARES AND DREAMSCAPES!

Não vou dar nota, pois cada episódio é uma enredo diferente, com atuações diferentes e focos diferentes.

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Filme: Os Suspeitos (2013)

Olá, aventureiros!
O papo é livro!

Os Suspeitos:
Título Original: Prisoners
Ano: 2013
Duração: 153 Minutos
Gênero: Policial, Suspense
País: EUA
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Aaron Guzikowski
Elenco: Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Viola Davis, Maria Bello, Terrence Howard, Melissa Leo, Paul Dano
Sinopse: Keller Dover (Hugh Jackman) está enfrentando o pior pesadelo de todos os pais. Sua filha de seis anos de idade, Anna, está desaparecida, juntamente com sua amiga, Joy. Encabeçando a investigação, está o detetive Loki (Jake Gyllenhaal). Enquanto a polícia busca várias pistas, a pressão aumenta. Sabendo que a vida de sua filha está em jogo, Dover decide que ele não tem escolha a não ser tomar o assunto em suas próprias mãos. Mas até onde esse pai desesperado vai para proteger a sua família?

Texto livre de spoilers!

Há tempos não via um filme como esse. Excelentes interpretações e história bem desenvolvida, diferente desses enlatados holywoodianos que tanto fazem sucesso.

A trama é envolvente apesar de ser um "suspense mais calmo", sem sustos, apenas as cenas passando e a história se desenrolando. Um filme quase sem trilha sonora que prima por respeitar a inteligência do espectador, fazendo de uma trama nem tão complexa e original, algo surpreendente.
As coisas vão acontecendo aos poucos causando um furacão de informações conforme o fim se aproxima, por isso, não pisque os olhos!

A história não é apenas a polícia tentando achar as crianças desaparecidas. É muito mais do que isso. O filme mostra o impacto do desaparecimento nas vidas dos pais, nas atitudes que eles tem, na mudança ou não de personalidade. A história tem um grande aprofundamento de personagens.

Keller Dover é um dos personagens centrais. Um homem amarrado em suas crenças que,  ao ver o desaparecimento de sua filha, acaba por ter sua fé abalada. Fica claro também que Dover é daqueles que acreditam piamente na ineficácia das instituições e se vê na obrigação de agir, antes que seja tarde demais.

Na minha opinião, o personagem principal e mais interessante, é o detetive Loki, muito bem interpretado por Jake Gyllenhaal. Loki investiga o desaparecimento das crianças. O detetive acaba por ser o depósito de fé das pessoas, a tal instituição que deve fazer valer a lei e trazer paz aos pais das crianças.
O detetive de fato é um personagem muito interessante. Possui várias tatuagens com símbolos de crenças, como a cruz, a estrela de oito pontas e várias outras em seus dedos. Além disso, temos o seu próprio nome, Loki, o deus do fogo e da confusão, segundo a mitologia nórdica. Outro ponto é a cena de apresentação do personagem, que é ele conversando com uma garçonete sobre os signos chineses.
Interessante é que Loki deverá "salvar" oito pessoas (numero de pontas da estrela): Os pais, o irmão e Anna. Os pais, a irmã e Joy. A estrela também simboliza o batismo e o renascimento.
Loki também usa um anel maçônico. Não estou tão certo sobre o significado, talvez também uma reunião de crenças, ou uma tentativa de simbolizar uma sociedade ou as instituições do Estado, já que o EUA foi fundado por maçons e teve como base a revolução francesa.
Deixando o blá blá blá todo, Loki é um bom personagem. É aquele detetive com faro, sabe? Que faz de tudo pra resolver os casos, que tenta prestar atenção em todas as coisas ao seu redor. Jake Gyllenhaal está de parabéns.

A história é resolvida, ao contrário de muitos comentários que eu vi por aí, sem furos e com um razoável final. Tentaram fazer um final meio "A Origem", mas não ficou tão ambíguo assim.
Foi muito legal ver que os acontecimentos foram muito bem amarrados e interligados, sempre contando com os questionamentos de fé, ainda que quase em segundo plano. Tudo sempre convergindo pra o tal do labirinto (não é spoiler, tá no trailer). Aqui vale lembrar que o labirinto é incorporado em livros e histórias religiosas como um simbolo de jornada épica através dos pecados pra chegar a salvação, como a peregrinação cristã para a Terra Santa, muito usado como adorno em igrejas medievais. E também é um lugar que brinca com a sanidade das pessoas, onde Teseu derrota o minotauro libertando Atenas dos tributos a Creta.

Atenção!
Inicio de comentários com spoilers! 
Cuidado!

Vi muitas dúvidas sobre acontecimentos do filme, então vou tentar explicar alguns:

Por que Joy diz que Keller a amordaçou?
Na verdade é um erro de tradução ou interpretação. Joy apenas diz que Keller estava onde elas estavam e que ambas foram amordaçadas, mas não diz que foi por ele.

O que significa o labirinto? 
O labirinto era uma forma dos sequestradores brincarem com a mente das crianças. É possível ver que o marido de Holly Jones usava um colar com o tal labirinto, então, talvez, ele já tinha uma certa obsessão pelo labirinto. O labirinto do minotauro era famoso por causar insanidade às pessoas que não conseguiam sair dele, até que o minotauro os matava, e é o que acontece na história, por isso as crianças tinha que completar o labirinto "em troca da liberdade", como fica exposto nos livros que são entregues a elas.
Já o simbolismo do labirinto seria a "peregrinação" de Keller, que vira um prisioneiro de sua própria obsessão não sabendo ao certo quais rumos tomar (como num labirinto).
Talvez também seja uma alusão à peregrinação de Loki, por não saber o que fazer e em que acreditar.

Qual a participação de Bob Taylor no sequestro?
Bob Taylor foi uma das vítimas do casal Jones. Bob acabou escapando ou sendo libertado, mas ficou traumatizado. Tenta se libertar até hoje, completando os labirintos. O trauma foi tamanho que vive encenando sequestros de crianças, como foi com ele. Holly só o reconhece quando seu retrato é mostrado na TV.
Portanto, ele não tem participação no sequestro, mas acaba se envolvendo e atrapalhando as investigações no intuito de representar o tal rapto.
É com Bob que vemos a real importância do labirinto.

Outro comentário que gostaria de fazer é sobre a adaptação do título. O original, "Prisioneiros" faz muito mais sentido, já que todos eram prisioneiros de algo. Loki era preso às pessoas e ao caso. As crianças estão presas em algum lugar. Os pais estavam presos àquela situação. Keller estava preso às suas convicções de tal forma que resolveu agir sozinho e no fim acabou realmente preso. Alex foi preso pela polícia, depois foi preso por Keller, sem falar que sempre viveu preso à Holly, já que foi sequestrado ainda criança. Enfim, há vários casos de prisões reais e sentimentais, mas "Os Suspeitos" são apenas Alex e Keller. O título real brinca com a razão e a emoção como o filme, enquanto que a adaptação é preto no branco.

Vi outras perguntas também, mas me parecem que foram feitas por não prestarem atenção no filme. Tá tudo lá!

Fim de comentários com spoilers!

Resumindo, Os Suspeitos mescla ótimas interpretações com um enredo instigante. Não é mais um filminho de suspense raso, não concentrando a história em apenas a caça às crianças desaparecidas, mas nos agracia com bons questionamentos e um grande aprofundamento de personagens.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA OS SUSPEITOS!

Agora a nota, de 0 a 5:

Personagens: São muito bons, bem caracterizados e interpretados! Um ponto!

Roteiro: Muito bom! Um pouco diferente do comum, ainda que bem simples. Um ponto!

Início: É bem parado. Todo aquele lance de família feliz e tal, quase desisti de assistir. Entretanto é necessário e o ritmo do filme não muda, então não tem porque começar um filme desse na pilha e depois diminuir, não é verdade? Um ponto!

Término: Muito bom! Simples, mas pareceu ser uma falha tentativa de ser um final profundo e ambíguo. Mesmo assim, fez todo o sentido. Um ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Praticamente não contém nenhum tipo de efeito especial nem trilha sonora. Os sons, fora ambientes, são bem sutis, o que fez muito sentido pra ditar o ritmo deste filme. Um ponto!

Por essa eu não esperava! 5 Canecas de Hidromel para Os Suspeitos!

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Série: Vikings.

Olá, aventureiros!
Hoje falaremos de série!

Vikings:

Sinopse: Vikings é uma série de drama histórico criado por Michael Hirst e produzida para o canal a cabo norte-americano History Channel. Filmada na Irlanda, a série é inspirada na saga épica de rei viking Ragnar Löthbrok.
A série narra o conto do mundo épico e violento da Escandinávia, origem do povo viking que invadiu, explorou e negociou com parte da Europa durante o período medieval. Ela segue as aventuras da semi-lendária figura viking Ragnar Löthbrok e sua tripulação, além da família e como ele luta para tornar-se "rei" de uma grande parte da moderna Escandinávia e Europa.

Este texto é livre de spoilers!

Falarei apenas sobre a primeira temporada!

Série de fantasia e ação muito bem feita. Gostei logo no início.
Retrata as invasões vikings do ponto de vista deles mesmos. A série é muito bem produzida, cheia de simbolismos e uma boa trilha em cenas marcantes. Bons efeitos e cenas de luta. Roteiro mediano e boas atuações.

Na primeira temporada, vemos Ragnar, um fazendeiro, guerreiro e pai de família ambicionando conhecer novas terras, explorar novos lugares, dominar novos povos. Ragnar acredita ser filho de Odin, o que não ficou tão explicito. Ele vive em uma aldeia chefiada por Earl Haraldson, que não autoriza a audaciosa viagem que Ragnar queria fazer para o Oeste. É a partir daí que a história engrena.

O roteiro apresenta altos e baixos. É como se a primeira temporada tivesse dois grandes arcos. Um acaba no meio, quando começa o segundo. Este último, fica em aberto para a segunda temporada.
Como alguns defeitos, podemos citar a relação de Ragnar e seu escravo. Em um dado momento Ragnar toma uma decisão que prejudica Athelstan, mas este, aparentemente não ligou. Outro é que ficamos meio perdido no passar do tempo. Não dá pra saber exatamente quanto tempo passou entre alguns eventos, mas dá pra saber que passou longos períodos devido ao crescimento do cabelo e da barba de Athelstan (pois é). Em um dado momento uma das personagens diz estar grávida um dia depois de ter feito sexo. Outro fato importante é que Ragnar tem algumas visões que cessam depois de alguns episódios.

As atuações são excelentes, como Rollo o irmão de Ragnar, interpretado por Clive Standen (Camelot) e Floki, um construtor de barcos bem peculiar interpretado por Gustaf Skarsgård. Todos os atores estão muito bem encaixados nos personagens.
Outro ponto positivo são as locações. Lugares muito bonitos e vilas e aldeias muito bem feitas. A trilha de fundo e a música em algumas cenas são muito boas.
A abertura da série é de arrepiar!

Apesar da série ser mais boa do que ruim, não empolga tanto. E algumas coisas do começo ficou em aberto e esquecidas, como a relação de Rollo e Lagertha, ou a ira do Rei no Oeste.
Se continuar como antes, apenas tomando mais cuidado com os detalhes, a segunda temporada promete!

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA VIKINGS!

E agora a nota, como sempre, de 0 a 5:

Personagens: São muito bons, diversos tipos e características. Os atores estão ótimos. Um ponto!

História e Roteiro: A história é boa, os feitos de Ragnar estão presentes em outras obras, como As Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell. Entretanto o roteiro apresenta alguns furos. Meio ponto!

Início: Bom! Lutas bem feitas, introdução também bem feita àquele universo viking. Um ponto!

Término: Regular, foi emocionante o fim da temporada e te faz esperar ansiosamente pela próxima, mas ficou muita coisa em aberto, ficou um pouco estranho. Meio ponto!

Efeitos Visuais, Sonoros e Trilha Sonora: Até que tudo bem feito e bem encaixado. Um ponto!

Então, 4 Canecas de Hidromel para Vikings!

Para mais séries, clique aqui!

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terça-feira, 25 de março de 2014

Filme: O Profissional.

Olá, aventureiros!
Falaremos de filme!

O Profissional:


Título Original: Léon
Ano: 1994
Duração: 133 Minutos
Gênero: Ação, Policial, Drama
País: França/EUA
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Patrice Ledoux
Elenco: Jean Reno, Gary Oldman, Natalie Portman, Danny Aiello
Sinopse: Um assassino profissional chamado Léon (Jean Reno) conhece Mathilda (Natalie Portman), uma garota de onze anos de idade que vive com a sua família "problemática": o seu pai é envolvido no tráfico de drogas, sua madrasta é uma prostituta e sua irmã a trata com muita violência. Seu irmãozinho mais novo, que tem quatro anos de idade, é sua única companhia. Quando a família da garota é assassinada, Mathilda se refugia com Léon e tenta convence-lo a lhe ensinar seu "ofício" para que ela possa vingar a morte do irmão. Ele ensina o básico para se tornar um matador profissional, desde a limpeza das armas, até seu primeiro tiro. Léon mata um dos policiais envolvidos na morte da família de Mathilda, desencadeando uma perseguição enfurecida dos colegas desse policial. Este matador profissional arrisca sua vida numa tentativa de escapar de uma cilada e salvar Mathilda.

Este texto é livre de spoilers!

Assisti esse filme ainda criança, quase adolescente, e achava um dos melhores filmes de ação do mundo! Hoje, com 23, já acho um filme comum, mas toda vez que assisto ainda me sinto tocado (ui) pelo filme.

O filme começa bem, uma boa cena de ação apresentando Leon. Depois uma cena dramática, que desencadeia a história do filme.
A trama segue muito bem, com Leon e Mathilda aprendendo a viver juntos, o que é estranho para Leon, que nunca criou raízes em lugar algum. Em meio a isso, temos Stanfeld, interpretado magistralmente por Gary Oldman, com suas peculiaridades, o grande "vilão" da história.
Devo destacar as belas atuações deste trio. Principalmente de Natalie Portman, mesmo com 13 anos, e sendo este seu primeiro filme. E também temos Gary Oldman sendo Gary Oldman!

Em meio ao drama de Mathilda, ainda criança, aprendendo a como ser uma assassina e ao afeiçoamento dela e de Leon (houve até uma certa censura no filme, por acharem essa relação "inapropriada"), temos muitas cenas de ação. Tiros e explosões para tudo que é lado. Achei as cenas um pouco exageradas, principalmente uma no final, em que o apartamento de Leon acaba virando uma zona de guerra entre ele e praticamente todos os policias (fortemente armados) disponíveis na cidade. Ficou enfadonho.
Temos também algumas cenas 'engraçadinhas', como Leon e Mathilda brincando de imitações e Stan e seus comparsas discutindo com uma velhinha.


No fim temos uma bela cena, bem simbólica. Gostei! Achei que foi como deveria ser, apesar de que essa cena e algumas anteriores foram bem clichês. Mas foram muito bem feitas.

Uma coisa que me incomodou foi a trilha sonora. Em alguns momentos parecia que tudo estava em silêncio, em outros, tinha uma música de fundo muito boa para a cena. As cenas sem trilha ficaram meio sem ação. Em algumas, como a cena do banheiro, de fato teria que ser no mais absoluto silêncio, mas o restante ficou estranho.

Enfim, O Profissional é um bom filme de ação e de drama, com boas atuações, roteiro sem furos, bastantes cenas de ação (algumas não tão boas) e um bom aprofundamento de personagens.

OS DRAGÕES DE FOGO RECOMENDA O PROFISSIONAL!

Agora, a nota, de 0 a 5:

Personagens: São bons. Na minha opinião o destaque fica para Stanfeld, com excelente cenas mostrando suas peculiaridades. Um ponto!

Roteiro: Simples, mais do mesmo mas sem muitos furos. Meio ponto!

Início: Bom. Cenas de ação e entrada de personagens. Um ponto!

Término: Bom, sem muito de diferente, mas bem competente e quase (eu disse quase) comovente. Um ponto!

Trilha sonora: Em algumas partes foi boa, em outras me incomodou. Meio ponto!

Portanto, 4 Canecas de Hidromel para O Profissional!

Para mais filmes, clique aqui!

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